Submarino

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Sexta-feira, Maio 16, 2008

Ainda dá, Santos...



Vendo a partida de ontem entre América (MEX) e Santos, lembrei de um outro jogo que assisti na Vila Belmiro em 2003. Já (mal) acostumado com Diego, Robinho e companhia, minhas atenções naquela peleja contra o Fluminense se voltavam para um atacante baixinho do Tricolor. Romário já não estava no auge da sua forma, mas ainda assim era muito interessante vê-lo jogar.

Marcado pelo ótimo zagueiro Alex, quando o Fluminense atacava e o santista olhava pra bola, Romário se deslocava pro lado, sempre tentando se colocar próximo à segunda trave. Volta e meia estava sozinho para receber a pelota.

O que me trouxe essa lembrança ontem foi o atacante Cabañas, do América. Não que ele seja um Romário, longe disso, mas o estilo desse anti-atleta, gordinho e atarracado, lembra um pouco o Baixinho. Precisou de pouco para decidir o jogo. Duas maravilhosas matadas no peito e dois chutes certeiros. Não é à toa que diário El Grafico publicou, na matéria intitulada Santificado seja o seu nome: "Cabañas segue sua sina de ‘Salvador’. Resgatou o orgulho dos torcedores do América e seu nome já é santificado pelos fanáticos".

O América é um time organizado, mas o diferencial é o paraguaio. E o Santos, na Vila Belmiro, pode vencer por dois gols de diferença, como fez com a LDU em 2004. O difícil vai ser não tomar nenhum, enfrentando um furtivo jogador que se desmarca num piscar de olhos. A tarefa poderia ser mais fácil se o bandeira não tivesse anulado um gol legítimo de Kléber Pereira no final do jogo. Curiosamente (ou não), o mesmo auxiliar já havia validado um lance ilegal dos mexicanos em que Fábio Costa foi obrigado a fazer um milagre na primeira etapa.

Por coincidência, nos jogos de volta das quartas-de-final da Libertadores 2008, Santos e São Paulo estão na mesma situação de seus confrontos contra o Grêmio em 2007. Ali, o Tricolor venceu por 1 a 0 a primeira partida e perdeu por 2 a 0 na volta. Já o Alvinegro foi derrotado por 2 a 0 no Olímpico e venceu por 3 a 1 na Vila Belmiro. Maus presságios?

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Terça-feira, Abril 29, 2008

Do vinho e da caninha

Logo após se tornar conhecido globalmente como o Rei do Futebol, com a conquista da primeira Copa do Mundo pelo Brasil, em 1958, Pelé passou a ser explorado de todas as formas pela indústria. Na foto à direita, a "Caninha Pelé", destilada e vendida, naqueles tempos pré-históricos, em muitas cidades do interior de São Paulo. Já na década de 1980, outro exemplo de atleta que virou bebida é Romário. Em sua passagem pelo PSV Eindhoven, na Holanda, o Baixinho batizou um vinho na Holanda (à esquerda). Sem entrar na polêmica dos gols, poderíamos suscitar outra disputa entre os dois boleiros brasileiros: quem teria vendido 1.000 garrafas primeiro? Sei lá, "Peixe", considerando o gosto nacional pela branquinha, acho que o Pelé também leva a melhor nessa dividida...

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Terça-feira, Dezembro 18, 2007

Enquete: qual dos brasileiros eleitos como melhores do mundo pela Fifa é mais boleiro

O camisa 22 do Milan e 8 da seleção brasileira foi eleito o melhor jogador do mundo em 2007 pela Fifa. Antes, havia faturado o prêmio da revista francesa France Football. Um meia ofensivo, algo bem diferente de 2006, quando o zagueiro italiano Fabio Cannavaro foi eleito.

Antes de Kaká, Ronaldinho Gaúcho por duas vezes consecutivas, Ronaldo Fenômeno por três vezes – sendo duas consecutivas, Rivaldo e Romário (uma vez cada) haviam faturado a premiação criada em 1991. As oito conquistas, contra três de Zidane para a França, colocam o Brasil como dono do melhor futebol do mundo desde então, apesar de não ter o jogador mais premiado – já que o filho de argelinos que comandou os azuis na conquista de 1998 e no vice de 2002, teve um segundo lugar e dois terceiros.

O que o Futepoca quer saber é: qual dos brasileiros é melhor? A questão é o conjunto da obra, e cada um priorize o que preferir.

Como bem observou a Thalita, só estão listados os melhores no futebol masculino, por isso a Marta, eleita por duas vezes como melhor do mundo, não entra na disputa. Quem achar que ela é melhor que os outros cinco ou que essa exclusão é machismo, que justifique suas afirmações nos comentários.

Enquando Kaká exibe seu penteado cheio de gel aos 25 anos tem uma ou duas copas pela frente, Ronaldinho Gaúcho tem 27, de modo que a África do Sul é sua última chance de ser bi. O Gordo mal consegue retomar a carreira, e Rivaldo e Romário não terão grandes contribuições ao futebol antes de encerrarem suas carreiras. A perspectiva de futuro pode ser pior ou melhor para os atletas, já que alguns podem ou não levar isso em conta na hora de votar.

