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quinta-feira, agosto 25, 2011

Um pouco de Jekyll e Hyde Tricolor

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Por Moriti Neto

Os extremos do São Paulo se apresentaram na noite de ontem, no Morumbi. Na partida contra o Ceará, válida pela Copa Sul-Americana, o time precisava inverter o resultado da primeira peleja – disputada em Fortaleza e que terminou 2 x 1 para a equipe nordestina. Porém, dada a dispersão mostrada na etapa inicial, a impressão era de que o Tricolor jogava a última rodada de um campeonato de pontos corridos estando lá pelo meio da tabela.   

Vagner Mancini propôs um ferrolho. Com o Vovô retrancado, tentando aproveitar a velocidade de Osvaldo no contragolpe, o São Paulo tinha que ir pra cima. Só que Adilson Batista escalou mal, pra variar. Colocou três volantes no meio – Wellington, Carlinhos Paraíba e Casemiro – e três homens rápidos e condutores de bola no ataque, Lucas, Dagoberto e Fernandinho. O resultado era um time de compartimentos estanques, com a bola passando sem a menor qualidade pela meia-cancha.

Até houve uma ou duas chances nos 45 iniciais, mas foram apenas fruto de jogadas isoladas. Lucas, que poderia ser o diferencial, continuava, como em partidas anteriores, mal posicionado, isolado no lado direito do campo.                              

Outra personalidade

O São Paulo volta para o segundo tempo e marca forte a saída de bola cearense. Aproxima os jogadores de frente. Assim, o passe melhora. Cícero, no lugar de Fernandinho, é o homem que, ao menos com condição razoável de transitar entre o meio e o ataque, liga o “nada a lugar nenhum” que a parte ofensiva do time se mostrava.      

São 19 minutos para fazer três gols e forçar o goleiro Diego a praticar defesas importantes. No primeiro tento, aos 10 minutos, lance principal da classificação são-paulina, a dupla de zaga do Ceará perde o tempo de bola quando Carlinhos Paraíba cruza e Cícero, dentro da área, mata bonito no peito e conclui de pé esquerdo, antes da bola tocar o gramado. 

O placar é suficiente pra classificar o São Paulo e coloca abaixo a proposta defensiva do Ceará. Vagner Mancini troca o lateral Boiadeiro por Felipe Azevedo. A vida Tricolor fica mais fácil.

Aos 16, Lucas aparece pro jogo. Recebe passe de Casemiro e, de três dedos, fora da área, amplia bonito. Aos 19, de novo ele. Lucas arranca, larga dois adversários pra trás, e toca para Dagoberto fazer 3×0.

Rivaldo entra aos 24, exatamente no lugar de Lucas, que ainda se recupera de uma  gripe. Aos 25, Cícero deixa Dagoberto livre, cara a cara com Diego, e vê o atacante, de atuação destacada no segundo tempo, chutar e ver a bola interceptada pelo braço do defensor rival. A redonda sobe, vai pra fora e nem escanteio o árbitro marca.   

27 minutos e Carlinhos Paraíba, de longe, obriga Diego a realizar outra boa defesa. Aos 28, o goleiro, outra vez de frente para Dagoberto, evita o quarto gol. O  domínio do São Paulo é total, um vareio no segundo tempo.

Classificação merecida no conjunto da obra. Contudo, é difícil entender o time. Sofre mais do que o necessário contra adversários frágeis e vacila em momentos essenciais. Fosse o Ceará um time pouco mais forte, os são-paulinos poderíamos ter saído já da Sul-Americana.



Não é que seja tudo, mas muito dessa situação parte do técnico. Que Adilson tenha convicções nem tão usuais para a prática do futebol é aceitável. Só que se quer jogar com três volantes, precisa de boa saída pelas laterais, coisa que não ocorre com Piris e Juan pelos lados. Sobre a criação no meio, é incompreensível que Lucas, o maior talento são-paulino, seja desperdiçado, tendo que correr atrás de tijolos rente à lateral. E se Rivaldo e o argentino Marcelo Cañete não têm condições de ser titulares, o primeiro deve estar mesmo muito mal fisicamente e o segundo, provavelmente, é ruim de doer. Não deveriam nem ficar no banco. Resta Cícero, que se não começa os jogos, também deve trazer algum esconso problema.

