A derrota do Palmeiras na estréia da copa Sul-Americana para o Vasco não tem justificativa nem explicação. Os 3 a 1 em São Januário, depois de uma descendente cruzmaltina no campeonato nacional é lamentável. Pior: o Palmeiras jogou muito pior e foi covarde.
Covarde porque só fez o primeiro gol depois de sofrer um. Depois de começar o jogo mal. Como se estivesse dormindo no jogo.
Os dois times entraram com reservas. Não fiz as contas de quantos suplentes entraram em cada lado para não ficar com mais vergonha.
Depois, no intervalo, quando voltou com Diego Souza, o meia titular, o time piorou ofensiva e defensivamente.
No fim do primeiro tempo e em todo o segundo, apesar de ter mais posse de bola, se mostrou covarde, porque não conseguiu ou não quis ir para cima.
Nem quero ouvir o que o Luxemburgo vai falar. E ainda tive que ouvir o Neto dizendo que a diferença do técnico é pôr o time para cima do adversário mesmo jogando fora de casa.
Ridículo.
Até ia escrever sobre Kléber perseguido depois de ter construído sua reputação de cotovelo maluco e vítima de um golpe de capoeira, mas francamente fica para depois.
Quinta-feira, Agosto 14, 2008
Perder para o Vasco é simplesmente inadimissível
Sexta-feira, Agosto 08, 2008
Um 3 a 0 chuvoso, mas bem jogado
A rodada foi positiva para o Palmeiras, que venceu em casa e abriu quatro pontos sobre o quarto colocado. Os 3 a 0 diante do Vitória, no Palestra Itália, mostraram o time jogando bem. Os dois primeiros gols saíram de jogadas de bola parada, um escanteio e uma falta. Mas o time foi bem, disposto e com gana. Vibrante, para o Terceira Via Verdão.
Um detalhe importante é que Evandro entrou jogando na meia com Diego Souza. A presença dele na cobrança de escanteios e armação de jogo deu um ritmo bom para o time. Outro destaque foi Sandro Silva, volante ex-Mirassol, pelo segundo gol no Brasileirão, uma jogada de quem sabe do ofício. Claro que ninguém vai esperar lances assim todo jogo.
É curioso que Jumar e Sandro Silva eram a dupla de volantes reserva até que Pierre e Martinez se contundissem. Viraram titulares.
Valdívia
Valdívia, atento e participante, atuou mais avançado, como atacante. Começou o jogo para avisar que estava em "uma noite daquelas", na avaliação do Parmerista. Foi de jogador de área o gol de cabeça que abriu o marcador no primeiro tempo, sem marcação, depois de cobrança de escanteio pela esquerda, depois de desvio de Alex Mineiro. Em cobrança de falta, também de cabeça, saiu o segundo, do artilheiro Alex Mineiro.
A enxurrada de gols de cabeça no campeonato mostra que a arma do time continua a ser a boa chegada dos laterias. A sequência de vitórias indica que, até agora, só o São Paulo conseguiu aproveitar a fragilidade na marcação nas costas do Leandro, lateral-esquerdo.
Leitura labial
Vai ver que o Léo Lima estava pensando nisso quando, emocionado de entrar no jogo, que se enganou. Falou para o quarto árbitro que quem ia sair era o Leandro e não o Evandro. Numa leitura labial revelada pelo manguaça na padaria hoje de manhã, o Luxemburgo teria dito:
– Vai lá e entra no lugar do "...andro"
O jogador fica em dúvida, mas tenta deduzir com base nas próximas instruções do treinador. Mais atento, ele ouve:
– Você vai ficar mais atrás, pra pegar o cara que tá caindo pela esquerda, nas costas do "...andro".
O jogador concluiu o que concluiu, fazer o quê? Ou será que o manguaça da padoca já tava calibrado?
Vitória
Acompanhei o jogo pelo rádio, e o que me chamou atenção foi ver o time com Adriano, atacante, no lugar do lateral Marco Aurélio. Jogando como visitante, perdendo por 2 a 0, em vez de recuar para tentar surpreender no contrataque, Vagner Mancini queria ver sangue. Fiquei pensando que é por isso que, mesmo com um ponto a menos do que o São Paulo, tem uma vitória a mais. Mas é o menor saldo de gols entre os 8 primeiros.
Quinta-feira, Julho 31, 2008
Na vitória sobre o Flamengo, TV pela internet
A 15ª vitória do Palmeiras sobre o Flamengo em campeonatos brasileiros não foi uma grande atuação do time da casa. Um primeiro não muito bom, que deixou o Flamengo criar principalmente depois dos 25. Parecia que Caio Jr. iria surpreender em contrataques na 300ª partida em que Vanderlei Luxemburgo treinou o alviverde.
O Palmeiras volta melhor para o segundo tempo. Aos 10 do segundo tempo, Valdívia tabela com Sandro Silva que fuzila para o fundo do gol de Bruno.
O goleiro que fez duas belas defesas, uma de Diego Souza aos 18 do primeiro tempo, e outra aos 4 do segundo, com Valdívia,
Depois do gol, uma ou outra chance verde. Foi a vez de o Palmeiras se apequenar diante do Flamengo, esperando o contragolpe. Deixou o rubronegro avançar e pressionar.
