Destaques

terça-feira, março 16, 2010

'- Que alívio...'

Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Facebook

Do twitter do senador Aloizio Mercadante:

Meu amigo Ricardo Kotscho veio me visitar depois da cirurgia. Perguntou: “- Você já tirou o apêndice?”. Eu respondi: “- Já”.

“- Você já tirou a vesícula?”, “- Já”. “- Você agora tirou um pedaço da próstata?”, “- Sim”.

“- Que alívio, ainda bem, você está nos deixando aos poucos...”, brincou Kotscho.

A ditadura da felicidade

Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Facebook

Uma amiga volta do almoço dizendo que foi a uma padaria onde havia uma placa advertindo: "Você está sendo monitorado por 12 câmeras". Assustador, mas não deixaram de acrescentar abaixo: "Sorria!". Na hora, me lembrei da letra de "Um sorriso nos lábios", do Gonzaguinha: "Ou então acha graça/ É tão pouca a desgraça/ Mas no fim do mês/ Lembra de pagar a prestação/ Desse sorriso nos lábios" (no final da gravação original ele imita um guarda e ordena: "Põe um sorriso aí, cidadão! Põe esse sorriso aí!"). Mas, em seguida, recordei outra letra, "Menina, amanhã de manhã", do Tom Zé:

Menina, amanhã de manhã
quando a gente acordar
quero te dizer que a felicidade vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens


É isso: essa ordem para sorrir, essa felicidade desabando sem piedade sobre nós. Exagero? Pois vejam o que o site Mundo do Marketing observou sobre a "mania feliz" que também está empesteando as propagandas:


"Vem ser feliz", "A escolha feliz", "Lugar de gente feliz", "Você feliz", "A TV mais feliz". Quanta felicidade, valha-me Deus! Que inferno! Quem aguenta isso? Preciso beber. Nada mais apropriado que um vinho Santa Felicidade...

Ah, e só pra você não esquecer: SORRIA!

20 anos do plano que calou os eleitores de Collor

Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Facebook

Aquela foi a festa de aniversário de criança mais desanimada que já presenciei. Eu estava vestido todo de preto, mas com sorriso de orelha a orelha. No dia 16 de março de 1990, a equipe econômica do presidente Fernando Collor de Mello, empossado no dia anterior, anunciava um plano econômico que congelava depósitos do overnight, das contas correntes e das cadernetas de poupança que excedessem a 50 mil cruzados novos, o equivalente, na época, a 1.300 dólares (quase 2.300 reais na cotação atual). Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem qualquer dinheiro ou fonte de renda, perderam o que tinham, adoeceram ou simplesmente se mataram. Até a Veja assustou (foto). Ainda hoje não fizeram um levantamento documental mais detalhado da extensão daquele desastre chamado Plano Collor.

Mas basta dizer que, no segundo semestre de 1990, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro desabaria para -7,8% e, nos dois anos seguintes, a economia perderia 2 milhões de empregos. Muito por causa disso os 35 milhões de eleitores que levaram Collor ao poder não fariam a mínima questão, em 1992, de sair às ruas para defendê-lo quando a sequência da escândalos o levou à renúncia. Uma imagem célebre do engodo que todos os eleitores do Collor se tocaram ter caído foi a inacreditável entrevista da ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello, e do presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, aos jornalistas Joelmir Betting e Lilian Witte Fibe. Ali ficou nítido que a equipe econômica do governo não fazia a menor ideia do que se tratava o plano que haviam acabado de impor ao país. Desesperador.

Pois então, foi naquele clima de estupefação geral da nação que eu fui com meus pais a uma festinha de criança na Associação do Banco do Brasil (AABB), na cidade onde nasci, em Taquaritinga (SP). Com 16 anos recém completos, eu havia acabado de tirar o título de eleitor e me preparava para votar em Plínio de Arruda Sampaio para governador. Nas eleições de 1989, Collor havia conquistado quase a totalidade de votos locais. Houve só uma passeata, dos colloridos, com metade da cidade. Eu e um amigo subimos no muro da minha casa para agitar uma bandeira do PT e levamos uns cascudos. Meu pai, que tinha um adesivo do Collor no carro, me deu uma sonora bronca. E todo mundo tirou sarro da gente quando o alagoano derrotou Lula.