Esses são somente alguns dos enigmas. Depois,  a gente que não entende a instabilidade.

segunda-feira, julho 13, 2009

Parreira demitido, Luxa e Nelsinho no mercado, Mancini por um fio... Xi...

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O torcedor ficaria chateado, mas até poderia entender a derrota por 6 a 2 para o Vitória ontem como um simples “acidente de percurso”, conforme justificou o ainda técnico peixeiro Vágner Mancini. Mas vendo uma sequência terrível de partidas onde o time joga mal e/ou deixa escapar vitórias fáceis, não dá mais para o santista assistir de forma passiva à derrocada da sua equipe sem achar a quem culpar de forma imediata.

O Santos parecia até um time bem arrumado no Paulista. Mas, como as experiências repetidas a cada ano demonstram, nem sempre os estaduais são um parâmetro confiável para um campeonato ranhido e longo com o Brasileirão. Um dos pontos fortes do Santos no Paulistão era a participação ativa dos meio-campistas e dos atacantes na marcação. Neymar e Madson voltavam para a intermediária, assim como Paulo Henrique Ganso, que acompanhava as descidas dos volantes adversários. Triguinho, na lateral, se não era nenhum gênio no apoio, muitas vezes fazia o papel de terceiro zagueiro, liberando um ou dois volantes para atacar de acordo com a necessidade da equipe.

Mas, aos poucos, o esquema de Mancini foi desabando. Se uma ou duas peças não funcionam bem na equipe, pode-se trocar ou adequar alguém para a posição; se outros dois atletas se contundem, também dá-se um jeito; caso um atleta esteja em más condições físicas, é só promover um reserva... É assim que deveria funcionar em um clube minimamente estruturado ou “planejado” como gostam de dizer alguns doutores da bola travestidos de cartolas. Não é o caso do Santos.

Assim, o técnico tentou algumas vezes substituir Neymar por Maikon Leite, para exercer a mesma função já que ambos tem características parecidas. Como o atacante ainda sofria com sua adaptação pós-cirurgia, Molina virou a solução. Ou seja, o esquema teve que ser mudado. Na lateral-esquerda, com a contusão de Triguinho, Léo voltou mas, fora de forma, não conseguiu exercer a mesma função de seu antecessor. Naquela posição, Pará faz o santista entristecer pois comparar este “coringa” com outros históricos como Lima nos anos 60 e recentemente Elano, é pra fazer qualquer um desistir de torcer.

A última tentativa de inovação da parte de Mancini aconteceu ontem. Um esquema com três zagueiros de ofício, mas que, na prática, são três volantes, já que Paulo Henrique Rodrigues atuou mais à frente. Carpegiani foi esperto e, no lugar de um atacante, colocou um meia para dominar o setor, marcando a saída de bola do Peixe. E dominou. Os zagueiros ficaram distantes dos meias, expostos ao ataque do Vitória e aos avanços de Apodi (aquele) e, no mano a mano, a zaga santista sofreu como sofreria qualquer outra no planeta, ainda que fosse excelente (o que não é o caso). Pra completar, o goleiro Douglas achou por bem falhar bisonhamente no primeiro gol baiano e Domingos fez uma das piores apresentações de um zagueiro com a camisa do Santos, lembrando atuações pouco saudosas de Camilo, Pedro Paulo, Marcelo Fernandes, Marconato etc.

Assim, Mancini bambeia, mas não cai. Não achava que o presidente santista fosse demiti-lo logo depois do jogo, até porque ele finge ser cartola europeu, daqueles que dão “crédito” ao técnico por conta de seu trabalho. Se nem Nelsinho Baptista foi demitido imediatamente após o 7 a 1 para o Corinthians (precisou ser goleado por 4 a 0 para o Internacional em seguida), não seria Mancini vitimado assim.

