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segunda-feira, abril 13, 2009

Vai uma escolta aí?

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Como bom brasileiro, resolvi não desistir. Depois de acompanhar o jogo do Clube Atlético Taquaritinga (CAT) contra o Juventus, na Mooca, dia 4, gastei a manhã do Domingo de Páscoa em novo compromisso da Série A-2 do Campeonato Paulista. Precisando de apenas três pontos para garantir vaga entre os oito finalistas do torneio, o CAT recebeu no estádio Taquarão o União São João de Araras - adversário que, por já estar classificado, entrou em campo com seis reservas. O primeiro tempo foi medonho, mas o pior estava guardado para a etapa final.

Favorecendo descaradamente o time da casa, o juiz expulsou dois jogadores do União São João. Mas nada disso conseguiu compensar a ruindade dos anfitriões: sem marcação, o time de Araras abriu o placar num contra-ataque e só não não ampliou porque o árbitro camarada deixou de marcar um pênalti. Aos trancos e barrancos, o CAT chegou ao empate, mas tomou um inacreditável gol de falta logo em seguida. No sufoco, o Taquaritinga ainda empatou novamente, dando números finais ao (injusto) placar: 2 a 2. Excluído do G-8 com esse empate, o CAT tentará a sorte contra o Rio Preto, fora de casa. Mau presságio, pois, em campos adversários, perdeu os dois últimos jogos, contra Juventus e São Bernardo.

A torcida cateana, revoltada com o resultado pelo fato de o time ter jogado quase metade da partida com dois a mais, foi ao alambrado xingar os jogadores na entrada dos vestiários. Houve bate-boca e princípio de briga, a polícia precisou intervir. Nisso, meu cunhado, o santista e oftalmologista Beis, que atuou como médico do União São João na partida, também se dirigia aos vestiários. Foi então que seu genro, o sãopaulino Dô (que lhe daria carona), chegou no alambrado e gritou: "Beis, eu te pego lá fora!". Pensando que aquilo era uma ameaça, um policial chegou para o meu cunhado e disse: "Ô, doutor, se quiser, a gente providencia uma escolta!".

6 comentários:

Glauco disse...

Por isso é que as coisas têm que ser bem ditas. O certo era ele ter gritado "te pago uma lá fora", o que mostraria toda a força da solidariedade ébria.

Marcão disse...

Ah, ia esquecendo do novo capítulo da comissão técnica do CAT. Para quem não sabe da "novela", vamos recapitular:

1 - O CAT vence o Catanduva fora de casa, por 3 a 0. A diretoria do Catanduvense contrata o técnico do CAT, Márcio Ribeiro, ainda no gramado. Ele nem volta pra Taquaritinga com o elenco.

2 - Reza a lenda que Ribeiro recebia R$ 1 mil mensais no CAT, e que recebeu uma proposta irrecusável de R$ 1,5 mil para ir treinar o Catanduva.

3 - Contra o Linense, Márcio Ribeiro é preso dentro do campo, por não pagar pensão alimentícia.

4 - Depois de mais uma derrota em casa, para o Rio Preto (1 x 3), Ribeiro é demitido pelo Catanduvense junto com toda a comissão técnica.

5 - Desempregado, Márcio Ribeiro é recebido de volta pelo CAT. Mas dizem que o retorno custou ao técnico uma redução salarial para R$ 900 mensais...

(O que me leva a crer que, pra baixo da Série A-1, é tudo várzea!)

Luis Henrique disse...

Se o técnico ganha um milão, quanto ganham os jogadores desses times?

Marcão disse...

Luís, a única coisa que posso informar é que o 3º goleiro do CAT ganha 300 reais por mês.

Sala disse...

Estávamos la no Taquarão ( Migué, Marcão,Lê e Sala).

E quando o CAT perdeu o gol que seria o da possível classificação no G8, um cidadão disse " ASSASSINO". Caso Verdade.Demais...
Agora tenho que ir assistir aqui em Rio Preto esse jogaço...Chama o verdureiro Marcão....

Marcão disse...

Pois é, Sala, mas só depois descobri que "Assassino" é o apelido do atacante cateano Caconde, que fez os dois gols. É um epíteto de dar inveja no "Animal" Edmundo...