A defesa com dois zagueiros até que se segurou, embora tenha cedido a movimentação de Jailson. Isso não impediu Luxemburgo de recuar a equipe colocando um terceiro volante, Léo Lima, que seria expulso.
Como o Valdívia foi até que bem, começo a achar que ele não vai para o Hertha Berlim. Bom, essa hipótese parte do princípio de que ele não vinha bem por estar com a cabeça na transferência para a Europa. Ressalte-se que buscar jogo também foi a atitude do chileno na partida contra o Fluminense e até contra o Santos, embora tenha sido um jogo bastante atípico.
Experiência
Assisti a partida em um site que retransmitia o canal Premiere da Net. Junto da transmissão, pra lá de lenta por causa da conexão da mesma empresa (plano econômico tem disso), ficava no ar um bate-papo entre quem estava assistindo.
O que me impressionou foram duas coisas. O número de vezes em que Marcos foi elogiado – até por flamenguistas – e o número de vezes em que Valdívia foi xingado ou mandado embora.
O mais interessante foi o palmeirense comemorando: "Milagre, o Kléber nem amarelo tomou!" Na sequência, outro deu uma de hardy: "É, mas o Mago sim".
Também me impressionou o fluxo de ofensas racistas ao atacante Obina, aquele que já foi melhor do que o Eto'o. Fiquei pensando que o alvo era o cara também por ser, provavelmente, o mais lembrado no elenco flamenguista. O que não torna menos nojentos os comentários escrotos.
Flamengo
Até fico com vontade de dizer que é síndrome de Caio Jr. Mas seria revanchismo, até porque, nos confrontos de 2007 o técnico que hoje manda por lá, treinava por aqui.
Maldade inexplicável. Lembra de quem fez os gols na última partida? Osmar e Florentín, no 2 a 1 no Palestra Itália. Que diferença do time...
O ataque rubronegro é que ficou emperrado.
Segunda-feira, Julho 21, 2008
Joga uma partida e pára. Joga vinte minutos e pára
O Palmeiras perdeu para o Goiás por 3 a 2.
Depois do apagão, a reação. Com dois a zero abertos aos 21 do primeiro tempo, o Palmeiras chegou ao empate ainda no primeiro tempo, com um gol de Alex Mineiro, artilheiro, e outro de Jeci, zagueiro. Um com passe outro com cruzamento de Léo Lima.
(Se havia impedimento no tento do camisa 9, foi milimétrico. Não vi o tira-teima, e acho que estava na mesma linha).
De novo, ao se ver perdendo, Vanderlei Luxemburgo pôs o meia Evendro no lugar de um volante. No caso, Sandro Silva. Depois, ainda entrou Maicosuel.
Depois da reação, na volta para o segundo tempo, seria manter o ritmo, virar a partida e evitar o quarto revés como visitante no campeonato. Mas não foi.
Explica o Palmeiras Todo Dia como a virada não chegou: "o Verdão parecia que chegaria sem problemas ao terceiro gol, até que Diego Souza resolveu inventar perto da área; o camisa 7 tentou driblar três marcadores, perdeu a bola que sobrou para Romerito cruzar para Alex Terra fazer 3 x 2 para os donos da casa. Três minutos depois, Kléber entrrou de vez qualquer possibilidade do Palmeiras ao chutar um adversário fora do lance de bola; não restou outra alternativa ao juiz a não ser expulsar o atacante (foi sua terceira expulsão no campeonato)."
Some-se a isso que "mantendo os laterais presos e com Valdivia e Diego Souza mais uma vez em tardes infelizes, o Palmeiras pouco criou" na segunda etapa, como bem lembra o Parmerista Conrado.
Outro dado positivo foi a substituição do meia chileno, sacado por não render. Denílson tampouco resolveu, mas é bom não haver intocáveis. Principalmente quando os rumores sobre a venda para o Hertha Berlim são crescentes.
Além de sair do G4, na segunda etapa, o rebaixável Goiás poderia ter marcado mais gols.
Preocupante
Após a derrota, como visitante, para um time que permanece na zona de rebaixamento, o Palmeiras tem o Santos pela frente na quinta-feira. Depois de vencer a primeira com Cuca, o agora livre da lanterna vai querer, como nunca, vencer os verdes.
O time não tem Kléber nem Denilson, expulsos. Não tem também Léo Lima, com terceiro cartão amarelo. Gustavo, David e Martinez continuam em recuperação. Pode ter Pierre, se estiver recuperado, e Élder Granja, se superar o embargo do Corinthians de Alagoas.
É pedreira. Mas outra sequência de partidas sem vencer seria fatal para as pretenções do time de Luxemburgo.
A síndrome de início de jogo é preocupante especialmente em partidas fora do Palestra Itália. O time até cria um lance ou outro, mas dá bobeira na defesa, especialmente nas bolas aéreas. E a falta de regularidade depois da vitória diante do Fluminense, e mesmo dentro da partida. Um time que empata depois de estar perdendo por 2 a 0 precisa se concentrar muito em campo.