O problema agora é saber quanto tempo durará o atual treinador santista e quem vem substitui-lo. As especulações acerca de Nelsinho e o perdulário Luxemburgo são de arrepiar. Junte-se a isso o fato de Parreira ter sido demitido do Fluminense e temos um pesadelo se desenhando. Como já disse, só Muricy pode salvar o Santos de mais uma campanha pífia no Brasileirão, já que a salvação imediata – a queda da diretoria do clube – só virá por milagre. Oremos.

segunda-feira, maio 11, 2009

Ao fim, um bom empate para o Santos

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Um empate fora de casa com um time que é tido como um dos favoritos do campeonato e tem a melhor campanha da Libertadores pode não ser um mau resultado. Mas o Santos mostrou ontem as mesmas virtudes e também as deficiências que o levaram ao vice-campeonato paulista. E, se não quiser depender de atuações individuais de alguns de seus jogadores acima da média (o que não ocorreu contra o Grêmio), terá que contratar.

A primeira etapa no Olímpico foi dominada pelo Tricolor gaúcho. Com todos os seus titulares, o interino Marcelo Rospide seguiu no 3-5-2 adotado por Celso Roth e conseguiu pressionar o Santos jogando principalmente pelas pontas. Criou mais chances, mas não marcou. Kléber Pereeira, pra variar, perdeu chance incrível diante do goleiro Vítor, em ótima enfiada de Paulo Henrique Ganso.

Vágner Mancini alterou o jeito do time jogar depois do intervalo. Prendeu um pouco mais os laterais avançou a marcação no meio-de-campo, com Roberto Brum e Germano mais presentes no campo adversário. Assim, passou a dominar as ações e forçou o até então 100% Rospide (quatro vitórias em quatro jogos) a fazer uma alteração pouco usual para quem joga em casa e quer a vitória: ele substituiu o atacante Jonas pelo volante Túlio (aquele mesmo, ex-Botafogo e Corinthians) para tentar recuperar o meio de campo.

Ainda assim, o Grêmio não conseguiu equilibrar o jogo, mas fez seu gol. O capitão e zagueiro Rever veio à frente e, aproveitando a falha de cobertura no lado direito (algo quase rotineiro nas partidas do Santos) marcou. Mancini tentou manter o esquema com três homens mais à frente e um quarto que vem de trás, mas trocou as peças: substituiu o apagado Neymar por Molina e tirou Paulo Henrique para a entrada de Maikon Leite. E foi o colombiano, em uma bela cobrança de falta, que garantiu o empate peixeiro.



Os problemas

O Santos ainda carece de reforços nas laterais. Luisinho já deixou claro que não tem condições de ser titular e Triguinho é esforçado, melhorou de rendimento, mas ainda assim não é o ideal. Sem reforços nessas duas posições, difícil imaginar o Alvinegro tentando voos mais altos no campeonato.

domingo, abril 26, 2009

Primeiro ato: Santos 1 X 3 Corinthians (visão santista)

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Foram seis finalizações do Corinthians contra o Santos. Três foram pro gol, e pro fundo dele. Fábio Costa não fez uma defesa. Isso, por si só, daria ao santista esperanças para a segunda partida no Pacaembu. Mas, por outro lado, quem perde tantos gols e faz somente um, precisa de quantas chances pra fazer três de diferença?



É nisso que o torcedor praiano pensa depois da derrota. Alguns já elaboram desculpas para justificar o vice-campeonato. Outros, tentam ter esperanças. Hoje, o acaso e Ronaldo foram contra nós. Uma falta boba de Pará, uma matada no peito infeliz de Kleber Pereira e um toque involuntário da bola em Fabiano Eller definiram a partida. Fora as defesas de Felipe. No próximo domingo, a sorte pode estar do lado peixeiro.

*****
O Santos teve volume de jogo, perdeu um sem número de chances. Mas acho que Mancini errou ao tirar Kleber Pereira. Foi uma substituição mais de torcedor do que técnico, e explico porquê, eu que xinguei tanto o matador durante o jogo. Pelo menos três bolas alçadas na área depois da saída do nove santista foram direto pro Roni. Que perdeu todas. Pudera, tem 1,70. O time perdeu presença de área com a saída de Pereira, e isso foi fatal.

Mas a culpa não é do treinador. Até porque a entrada de Maikon Leite, há meses sem atuar, foi uma demonstração óbvia da falta de elenco que a equipe tem. Só um atacante alto, e sem homens de frente velozes no banco, Mancini se virou como pôde. É preciso reforçar para o Brasileirão. Pedrão, do Barueri, será muito, mas muito bem vindo dentro desse contexto.