Mas aí veio aquele 16 de março fatídico. Na festinha, só as crianças brincavam e eu sorria, degustando cerveja. Os convidados, em sua maioria médicos, conservadores e eleitores do Collor, nada falavam. Os semblantes eram de velório. Meu pai não perdeu nada, pois não tinha dinheiro guardado. Mas travou seu discurso político conservador por mais de dez anos. E eu, alertado previamente para não tocar no assunto, só podia sorrir. Mas sorri bastante.

Ps.: Quem também deve ter sorrido naquele dia foi o aniversariante José Dirceu, integrante da coordenação da campanha de Lula em 1989.

Olha aí, é o Suplicy, olha aí...

Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Facebook

Ele já cantou música do Cat Stevens, do Bob Dylan e até rap no Senado. Já se empolgou no meio de torcida de futebol e tentou pegar pênalti cobrado por Zidane. Brincou com sósia do próprio filho. E melhor: deu cartão vermelho e vestiu cueca da mesma cor. Não contente, o senador Eduardo Suplicy (PT) aceitou agora fazer novo papel de palhaço no (dispensável) programa CQC - Custe o Que Custar, da TV Bandeirantes, capitaneado pelo (insuportável e desengraçadinho) Marcelo Tas.

Num quadro que pretende insinuar que políticos não trabalham e que por isso devem pegar no pesado de verdade (como se o Tas e sua equipe tivessem carpido roça a vida toda), levaram o senador a um barzinho chiquezinho da aristocrática Vila Madalena para ele bancar o garçom - e ser maltratado como os garçons geralmente costumam ser nesse dispendioso reduto.

Mas, no saldo geral do constrangimento, alguns momentos "futepoquenses", como a loira manguaçada elogiando Suplicy (6:50), que leva bronca em seguida por ficar assistindo um jogo do Santos. Buenas, vejam o "conjunto da obra" com seus próprios olhos:



Ps.: Boçalidade suprema à parte, o nefasto Paulo Francis não deixava de ter alguma razão quando chamava Eduardo Suplicy de "mogadon" - medicamento contra a insônia que deixa a pessoa meio abobalhada.

segunda-feira, março 15, 2010

Da elite nacional à A3 paulista

Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Facebook

Ontem, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, o Guarani foi derrotado pelo Votoraty por 1x0, pela 17ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2. O resultado elimina, matematicamente, o Bugre da competição. E pior: deixa o time perto, mas bem perto mesmo, da zona de rebaixamento para a A3.

O Guarani hoje é o 16º colocado. Supera o Rio Preto, o melhor entre os times da zona do rebaixamento, apenas no saldo de gols. Não pode ficar mais entre os oito times que irão para as semifinais do campeonato, que determinarão os quatro que jogarão a elite do ano que vem.

A situação seria apenas "triste", por marcar o mau momento de um time tradicional; mas passa a ser bizarra se pensarmos que a partir de maio o Guarani será um dos 20 times do Campeonato Brasileiro da primeira divisão.

Poderemos ter situações bizarras a partir daí. Botando a imaginação pra voar: imaginem se o Bugre é efetivamente rebaixado para a terceira divisão paulista mas, antes do início do Nacional, consegue montar um time mágico que o coloca entre os melhores do Brasileirão - teríamos um time em 2011 jogando a Libertadores da América e o Campeonato Paulista da Série A3!


Mas é mais provável que vejamos o Bugre se safar na A2 (o que, de qualquer maneira, já seria um vexame) e apanhar feio no Brasileiro. Talvez o recorde do América-RN de 2007 seja batido.

Os próximos duelos do Guarani serão contra Pão de Açúcar, União Barbarense e Catanduvense.

Na outra ponta da tabela, União São João, Pão de Açúcar e Linense já estão garantidos nas semifinais. As vagas restantes serão disputadas por Noroeste, Guaratinguetá, São Bernardo, Votoraty, América, São Bento, São José e União Barbarense.