Vote:

Qual dos brasileiros eleitos melhores do mundo pela Fifa é o melhor?

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Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

Alerta aos calvos do mundo: Romário pego no antidoping


O centroavante Romário foi pego no antidopping. A substância: finasterida. Aos calvos do mundo fica o alerta, o medicamento é usado contra a queda de cabelo, mas é proibida pelo Controle de Dopagem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Aliás, esta é a alegação do veterano de 41 anos. As amostras do exame foram coletadas no dia 28 de outubro, depois do empate entre Palmeiras e Vasco.

Originalmente incorporada pela indústria farmacêutica no tratamento de problemas na próstata, o princípio ativo mostrou-se eficiente no combate ao mal que aflige calvos e carecas. Ao que consta, há um efeito colateral em 1% da população, uma redução significativa na libido.

No livro de controle de dopagem (em PDF) da CBF, a finasterida está listada entre os diuréticos que funcionam como "agentes mascarantes", por serem "inibidores de alfa-redutase". Há uma ressalva. Uma Autorização para Uso Terapêutico (AUT) pode até livrar o atleta, desde que nenhuma outra substância proibida seja encontrada. Se houver qualquer resquício de outro tipo de doping, mesmo que em dosagem igual ou inferior à permitida, adeus AUT.

Romário diz que consome o medicamento de nome fantasia Propécia, da Merck Sharp, mas tem um monte de genéricos com a mesma dosagem de 1 mg. Uma caixa dessas de 30 comprimidos sai, em uma pesquisa rápida na farmácia, por R$ 112. Os genéricos custam 15% disso. O problema é que, pelo mesmo motivo, o zagueiro Marcão, do Inter, foi suspenso durante o Brasileiro por 120 dias.

Estaria encerrada a carreira do último (ou o primeiro?) abstêmio-boêmio do futebol brasileiro?

Pelo menos para a auto-crítica o caso serviu. Concluiu o Baixinho:

– Isso não é doping – alegou – É só olhar a minha performance: eu corro menos e faço menos gols.

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Terça-feira, Outubro 23, 2007

Vasco, a menina-meio-feia do Brasileirão

Pense nos seus tempos de colegial e lembre daquela moça que não era nem feia nem bonita. Não chamava a atenção pela beleza e nem pela feiura. Se levasse sua vida na boa, poderia até passar dificuldades para arrumar um amante, mas possivelmente o amor sorriria pra ela. Não seria nenhum príncipe encantado, é claro, mas um rapaz de acordo com a sua beleza - que, como dito, não era grande coisa.

Agora imaginem se essa moça, com sua pouca beleza, resolvesse negar a natureza e se candidatasse a um concurso de Miss. Passaria vergonha e seria humilhada, não é mesmo? A comparação com as meninas mais belas detonaria a pobre coitada e, alguns que até simpatizariam com ela caso o episódio não tivesse ocorrido, destinariam para a garota sua mais vil rejeição. Tudo porque ela não soube se encaixar no lugar correto.

Pois bem: adaptemos essa metáfora ao Campeonato Brasileiro e veremos nessa moça a figura do Vasco da Gama, clube do hoje técnico Romário (foto).

O Vasco entrou no Brasileirão sem maiores pretensões. O time, e os vascaínos eram os que mais tinham certeza disso, não era grande coisa. Havia feito um fraco estadual e, na Copa do Brasil, sido eliminado pelo Gama de maneira vergonhosa, num Maracanã montado para a festa do milésimo gol de Romário.

Aliás, era justamente essa busca pelo milésimo gol o que se dizia como sendo o principal empecilho para que o Vasco jogasse um bom futebol em 2007. Após a conclusão dessa pataquada, esperava-se que o Vasco passasse a jogar um bom futebol.

Pois bem: o Brasileirão foi passando, Romário inventou uma contusão e parou de jogar bola. E o Vasco deslanchou. Sobre o comando de Celso Roth, começou a ganhar uma série respeitável de jogos e terminou o primeiro turno na zona da Libertadores. Falar em título ainda era uma sandice, mas a vaga para o principal torneio sul-americano, que o clube da Colina não disputa desde 2001, era um sonho bem factível.

E aí o Vasco se tornou aquela menina-meio-feia que quis disputar o concurso de Miss.

No segundo turno, a campanha cruzmaltina é pífia. Os números comprovam: nos últimos 10 jogos pelo Brasileirão, são duas vitórias e um empate. O resto é só derrota. O sonho da Libertadores acabou de maneira definitiva, o time entrou em crise e Celso Roth, que vinha sendo elogiado (inclusive por mim, nesse próprio fórum) foi demitido.

Se uma catástrofe não ocorrer, o Vasco deve acabar esse Brasileiro numa zona intermediária. Nem rebaixado, nem classificado pra nada. Exatamente o que se esperava do time no início da competição. Então porque a crise toda que abala São Januário? Simples, porque o time quis se ver como uma Miss.

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