A propósito, tiraria Neymar para a entrada de Róbson, que precisava ir para o jogo mesmo.

*****
Neymar, Fábio Costa e Kléber Pereira foram decisivos nas semifinais. Hoje, não foram bem. Neymar, ao contrário de Robinho, que nunca perdeu para o Corinthians, revivendo a mística de Pelé, jogou duas vezes e perdeu ambas jogando pouco. Acho que tem mais potencial que o atacante do Manchester City, se vai se dar melhor ou não, só o tempo dirá. Mas, ao contrário dele, jogou poucas partidas no Paulistão desse ano, enquanto Robinho disputou um campeonato brasileiro inteiro antes de fazer história, graças a Émerson Leão. O mesmo pode valer ao se se comparar Paulo Henrique com Diego.

Por conta desse alto grau de exigência que a comparação cruel traz à mente, é bom o torcedor do Santos ter paciência com esses dois atletas. São bons, podem ser craques sim, mas estão em meio a um furação graças à pífia administração peixeira. São milagres e, por isso, todo alvinegro tem que agradecer a eles, e não xingá-los.

Sobre atletas decisivos, Madson, novamente, foi efetivo, mas não o suficiente.

segunda-feira, abril 20, 2009

Luxemburgo, o ilusionista, e a hipocrisia da mídia esportiva

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Tem certas coisas que acontecem com tanta frequência no futebol que dá até desgosto de comentar. Mas é necessário. No sábado, depois de sofrer nova derrota para o Santos, o técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, como não tinha motivos para reclamar da arbitragem e teria (se algum repórter perguntasse) que justificar o resultado e a atuação do seu time, quis mudar o foco. Como fez o presidente da Lusa (aliás, cadê a punição para o dirigente?), acusou dizendo que não estava acusando, e culpou Vágner Mancini por ter colocado Domingos com a única intenção de cavar a expulsão de Diego Souza.

De repente, hoje, no Globo Esporte, o comentarista e ex-dublê de meia-atacante Caio Ribeiro diz que o culpado pela confusão foi unicamente Domingos,e  o apresentador engraçadinho bradou que ninguém ali iria ser "hipócrita" culpando o atleta palmeirense, justificando que Diego Souza "tinha sentimentos". Bastante curioso. A Vênus Platinada faz campanhas em prol da "paz nos estádios", mas justifica agressões físicas como algo que vem de alguém que "tem sentimentos". Provavelmente, quem pensa assim deve ter saudades da época em que maridos matavam esposas e eram absolvidos por terem agido em "legítima defesa da honra". Diego Souza, para estes verdadeiros hipócritas, agiu da mesma forma, o que valida sua reação destemperada após a expulsão.

Mas o que impressionou foi que a atitude do meia, de voltar e agredir Domingos, foi saudada e aplaudida pela torcida alviverde. Uma das imagens televisivas mostra um garoto de uns 11 anos vibrando como se fosse um tento do seu time, algo simplesmente pavoroso. E essa imprensa, que acha mais grave a provocação de Edilson com embaixadas do que a voadora de Paulo Nunes na decisão do Paulistão de 1999, é a mesma que culpa as organizadas - só elas - pela violência dentro e fora dos estádios. Para esses jornalistas, uma provocação verbal, dessas que acontecem a partida inteira, é mais merecedora de punição do que um soco ou um pontapé. Aliás, Madson saiu do jogo de sábado acusando defensores palmeirenses de terem o ameaçado mais de uma vez, inclusive de "jogá-lo na arquibancada" se continuasse fazendo "firulas" (alguém duvida que pela diferença de portes físicos isso seria possível?). E aí, quantas expulsões teríamos por "provocação" no jogo?

Curioso da história é que o mesmo Luxemburgo é quem disse que a arbitragem estava "protegendo" Neymar, porque qualquer em "encostão" era marcada falta. A propósito, será que nenhum atleta do Palmeiras tentou intimidar o menino como fez Domingos com Diego Souza? Mas, para falar isso, talvez Luxa não tenha visto as cotoveladas que o menino tomou, por exemplo, contra o Rio Branco pela Copa do Brasil. De novo, fica claro que bater, pode, xingar... nossa, que grave!

