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segunda-feira, março 09, 2009

Pra compensar minha ruindade

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Todo mundo aqui, um dia, já sonhou em ser jogador de futebol - ou, pelo menos, disputou suas peladas pela vida afora. Eu não tenho muito o que contar, sempre fui ruim da canela e doente do pé, mas também tentei jogar alguma coisa. Porém, nada tão sério quanto dois primos de Araraquara (SP) que foram profissionais na década de 1970 ou, agora, minha sobrinha Lívia, que foi convidada a fazer um teste no Santos FC (na foto, ela aparece com Kleiton Lima, técnico da equipe feminina do Peixe). Volante defensiva, Lívia tem 17 anos, estuda Educação Física e joga no time da Universidade Santa Cecília, de Marcelo Teixeira.

Mas, apesar de passar vergonha com a minha ruindade, a família já produziu outros boleiros. Nos tempos de exército, meu pai, Chico Palhares, tirava um troco no Independente e no C.A.P., ambos de Pirassununga (SP). Meu avô Chiquito, pai dele, recebia dinheiro, no amadorismo, para atuar pelo Rio Branco de Ibitinga (SP). Um de seus cunhados, João Gonçalves, chegou a treinar pelo Fluminense do Rio de Janeiro (mas tomou um porre no dia da estreia, pulou numa fonte pública e foi dispensado). Também para o Fluminense iria o irmão mais velho do meu pai, Luís, que desistiu por problemas financeiros. Mas foi esse tio que gerou os únicos jogadores profissionais, até hoje, da família: Ademir (Mimi), que jogou pela Ferroviária e Paulista de Jundiaí, entre outros, e Antonio (Tonho), que também jogou pela Ferroviária, pelo Taquaritinga e vários clubes. Fuçando pela internet, encontrei fotos da equipe de Araraquara com esses meus primos:

Ferroviária, 1975 - Em pé: Sérgio Bergantin, Maurício, Helinho, Ticão, Mauro Pastor e Zé CArlos; Agachados: Freitas, Amauri, Reinaldo, Tonho Palhares e Wágner Martins

Ferroviária, 1977 - Em pé: Sérgio Miranda, Marinho, Samuel, Carlos, Wilson Carrasco e Sérgio Bergantim; Agachados: Tatinho, João Beijoca, Tite, Mimi Palhares e Zé Roberto

Até onde eu sei, os dois eram meio-campistas, clássicos camisas 10. Por isso, não sei se chegaram a jogar juntos. Meu pai viu muitos jogos deles na cidade de São Paulo, em praticamente todos os estádios. Depois do futebol, Mimi fez carreira como policial (por onde se aposentou) e cursou engenharia, profissão que ainda exerce, lá em Araraquara. Tonho formou-se químico e aposentou-se pela Citrosuco, de Matão (SP), onde reside.

4 comentários:

Lívia Raposo disse...

Tio, adorei a reportagem, nossa família só tem boleiros ... está na hra d ter uma boleira. Tomara q seja a minha hra .. hehe .. obrigada pela reportagem ! bjos

Anselmo disse...

pra ninguém dizer que o futepoca também não é família...

Agora, com a Thalita emprestada para o futebol inglês, os embriagados pernas-de-pau precisam mesmo de reforço.

Glauco disse...

Toda sorte do mundo pra Lívia, já que a concorrência no time feminino do Santos é brava.

Nicolau disse...

Grande Lívia!