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quinta-feira, março 04, 2010

É de matar...

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O mais perigoso de ler jornais é acreditar neles. Até bem pouco tempo, a imprensona brasileira fazia ilações estapafúrdias entre Lula e o venezuelano Chávez para garantir aos incautos, com todas as letras, que nosso presidente também daria o golpe do terceiro mandato. Sim, nosso presidente já ultrapassou os 80% de popularidade, mas essa ideia nunca o atraiu, como ele fez questão de declarar. Aliás, muito antes de se falar em terceiro mandato, quem deu o golpe da reeleição foi outro presidente, aquele que fala francês (e diz muita besteira em português, mesmo). Bom, pra encurtar, creio que houve alguém que leu sobre o terceiro mandato de Lula, acreditou e imaginou uma ficção sobre o assunto, para ser lançada, convenientemente, no ano das eleições - e que fica agora meio patética, com a confirmação da candidatura da ministra Dilma Rousseff. Não bastasse o furo n'água, pois Lula não é candidato a nada, o livro, que será lançado dia 17, em Florianópolis, não prima pelo bom gosto do título nem pela pérfida sugestão do enredo:

"Quem Matou Lula da Silva?", de Ubaldo C. Balthazar (Cia dos Livros). Sinopse: Mistério. Suspense. Intrigas. Um candidato à Presidente da República é assassinado às vésperas das eleições. Mesmo assim, ele ganha as eleições... Ou não será ele? Ubaldo César Balthazar envolve o leitor a cada página desse romance policial moderno e brasileiríssimo, tecido com inteligência e refinado humor! "Até hoje, muita gente (de esquerda, principalmente) não perdoa o atual Presidente brasileiro pela transformação sofrida. Daí que uma explicação possível tenha sido uma troca por um sósia fisicamente perfeito, mas de ideologia nem tão igual. Por isso, meus agradecimentos ao Presidente Lula, pela ideia..." (o autor)

"Quem matou Lula?". Como diria DeMassad, "não dá ideia, não dá ideia..."

Ps.: E difamam a manguaça, na capa, sugerindo que Lula seria morto no bar.

Foi de broxar

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Por Moriti Neto

Broxante. Não tenho outra palavra. Bar, cerveja gelada, boa companhia e um jogo do time de coração. Espera por gritar um golzinho que fosse. E nada. Isso, contra um adversário fraco e que jogou com um a menos em boa parte do tempo. Resultado: 0 x 0 e uma “exibição” de matar a criatividade de vergonha. Nada mais desestimulante para um amante da bela modalidade que se chama futebol.

Oeste e São Paulo, disputada ontem, em Araraquara, foi das piores partidas que vi em muito. Chata de assistir e de deficiência técnica gritante. O Tricolor foi lento, sem inventividade e os jogadores mais se assemelhavam a lesmas, se arrastando pelo gramado.



A defesa, simplesmente, não teve trabalho, pois o ataque adversário inexistia. No meio de campo, fora Jean, que jogou bem e merece mesmo ser o primeiro volante titular, não se salvou ninguém. Cléber Santana foi um horror nos passes e, lento, pouco colaborava na marcação. O trio de atacantes formado por Washington, Fernandinho e Dagoberto, ao menos correu, e só correu. Faltou tudo: velocidade, ousadia, movimentação, recuperação de bola rápida no meio, ultrapassagens dos laterais, chutes de fora da área.

Agora, quanto aos defeitos, sobraram. E dos principais apresentados pelo time e que vem se tornando recorrente na temporada, a incompetência de manter a bola no campo de ataque, perto da área adversária, sobressaiu-se. Os jogadores que tentaram quebrar o estilo cintura dura e moroso da equipe foram Dagoberto e Fernandinho, que saíram extenuados ao fim da partida. Washington perdeu boas chances, mas, também, a bola chegou quadrada na maioria das vezes. Aí, o centro-avante, que é “grosso”, porém sabe fazer gols, tem que ajeitar driblar, enfim, raras vezes recebe a redonda em condições ideais, seja em passes por baixo ou em bolas aéreas.

O jogo foi broxante. Ainda bem que a cerveja gelada e a ótima companhia prevaleceram e permaneceram apesar da ruindade demonstrada em campo.

Palocci e a Confecom de direita

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Chega a ser difícil comentar qualquer coisa a respeito do Fórum Democracia (sic) e Liberdade de Expressão (de empresa?). O excelente texto de Gilberto Maringoni sobre os debates é bastante claro a respeito do que já se chama de "Confecom da Direita", data venia o fato de que, na Conferência realizada em dezembro, houve um processo de participação da sociedade e inclusive de empresários, enquanto no convescote do Instituto Millenium só havia espaço para poucos "escolhidos".

