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domingo, março 01, 2009

Bem armado, Santos supera o São Paulo

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E finalmente o Santos venceu um clássico paulista onde o adversário não era o Corinthians. Desde 2006, quando o Peixe superou o Tricolor reserva por 4 a 0 no Morumbi, não teve sorte (e competência) contra Palmeiras e São Paulo. Hoje, a moeda caiu do outro lado.

Sem Kléber Pereira, machucado, O Alvinegro entrou com três zagueiros. A escolha de Mancini decorria das próprias carências do elenco: com dois alas que sabem mais atacar do que marcar e com falta de jogadores marcadores no meio, a opção se mostrou acertada, ainda mais contra um time que tem volantes que chegam com qualidade à frente. Com esse esquema, o treinador também anulou aquela que é hoje a principal arma do São Paulo, a jogada aérea, já que contou com mais um atleta alto na área.

Já o Tricolor, ao contrário do que fez na partida contra o Corinthians, entrou com sua formação titular. Muricy Ramalho, no decorrer da partida, mudou a equipe e mostrou que tinha muito mais opções do que seu adversário no outro banco da Vila. Pressionou os donos da casa no segundo tempo, mas não chegou com perigo ao gol. Aliás, de jogada incisiva de fato houve o tento alvinegro, uma bola na trave do São Paulo - quase um gol contra de André Dias (que lobby é esse que insiste em dizer que o emérito escorregador é "selecionável"?) e uma bola salva por Leo ainda no primeiro tempo. De resto, nenhum dos dois goleiros trabalhou, embora a partida tenha sido muito movimentada.



Arbitragem

Os sãopaulinos reclamam de um suposto pênalti de Fabão em Washington. Curioso do lance é que o zagueiro segura o ombro do adversário, não sei se a ponto de fazer alguma diferença na jogada, mas a cena se torna ridícula quando o adversário se joga e Fabão já está com os braços abertos. De qualquer forma, antes do tal lance, Rodrigo Souto é lançado em posição mais do que legal na frente de Ceni, e o bandeira dá um impedimento absurdo. Se no lance da penalidade há dúvida, nesse não há nenhuma.

Ceni, o goleiro que não erra

Quando entrevistado na ida para o vestiário no intervalo, o goleiro tricolor alegou que a bola de Molina no gol da vitória peixeira tocou na perna de um zagueiro do seu time, ainda dizendo que houve desatenção da defesa.

Rogério é aquele jogador que não erra. A soberba e a recusa em admitir erros inclusive prejudicaram sua permanência na seleção e é incrível como ele insiste no erro. Erro não, perdão, ele não erra.

Contudo, o mais estapafúrdio é a Globo reprisar mais de uma vez o lance só pra ver se o arqueiro tinha ou não razão na reclamação contra a própria equipe. Ê, mídia condescendente...

25 comentários:

Thalita disse...

ué, não entendi. Mesmo. Se o RC não tinha razão, qual o problema de mostrar 200 vezes o lance? Só vai ficar ridículo pra ele.

André Dias selecionável é sacanagem até com o próprio. Passa por ridículo. Ele está melhor que antes, mas daí até a seleção vai um abismo.

e é isso que posso comentar, pq sem ver os lances fica difícil...

No mais, meu time tá do mesmo jeito que começou as temporadas passadas, bem meia boca. O que não significa nada, claro.

Anselmo disse...

a rodada foi ótima. o palmeiras abriu 3 pontos sobre o corinthians, com um jogo a menos e duas vitórias a mais. só que como a primeira fase do paulista só serve pra ter posições definidas...

sobre o lobby do andre dias, acho que tem uma parte dos comentaristas que nao acompanha futebol.

Marcão disse...

Vi só o primeiro tempo, mesmo assim, brincando com minha filha e prestando pouca atenção. Vi o gol, um lance em que Molina merece todos os aplausos pela vontade de chutar a bola - e Rogério Ceni, infelizmente, confirmou a péssima fase. Vi um pênalti do Renato Silva sobre o Madson (se não me engano) que o juiz teve muita coragem de não marcar em plena Vila Belmiro. No mais, parabéns aos Santos pela vitória. Sobre o São Paulo, ou acontece uma virada muito radical na postura do time, como em julho do ano passado (quando disparou para o título do Brasileiro), ou teremos mais um semestre perdido.

Fabricio disse...

Rápidas:

André Dias - falaram a mesma coisa do Leonardo (zagueiro do Palmeiras que um tempo atrás foi pro Flamengo). Nunca chegou e nem vai chegar a seleção. Na verdade acho ele pior que o Leonardo, no caso.

Rogério Ceni - por sorte, quando esteve na seleção foi terceiro goleiro.

Jogo - um chute: o São Paulo entrou com o titular porque achou que poderia vencer. Se achasse que poderia perder e abalar o elenco pro jogo da Libertadores, teria colocado o reserva. Se deu mal.

Glauco disse...

