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terça-feira, agosto 25, 2009

Redução da jornada de trabalho é inserida no Manguaça Cidadão

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A gente não tinha pensado nisso, mas faz muito sentido, por isso vamos incorporar: a reivindicação das centrais sindicais, apoiada pelo ministro Carlos Lupi de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais entra como item do Manguaça Cidadão, programa social-manguaça defendido pelos membros do Futepoca com crescente apoio na sociedade brasileira.

A sugestão (inspiração, talvez) veio, ainda que de maneira torta, do deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP), que participou das discussões ocorridas nesta terça-feira no Congresso sobre a Proposta de Emenda Constitucional 231 de 1995, de autoria de Inácio Arruda (PCdoB-SP). A frase que nos iluminou foi citada pelo parceiro Margens: Reflexões Sociológicas, que relata ter ouvido o nobre parlamentar em entrevista à rádio CBN (e bota o áudio para provar). Teria dito Marquezelli:

"Se você reduzir a carga horária, o que vai fazer o trabalhador? Eles dizem, vai para casa, para ter lazer. Eu digo: vai pro buteco, beber álcool. Vai pro jogo. Não vai pra casa. Então veja bem, aí é que está o mal. O mal está nele gastar o tempo no que ele quiser, se [ao contrário] podemos deixá-lo produzindo para a sociedade brasileira..."

Para quem duvida, acesse o Margens que eles têm o áudio para provar. A gente pensou aqui que faz sentido, o cidadão ter mais tempo para beber é algo totalmente dentro dos princípios democrático-etílicos do Manguaça Cidadão. Afinal, além de gerar empregos, como mostra o Dieese, a proposta visa aumentar a qualidade de vida do cidadão. Espero que o Marquezelli não se incomode. Menos tempo no trabalho, mais tempo no bar!

10 comentários:

Edison Junior disse...

Taí, podemos aumentar a jornada para 80 horas e acabar com o problema do alcoolismo...

Nicolau disse...

Edison, vamos propor ao Marquezelli fazer o teste primeiro: ele trabalha 88 horas semanais por uns seis meses e diz pra gente se a vida dele melhorou...

Maurício disse...

Redução pra 40 horas ainda é um passo de pernas muito curtas. O Pochmann já mostrou que daria pra todo mundo trabalhar só umas 12 horas por semana. Aí o resto a gente divide entre o bar e outros afazeres edificantes.

Brunna disse...

Além das 12 horas semanais, Pochmann defende que o mundo já ter condições técnicas de toda a população começar o trabalho apenas após os 25 anos.

Marcão disse...

Eu defendo que a quarta-feira seja um segundo domingo, intermediario.

Glauco disse...

Se tivéssemos jornada de 12 horas seríamos um país de alcoolatras?

Marcos disse...

Nao sei, mas aqui na Irlanda, onde os jovens recebem 800 euros (cerca de 2,4 mil reais) cada um do governo, todo mes, ninguem trabalha e, quem nao e alcoolatra, fica bebado apenas 24 horas por dia...

Maurício disse...

Eu defendo exatamente o oposto do Pochmann. Que todo mundo pare de trabalhar aos 25 anos. Aí sim vai dar pro povo beber com consciência. Afinal, a gente bebe muito a partir dos 11, mas é lá pelos 25 que começa a ter noção.

Marcão disse...

Você tem certeza de que tem noção de alguma coisa, DeMarcelo. Eu, que já passei dos 25 há muitos Carnavais, não me arrisco a tal afirmação sobre minha pessoa...

Marcos disse...

Ps.: Falando nessa idade, uma letra(genial) de um (sumido) compositor cearense me veio de pronto:

Tenho vinte e cinco anos
De sonho, de sangue
E de América do Sul
Por força deste destino
Um tango argentino
Me vai bem melhor que um blues

Sei, que assim falando, pensas
Que esse desespero é moda em 73
E eu quero é que esse canto torto,
Feito faca, corte a carne de vocês!