Mas o que surpreendeu de fato foi a presença do ex-ministro da Fazenda do governo Lula, Antonio Palocci, referendando a grita contra qualquer tentativa de democratizar a comunicação do país. O petista (?) escutou toda sorte de impropérios contra seu partido e o governo do qual fez parte e ainda fez questão de engrossar o coro dos descontentes com uma declaração, no mínimo, surpreendente para alguém "de esquerda":

"Há concentração na comunicação, mas há em várias atividades econômicas no Brasil. Considero normal e uma característica do amadurecimento das economias a concentração e também a formalização das atividades econômicas. Acho que são duas características que têm marcado a economia e não acho nenhuma delas negativa".

O que Palocci esqueceu é que o "amadurecimento" no caso das comunicações veio bem antes do que em outras atividades econômicas, tendo sido moldado em regimes autoritários da história tupiniquim. E também ignorou o fato de estar em construção hoje o conceito do direito à comunicação como um direito humano, não podendo este ser submetido às leis do mercado ou à vontade de meia dúzia de famílias monopolistas.

Ao fim, fica uma reflexão. Se Palocci tivesse saído do PT no prazo regulamentar, talvez José Serra não tivesse hoje tantos problemas para contar com um vice de peso...

Nova derrota em casa para um time do ABC

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O Palmeiras perdeu mais uma, a quarta do campeonato Paulista. Mais uma seguida, novamente para um time do ABC, por 3 a 1. O algoz foi o Santo André, que jogou melhor, mesmo com uma proposta de contra-ataques. Uma campanha medíocre, que tem apenas quatro vitórias e outros quatro empates.

A defesa alviverde deu sopa e o Ramalhão não desperdiçou a possibilidade de se consolidar na segunda posição, seis pontos à frente do São Paulo, o terceiro. A vitória do Santo André teve até gol de letra de Rodriguinho, aos 17 do segundo tempo.

Marcos, o Goleiro, falhou no segundo gol e saiu do jogo prometendo pendurar as chuteiras (ou as luvas) no final da temporada. Como se fosse o problema estivesse com camisa 12 e debaixo das traves.

O mais interessante é que a frase dele foi: "Só sei que a torcida do Palmeiras pode ficar tranquila, porque o sofrimento comigo em campo só vai até o fim do ano". O "sofrimento comigo em campo" deve ser do próprio Marcos, ao ver o time apático.

Com Diego Souza e Cleiton Xavier desmotivados e longe das melhores condições, o time não rendeu mais quando Marquinhos substituiu o camisa 10 nem quando o meia Ivo entrou no lugar do lateral-direito Eduardo. Cleiton Xavier saiu com contusão no tornozelo e Diego Souza, expulso.



Parece que o clima anda péssimo no Palestra Itália. Marcos se afastou da rodinha na hora do intervalo, Diego se descontrolou, o time não rendeu. Dureza. Só está claro que o problema não era o técnico.

Serra, saia da moita!

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O Estadão de hoje traz novo balão de ensaio sobre a sucessão paulista, na linha do "se não há novidade, a gente teoriza". Que a militância petista de São Paulo prefere como candidato ao governo do Estado o senador Aloizio Mercadante, em vez do deputado federal Ciro Gomes, não resta a menor dúvida. Que Marta Suplicy e seu grupo também torcem para que isso aconteça, para que a ex-prefeita aproveite a brecha e se candidate ao Senado, é outra verdade (os deputados federais do PT por São Paulo também engrossam o caldo, pois assim Marta não se candidataria à Câmara Federal e deixaria de dividir os votos deles). Da mesma forma, o presidente Lula e Dilma Rousseff já escancararam que Mercadante é a melhor opção caso Ciro bata o martelo de vez sobre não disputar o governo de São Paulo - o que ainda não fez.

Mas...e daí? A materinha do Estadão, que misteriosamente saiu de forma simultânea na edição de hoje do jornal gratuito Metrô News, não passa de uma costura de todas essas constatações embrulhada para o leitor como fato consumado. Mercadante (que se recupera de uma cirurgia feita na terça-feira) viajou com Lula para o Uruguai e o Chile e, contra as expectativas, nada foi acertado sobre a chapa do PT em São Paulo. Ficou naquela: o senador mantém a disposição de disputar sua reeleição (é líder nas pesquisas), Lula segue com um fio de esperança na capitulação de Ciro e todos continuam aguardando o (des)governador José Serra oficializar (ou não) sua candidatura à Presidência da República.

Tudo como d'antes. Serra encolhido quietinho na moita, matutando sobre o surpreendente empate técnico com Dilma nas pesquisas. E, na fila, Ciro aguarda sua decisão para saber o que fazer, Lula aguarda Ciro e Mercadante aguarda Lula. Fora disso, tudo é pastel de vento na mídia paulistana. Mas que o grupo da Marta trabalha bem nos bastidores, ah, isso trabalha...