Ontem vi em um programa da Sport uma telespectadora sãopaulina dizendo que o jogo não tinha valido nada porque tanto faz chegar em primeiro ou quarto no campeonato. Agora, leio coisas como "meu time tá do mesmo jeito que começou as temporadas passadas, bem meia boca. O que não significa nada, claro" e "Vi só o primeiro tempo, mesmo assim, brincando com minha filha e prestando pouca atenção". Difícil tirar esse ar blasée e indiferente tricolor quando o resultado é adverso. Bem diferente de quando o resultado é favorável, como aqui , onde se lê nos comentários que o choro é livre e similares...

olavo disse...

Foi um jogo ruim. Como santista, digo: dane-se! Valeu, e muito, ganhar do SP, voltar a vencer em um clássico. O time ganha moral, Mancini idem, as coisas se encaminham. O Santos não é time pra brigar pelo título brasileiro, mas vai dando mostras que não vai ser a piada do ano passado.

Marcão disse...

Até concordo com o Glauco sobre o blasée são paulino, mas, no meu caso, apesar de querer muito prestar atenção no jogo, resolvi priorizar minha filha, com quem só passo os domingos. No segundo tempo (que morri de vontade de assistir), estava cumprindo a promessa de levá-la ao parque.

Quanto ao post que está linkado em seu comentário, penso que, apesar de não existir regra, os clássicos em que algum time vence são comentados mais pelos seus torcedores, e não pelos derrotados (ou não, sei lá). E, naquele post, eu mesmo comento que o resultado justo seria um empate.

Mas é fato: sempre que se comentar um clássico aqui no Futepoca, as torcidas vão se estranhar.

anrafel disse...

É o que eu digo há algum tempo: Rogécio Ceni se empenhou tanto nos treinamentos de falta de pênalti (ele batendo) que relaxou nas suas funções primordiais - é um vacilo atrás do outro, e isso não é coisa recente.

Sua participação no jogo contra o Japão, em 2006, foi atitude elegante do Parreira. Coisa que Telê não fez em 1986, quando chamou Leão aos 40 anos e não o deixou entrar, nem mesmo no decorrer de jogos fáceis, como contra a Irlanda do Norte (3x0) ou Polônia (4x0).

F. D. Carrilho disse...

Parabéns pela análise tática do jogo. Texto muito bem escrito também.
Abraço.

anrafel disse...

Interessante a torcida do São Paulo: diz que tem 2 ou mais bons jogadores para cada posição e quando leva uma piaba vem com a desculpa de time B.

Aliás, se alguém acha André Dias de seleção, a gente já começa a desconfiar desse "2 ou mais bons jogadores em cada posição".

Glauco disse...

Marcão, no último jogo entre Santos e Palmeiras, no qual o primeiro levou goleada, o post foi escrito por mim, o que deixa sua tese algo desmontada. Escrevi várias vezes sobre derrotas do meu time em 2008 (afinal, foram várias mesmo), é só clicar no marcador Santos.

O que comento daquele referido post é que a postura dos tricolores foi diferente, não só a sua. Aliás, seu último post sobre o São Paulo você também não assistiu ao jogo, ou estou enganado? Mas você tem razão: clássico sem polêmica nem aqui, onde os quatro de SP estão representados, não tem graça.

Carrillo, valeu pelo elogio. Sobre o André Dias, concordo com o que foi dito.

Thalita em Londres disse...

Demorei a entender o q diabos a minha frase tinha de blasé. Ok, ela dá margem a essa interpretação, mas o que eu disse foi: não significa nada para o resto da temporada, ou seja, é impossível fazer qualquer previsão sobre se o time vai terminar bem o ano, como nos anos passados, ou se vamos continuar assim, meia boca. Ou piorar, claro, o que é sempre possível, embora o time no papel me pareça bom.

Agora, sobre a questão RC na Globo, eu ainda busco uma explicação para a crítica feita.

(e agora assino meus comentários sobre os jogos do São Paulo com a minha localização geográfica. Vai que alguém me coloca de novo na categoria blasé só pq eu não vejo os jogos).

Glauco disse...

A questão do Ceni é ele pautar a mídia (no caso, o maior veículo de comunicação do país) durante uma partida. Como você mesma evidenciou, pra que interessa saber se a bola tocou ou não em um zagueiro do SP? E, se tocou, e daí? O pior é que não foi um frango do arqueiro, uma bola à queima-roupa, mesmo assim ele quis justificar. Quem alimentou a inútil polêmica foi ele. Inacreditável é a emissora de televisão ir atrás. Esse foi o ponto que quis levantar.

Se fosse outro jogador, de outra equipe, teria acontecido isso? Não lembro de ter visto tamanha "presteza jornalística" (sic) pra lances bem mais importantes e/ou duvidosos em outras pelejas. Tão relevante do ponto de vista jornalístico foi o tal suposto desvio que ninguém sequer citou mais tarde. Ou seja, a tal emissora se pautou errado.

Thalita em Londres disse...

Pra reprisar o lance do gol, o mais importante do primeiro tempo, não me parece necessária tanta presteza assim.

Marcão disse...