O futebol tem se tornado mais sem graça e mais violento por conta de gente como o tal técnico que muda de conceito ético literalmente de acordo com a camisa, e que é tido como "ofensivo" (em termos táticos, claro), mas que pelo jeito gosta de verdade é de embate físico no futebol. E culpa também da imprensinha que apoia e vai na onda do dito cujo. A torcida - quase todos que vão ao estádio, e não só as organizadas - já estão pegando o gosto pela apologia à violência em São Paulo, e os tais 5% para o vistante só vão perpetuar esse estado de coisas. Enquanto vemos brincadeiras e galhofas no Maracanã, na final da Taça Rio, em São Paulo a preocupação é com o quebra-pau durante e após as partidas. Talvez falte praia a São Paulo. E os cartolas bandeirantes sejam menos, mas muito menos, sérios do que se acredite.

*****

Outro fato risível ainda é o comandante do Palmeiras evocar o "histórico" de Domingos. Não, ele não estava falando do estilo agressivo do atleta, mas sim do fato de o zagueiro ter "provocado" a expulsão de Adriano no clássico do Paulista de 2008 contra o São Paulo. Bom, se o árbitro fizesse ponderações sobre "histórico", o que dizer de Diego Souza e suas expulsões? Por exemplo, contra a Ponte Preta em uma final ganha no ano passado, sendo excluído em seguida contra o Coritiba? Foi julgado por expulsão também na partida contra o Bragantino este ano e não vou continuar contando seus cartões vermelhos porque será improdutivo, além das vezes em que poderia ter sido expulso e não foi. O post vai ficar muito longo.

quinta-feira, março 26, 2009

Com a escalação correta, jogo fácil para o Santos

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Como faz diferença quando se entra em campo com a melhor escalação possível... Ao contrário de domingo, Vágner Mancini colocou Madson e o jovem Paulo Henrique como titulares, deixando fora Roni e Lúcio Flávio. Assim, o Santos foi ao mesmo tempo consistente no meio de campo – ora Neymar, ora Madson recuavam para buscar a bola – e leve, com triangulações e passes rápidos.

E foi a segunda vez na Era Mancini que o time jogou bem no primeiro tempo. Em que pese o Santo André ter tido a primeira chance de gol - e única dele na etapa inicial -, o Alvinegro dominou e foi em uma jogada de Neymar, pela esquerda, que o placar foi aberto. Madson conseguiu um chute improvável, pela pequena distância entre o pé de apoio e a bola.

O segundo saiu de quem menos se esperava. Triguinho, que vem atuando mal, estava posicionado para atuar quase como um terceiro zagueiro, função que exerceu em outras partidas muito por conta do pífio desempenho à frente. Mas Kléber Pereira fez o trabalho de pivô e deu de bandeja o tento para o lateral.

É claro que o Santo André tentou pressionar na segunda etapa. O treinador Sérgio Guedes pedia para seus laterais avançarem. Mas como, se Neymar estava nas costas de um ou de outro? E um drible da vaca aplicado em Elvis dentro da área, que resultou depois em uma chance de gol de Rodrigo Souto, mostrou aos andreenses que com aquele moleque em campo, chamando jogo, o empate era impossível. De novo, apanhou, foi intimidado, mas de nada adiantou.



Por justiça, o terceiro seria dele. Bela jogada de Madson pela direita e o garoto recebeu na área. Três jogadores na frente, mas Neymar não se enervou. Olhou, chutou de forma sutil, fora do alcance do zagueiro e do goleiro. O jogo acabava ali. E daí que ainda tinham mais dois terços do segundo tempo? O rival desmoronou, sem moral, sem esperança. E logo depois, quando o meniono saiu, sentindo dores no pé esquerdo por conta de uma pancada ocorrida na partida contra o Rio Branco, o interesse da peleja caía a quase zero. E depois da substituição de Paulo Henrique, que ainda dava à partida algo de imponderado, era mais importante secar a Portuguesa, que ontem só conseguiu permanecer no G-4 graças a um erro de arbitragem. Quem diria, hein...

