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quarta-feira, junho 11, 2008

"Termina o prélio com o placar acusando 0 a 0"

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Dando seqüência às postagens das locuções de jogos da Copa de 1958, com material da Rádio Panamericana de São Paulo, lançado na época em disco de vinil, trazemos hoje trechos da partida entre Brasil e Inglaterra, disputada em 11 de junho daquele ano. O empate, único da campanha brasileira na Suécia, deixou em nossa torcida uma impressão de dever não totalmente cumprido. Afinal, os ingleses são os inventores do futebol e não vencer o arrogante English Team foi uma espécie de caroço na garganta do "complexo de vira-latas" tupiniquim.

Tanto que, em maio de 1959, a Inglaterra veio ao Maracanã para uma espécie de "amistoso-desagravo", como se o título mundial do ano anterior precisasse da chancela de uma vitória sobre eles - o que de fato ocorreu, 2 a 0, com uma atuação estupenda de Julinho Botelho, que entrou em campo sob vaia monumental, por estar substituindo Garrincha, e, depois de dar o passe para o primeiro gol e marcar o segundo, foi aplaudido de pé pelas milhares de pessoas que lotavam o estádio.

No zero a zero de junho de 1958 o Brasil também dominou o jogo, mas perdeu várias chances claras de gol, principalmente com o centroavante Mazola (titular até então). Num programa de 1974 que a TV Cultura reprisou outro dia, o próprio técnico Vicente Feola revelava que Mazola perdeu lugar no time nessa partida. Consta que sua contratação pelo Milan foi selada durante a Copa, deixando o então palmeirense, de 19 anos, meio "desligado".

Autor de dois gols contra a Áustria, na estréia, Mazola ainda teria outra chance contra o País de Gales, nas quartas-de-final, pois Vavá havia se contundido contra a União Soviética. O incrível é que, nesse jogo, ele marcou um golaço de meia-bicicleta (ou "puxeta"), da altura da meia-lua, mas o juiz anulou inexplicavelmente. Acabava a Copa para Mazola, que, além do Milan, jogou pelo Napoli, Juventus e os suiços Chiasso e Mendrisio Star. Já naturazilado e rebatizado como Altafini, disputaria a Copa de 1962 pela Itália.

Sobre o confronto com a Inglaterra na Copa da Suécia, vale destacar também que o goleiro McDonald (na foto acima, tirando bola da cabeça de Vavá) teve brilhante atuação contra os brasileiros, bem como Gilmar dos Santos Neves em nossa retaguarda. Ouça abaixo trechos do empate sem gols no jogo disputado há exatos 50 anos na Suécia. Curioso é que, das cinco Copas que ganhamos, cruzamos com a Inglaterra em quatro delas: 1958 (0x0), 1962 (3x1), 1970 (1x0) e 2002 (2x1). Freguesia é isso aí...


Se não abrir, clique aqui.

Abaixo, a ficha técnica.

BRASIL 0 X 0 INGLATERRA

Data: 11/junho/1958
Local: Nya Ullevi, em Gotemburgo;
Árbitro: Albert Dusch (ALE);

BRASIL: Gilmar; De Sordi, Bellini, Orlando e Nílton Santos; Dino Sani e Didi; Joel, Mazola, Vavá e Zagallo. Técnico: Vicente Feola;

INGLATERRA: McDonald; Howe e Banks; Clamp, Wright e Slater; Douglas, Robson, Kevan, Haynes e A'Court. Técnico: Walter Winterbottom.



Trabalhando para o jornal TodoDia, de Americana (SP), entrevistei Mazola em1997, em Piracicaba (sua terra natal), num jogo festivo na Goodyear

6 comentários:

Filipe Araújo disse...

que post bacana. por um tempo foi mesmo assim. os ingleses só davam valor às seleções que os vencessem. não bastava "apenas" ser campeão mundial. Ainda bem que isso mudou, né? afinal, eles não ganham nada. jejeje...

abrazo!

http://gambetas.blogspot.com

Bola7 disse...

E ai.. =)

To sempre vendo seu blog.. mas acho que nunca comentei...

Mas acho muito irado seu blog... ;)

Você sabe me dizer quando vão começar a vender ingressos para dia 02 no Maracanã...?!

Quero mtooo ir.. vc sabe me dizer?!
Nem no site do Fluminense diz..

Pode responder por comentário no meu blog.

Obrigada!!
Abs, Thaís.

:)

Anselmo disse...

Marcão,

A disposição de nomes da Inglaterra diz respeito à formação tática? São mesmo dois zagueiros, três no meio e cinco (5) no ataque? É o 2-3-5? No futebol inglês!?!?

E o Brasil, com Zagallo, jogava num quase 4-3-3? Olha só... Pelos números, teria o Brasil sido precursor do retranquismo?

Quanto exagero de planilha.

É preciso fazer a ressalva: pelos taipes, parece que o Zito e o Didi chegavam no ataque em quase todos os lances, assim como Nilton Santos. Na minha memória de ver reprise ficou que o Dino Sani subia menos ao ataque. Mas memória de ébrio sobre reprise vale pouco.

Agora, Marcão, nessa foto, você tá mais em forma do que o Mazola em 58.

Marcão disse...

Filipe, obrigado pelo elogio. Anselmo, a disposição da Inglaterra em campo eu copiei do jeito que a ficha técnica da época mostrava, mas acho que era isso mesmo. Sobre o Dino Sani, você tem razão. Foi por isso que ele, assim como Mazola, perdeu a vaga no time titular exatamente neste jogo contra a Inglaterra. Só lembrando: Pelé e Garrincha só não haviam jogado, até então, pois o primeiro estava contundido e o segundo, fora de forma. Parece que o Mané já estrearia neste jogo, mas a comissão técnica ficou com medo do carniceiro Slater. Que quebrou Joel.

Maurício disse...

rapaz, eu vi a foto e pensei "que que o renato russo tá fazendo no futepoca?", e não é que era o marcão!

Anônimo disse...

Essa barba é a última moda no Castro, o bairro gay de San Francisco.