Foi contra o Oeste, né? Não assisti, não, Glauco, mas acho que, por ser no Morumbi, nem foi televisionado. Mas o que eu disse sobre o vencedor comentar o jogo geralmente acontece em posts sobre os clássicos paulistas - ainda que, vez ou outra, o derrotado toma a dianteira e escreve. Por fim, acho que, de minha parte, nem é questão de blasée. O que acontece é que não boto muita fé nesse time para a conquista da Libertadores, título que a própria diretoria e comissão técnica já assumiram como prioridade. É aquele bumba-meu-boi de todo ano, com o Muricy Ramalho: leva na cabeça no primeiro semestre e depois tenta ganhar o Brasileiro no segundo. Complicado na atual temporada, pois imagino que o técnico não sobreviva a mais uma desclassificação na Libertadores e, mesmo se ficar, a hipótese de um quarto nacional consecutivo me parece bem remota.

Fabricio disse...

Alguém pode me dizer o que é blasée?

Glauco disse...

Reprisar durante o segundo tempo (o que é pouco usual, diga-se) pra analisar o que o goleiro pautou, pra mim é. E, em tempo: destaquei sua fala em que dizia que a sua atitude era blasée e vê-se que não tem nada a ver com o fato de você não ter visto o jogo, Thalita.

Fabricio, segue a definição do dicionário:

1 que exprime completa indiferença pela novidade, pelo que deve comover, chocar etc.
Ex.: ar b. atitude b.
adjetivo e substantivo masculino
2 que ou aquele que está embotado pelo excesso de estímulos (sensoriais, afetivos, intelectuais etc.) ou de prazeres, e que se tornou insensível ou indiferente a eles
3 que ou aquele que tem ou demonstra apatia ou desinteresse em relação a tudo, por sentir ou crer ter esgotado todas as possibilidades de experiências ou sensações
4 Derivação: por extensão de sentido.
que ou aquele que se mostra entediado (sinceramente ou por afetação) com relação a coisas pelas quais a maioria das pessoas demonstra interesse.

Thalita em Londres disse...

eu sei Glauco, mas aconteceu isso em outro post, lembrei agora de ressaltar. Aliás, foi o próprio Fabrício aí acima que falou que não assistir ao jogo e depois comentar era uma atitude típicade sãopaulino.

mas aí eu voltei a nao entender. Se o RC falou no intervalo que aconteceu um desvio e a repetição aconteceu no segundo tempo, o que aconteceu foi falta de presteza, pq o lance deveria ter sido reprisado no intervalo. Ou vc acha que o lance NÃO devia ter sido reprisado de maneira nenhuma? Aí sou obrigada a discordar de vc. Não vejo problema nenhum e acho q aconteceria com qquer goleiro.

Glauco disse...

O lance foi reprisado no intervalo e de novo - duas vezes - no início do segundo tempo só pra causa da declaração do Rogério. Se era pra verificar o tal desvio, que se fizesse no intervalo, não durante o segundo tempo pra ver esse detalhe...

Luis Henrique disse...

A bola desviou e foi dasatenção da zaga mesmo, afinal o gol originou-se em uma cobrança de lateral; sim, o RC é bem mala, teve falhas decisivas (até pq é titular há mais de uma década um time que chega a várias decisões )mas é um excelente goleiro, e até, em minha opinião, sua maior deficiência técnica, aquela ajoelhada na frente do atacante já evitou muitos gols (o do Curintia nesse último jogo não teria acontecido, pelo menos não como o foi, se ele estivesse no gol); acho que o rancor contra ele tb é digno de nota.

Thalita em Londres disse...

e aí vem o comentarista (valeu, Luis Henrique) e diz que a bola tocou mesmo na perna do zagueiro... pô, Glauco, aí vc tá de sacanagem. Achei que não tivesse tocado, por isso não faria sentido reprisar o lance. Pelo (esse acento tb caiu?) em ovo é pouco.

Glauco disse...

Desculpa, Thalita, eu não vi desvio e nem o narrador. Quanto ao pelo em ovo quem está esticando o referido bastante acho que não sou eu, inclusive o post é sobre o jogo, mas se você preferiu se ater a isso, fazer o que... Azar de quem entrar nos comentários e ver que a maior discussão daqui envolve a vontade de advogar o Ceni e a Globo.

Luis Henrique disse...

Olha, foi de leve, mas pra mim tocou; talvez daí a insistência em reprisarem o lance, foi um desvio sutil; bom, eu não vi o jogo na Globo, na Band o reporter entrvistou o Rogerio e o Rodrigo juntos no intervalo e o zagueiro disse que desviou nele; se o cara do lance falou, acho que é aceitável acreditar que aconteceu, né. Mas que sãopaulino chato esse, não? De qq forma, parabéns pelo blog, desde que me indicaram acompanho sempre, com destaque para os posts do Marcão. Até a próxima, se não for muito incômodo (se for favor avisar,tá?)

Glauco disse...

Imagina, Luís Henrique, a discussão aqui às vezes parece meio ríspida mas o pessoal é de paz. Fique à vontade para comentar e conversar com a gente. Abraço.

Marcão disse...

Valeu, Luis Henrique! A gente fazemos o que pode.