Com o empate luso em casa, contra o Mirassol, o Santos fica a um ponto da zona de classificação. Tem mais duas “finais” contra Barueri, no sábado, e Lusa, no meio de semana. E é nesse clima de decisão, uma atrás da outra, que o santista poderá saber o que esperar da equipe no Brasileirão. Que mais andorinhas façam companhia a Neymar.

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Luisinho na direita e Triguinho na esquerda ainda causam arrepios ao torcedor. Roberto Brum, pelo jeito, perdeu mesmo a posição para Germano, que não atuou em função de ter tomado o terceiro cartão amarelo. Parece óbvio que o Santos vai precisar de reforços. Se e quando eles virão é que angustia...

domingo, março 22, 2009

Vagner Mancini, o nome do jogo (visão santista)

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O técnico Vágner Mancini teve méritos inquestionáveis na vitória contra o São Paulo. Mas ontem, foi ridículo, pra ser bastante sincero a respeito da forma como armou a equipe. Ao tirar Neymar aos 13 minutos do segundo tempo, ele simplesmente acabou com o jogo. Depois disso, o Santos teve posse de bola, mas não teve chances claras de marcar.

Por que substituir Neymar? As duas oportunidades mais agudas da equipe foram justamente do moleque. Lúcio Flávio deve ser uma pessoa ótima, educado, agradável, pois só isso justificaria a permanência dele no gramado. Se Madson tivesse entrado em seu lugar, e não do menino, o baixinho e o garoto poderiam ter tabelado e arranjado, no mínimo, uma expulsão no rival, apesar do árbitro ser Rodrigo Cintra. E foi jogando próximos que os dois atuaram bem nas últimas pelejas.

Mas Mancini quis ser mais realista que o rei. E se deu mal. Quando colocou Pará contra o Rio Branco, até tive esperança que o mesmo entraria no lugar de Luisinho, que foi uma triste e pálida figura na quarta-feira, e igualmente inócuo hoje. Se a vitória naquele clássico da Vila foi mais sua que de qualquer outro, caro comandante, neste domingo foi a derrota é quase toda sua.




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Neymar tomou três cotoveladas no jogo do meio de semana. Ontem, levou um soco e um puxão pela camisa no mesmo lance com o volante Cristian. Nem cartão amarelo o rival tomou. Na quarta, só um encontrão motivou a punição devida ao atleta adversário. Depois dizem que é necessário privilegiar o futebol bonito, que é preciso punir a violência, mas a imprensa esportiva não dá um piu sobre isso.

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O Santos emprestou o lateral-esquerdo Anderson Planta para a Portuguesa Santista. Alguém que o tenha visto jogar tem dúvida de que Triguinho, que falhou no primeiro gol e em tantos outros lances, está atuando pior do que ele?

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Mais cenas de violência no Pacaembu. A segurança da partida, quem deve assegurar, é o MANDANTE. Ponto. É por isso que a Vila Belmiro foi interditada muitas vezes, por conta de um chinelo em uma ocasião. Acontecerá alguma coisa com o Corinthians?


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Fábio Costa disse que o árbitro lhe deu um cartão amarelo porque o arqueiro fez um gesto contra ele. Quantos cartões por gestos e simulações mereceria Dentinho?

domingo, março 01, 2009

Bem armado, Santos supera o São Paulo

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E finalmente o Santos venceu um clássico paulista onde o adversário não era o Corinthians. Desde 2006, quando o Peixe superou o Tricolor reserva por 4 a 0 no Morumbi, não teve sorte (e competência) contra Palmeiras e São Paulo. Hoje, a moeda caiu do outro lado.

Sem Kléber Pereira, machucado, O Alvinegro entrou com três zagueiros. A escolha de Mancini decorria das próprias carências do elenco: com dois alas que sabem mais atacar do que marcar e com falta de jogadores marcadores no meio, a opção se mostrou acertada, ainda mais contra um time que tem volantes que chegam com qualidade à frente. Com esse esquema, o treinador também anulou aquela que é hoje a principal arma do São Paulo, a jogada aérea, já que contou com mais um atleta alto na área.

Já o Tricolor, ao contrário do que fez na partida contra o Corinthians, entrou com sua formação titular. Muricy Ramalho, no decorrer da partida, mudou a equipe e mostrou que tinha muito mais opções do que seu adversário no outro banco da Vila. Pressionou os donos da casa no segundo tempo, mas não chegou com perigo ao gol. Aliás, de jogada incisiva de fato houve o tento alvinegro, uma bola na trave do São Paulo - quase um gol contra de André Dias (que lobby é esse que insiste em dizer que o emérito escorregador é "selecionável"?) e uma bola salva por Leo ainda no primeiro tempo. De resto, nenhum dos dois goleiros trabalhou, embora a partida tenha sido muito movimentada.



Arbitragem

Os sãopaulinos reclamam de um suposto pênalti de Fabão em Washington. Curioso do lance é que o zagueiro segura o ombro do adversário, não sei se a ponto de fazer alguma diferença na jogada, mas a cena se torna ridícula quando o adversário se joga e Fabão já está com os braços abertos. De qualquer forma, antes do tal lance, Rodrigo Souto é lançado em posição mais do que legal na frente de Ceni, e o bandeira dá um impedimento absurdo. Se no lance da penalidade há dúvida, nesse não há nenhuma.

Ceni, o goleiro que não erra

Quando entrevistado na ida para o vestiário no intervalo, o goleiro tricolor alegou que a bola de Molina no gol da vitória peixeira tocou na perna de um zagueiro do seu time, ainda dizendo que houve desatenção da defesa.

Rogério é aquele jogador que não erra. A soberba e a recusa em admitir erros inclusive prejudicaram sua permanência na seleção e é incrível como ele insiste no erro. Erro não, perdão, ele não erra.

Contudo, o mais estapafúrdio é a Globo reprisar mais de uma vez o lance só pra ver se o arqueiro tinha ou não razão na reclamação contra a própria equipe. Ê, mídia condescendente...

sábado, fevereiro 14, 2009

Vágner Mancini chega ao caos da Vila Belmiro

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Vágner Manicni já se despediu do Vitória e vem ser o novo treinador do Santos. Segundo consta, ele deve receber para administrar a bagunça no condomínio Marcelo Teixeira a bagatela de R$ 250 mil por mês.
Campeão estadual pelo rubro-negro baiano e responsável por uma campanha razoável no Brasileirão (décima colocação), ele vai ter que administrar um elenco dividido que já colocou na lona três técnicos e quase levou a equipe à segunda divisão nacional.

O último quiprocó no latifundio Santa Cecília aconteceu na partida contra o Marília. O jornal O Estado de S. Paulo divulgou que o goleiro Fábio Costa e o zagueiro Fabiano Eller, donos de atuações impecáveis no jogo em questão, como dito aqui, brigaram aos socos e pontapés. O arqueiro teria responsabilizado o defensor pelo gol que tomou e o criticado não recebeu muito bem a avaliação.


Aliás, não é a primeira vez que FC (atualmente merecedor da alcunha "Falho Costa") joga a culpa de um gol tomado nas costas alheias. Em 2001, quando o Santos foi desclassificado na semifinal do Paulistão pelo Corinthians, ele culpou publicamente o zagueiro André Luiz, que escorregou no lance. Deve ser difícil ser companheiro de ofício de alguém tão cheio de razão e tão desprovido de auto-crítica.

Mas, dessa vez, os paizões da Vila Belmiro resolveram agir. Dotados de competência e coragem, suspenderam e multaram (especula-se que em 40% do salário) os brigões. Eller é líder de uma das igrejinhas da Vila, vem jogando mal há tempos e sofre com contusões. Costa lidera outro templo e tem um longo histórico de afastamentos por estar fora de forma ou devido a problemas disciplinares. Já foi posto no banco ou longe dele por Daniel Passarella e Márcio Bittencourt no Corinthians, e por Leão e Luxemburgo no Santos. Ontem, ameaçou deixar o treino mas foi trazido de volta por Serginho Chulapa, provavelmente com argumentos deveras convincente.

É nesse clima que Mancini chega. Enquanto isso, o Santos entra em campo amanhã contra o Guarani sem os dois encrenqueiros, e os interinos Chulapa e Narciso não contarão também com Domingos, Molina, o lateral-direito Luizinho, Roberto Brum e Lucio Flavio. Tem certeza que você não quer ficar na Bahia, Mancini?