Terapia?
Kléber precisa fazer terapia. A terceira expulsão precisa ser colocada em perspectiva. Não basta o desgovernado atacante não fazer mais faltas. Precisa entender que ele não pode mais dar carrinho, mexer os braços. Não que eu considere a expulsão injusta. Como bem apontou o comentário do Rafael, sem imagens, só há o zagueiro Rafael Marques com a mão no tornozelo e pouca reclamação dos jogadores. A expulsão dá razão aos críticos e aos apelidos simpáticos, já que se trata do recordistas de cartões vermelhos no campeonato.
O cara é raçudo, mas se excede. E, quando acerta jogadores sem bola ou com o cotovelo, forma um histórico nada favorável. Cada vez mais, se ele entrar numa jogada mesmo sem ser desleal vai tomar cartão. Mesmo já marcado, o cara continua entrando duro demais e se deixando levar pelo nervosismo. Esse é um dos motivos do intertítulo.
O outro tem a ver com a falta de regularidade do time e com o que o Vicente Criscio, do Terceira Via Verdão, elenca. São sete questões para refletir. Na derradeira, lembra que o Palmeiras está "com o mesmo problema da época de Caio Jr.". "Em outras palavras: "Não ganhamos na hora que temos que ganhar". Não sei se concordo integralmente, mas dá o que pensar.
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Atualizado às 19h40
Quarta-feira, Julho 16, 2008
Aos santistas que são viúvas do Luxemburgo
Deu no Santista Roxo a declaração do "gênio" após a derrota para o São Paulo:
"Não estou entendendo tantas perguntas a respeito da derrota para o São Paulo, que foi absolutamente normal. Parece que o Palmeiras virou o Santos. Nós estamos na quinta colocação, três pontos atrás do vice-líder e muito próximo do G-4, que vale a vaga na Libertadores. Estamos no bolo gostoso. Só o Flamengo, quem tem um aproveitamento acima de 70%, está um pouco distante. Mas não estamos lá embaixo na tabela, na zona do rebaixamento."
Poderia citar outros times, mas preferiu o Santos, do qual foi treinador três vezes, sendo que em uma renasceu para o futebol (sim, ninguém mais lembra do ocaso do "gênio", né?) e foi para o Real Madrid. Quanta gratidão...
Quarta-feira, Julho 09, 2008
De novo, sem Leandro e Granja. Sem Kléber também
O Palmeiras vai a campo contra o Figueirense, na quinta-feira, no Palestra Itália, sem os laterais titulares, Leandro pela esquerda e Élder Granja pela direita. Enquanto o primeiro se acerta com o Porto para prorrogar o contrato, o segundo tem que lidar com a sentença judicial que deu ganho de causa ao Corinthians de Alagoas, assegurando ao time de Maceió que o lateral deve se apresentar por lá. A negociação corre solta.
Dá-lhe Fabinho Capixaba e Jefferson, mesmo tendo ido muito mal contra o Atlético MG.
No ataque, o desgovernado Kléber cumpre a segunda partida de suspensão determinada após a expulsão contra o Náutico, resultado do segundo cartão amarelo na partida, que era seu terceiro acumulado. Quer dizer, como já estaria suspenso de um jogo pelo terceiro amarelo, ficou dois de fora por também ter sido expulso. E pode piorar se o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) ampliar a pena nesta terça.
Lenny tenta, mas o titular deve ser Denilson. Jorge Preá não seria mal, mas é inferior ao Kléber (em termos de futebol, não estou falando em carrinhos nem cotovelos).
Valdívia volta, mesmo tendo sido expulso do treino por reclamação excessiva contra o árbitro Nélson Souza Góes. Mandou o aprendiz para "aquele lugar" por três vezes. Em português.
O elenco verde não é tão ruim como dizem os secadores nem tão bom quanto acreditou a imprensa na cantilena do treinador Vanderlei Luxemburgo. Mas se não renovar com a dupla de laterais titulares, a casa vacila.
Segunda-feira, Junho 30, 2008
Vitória em casa, G4 alcançado
Foto: Divulgação/Palmeiras
O Palmeiras venceu em casa diante do Náutico. Permanece invicto e com uma média de um pênalti marcado por jogo no Palestra Itália. Alex Mineiro, portanto, marcou. Com paradinha. Isso foi aos 41 da primeira etapa.
No meio do segundo tempo, Kléber foi expulso junto com Alceu, volante ex-alviverde. Aos 44, em um lançamento para Denílson driblar um zagueiro e o goleiro para dar números finais à vitória com um golaço. Foi a 400a do Palmeiras em campeonatos brasileiros. Números redondos...
Tudo perfeito com o empate entre São Paulo e Cruzeiro no Mineirão e tirando o dono da quarta posição, o próprio Náutico. Palmeiras no G4.
O pênalti sobre Élder Granja, na minha opinião, não existiu. Ele foi empurrado e desequilibrado fora da área, mas não a ponto de cair. Mas o juiz marcou.
Martinez mandou uma bomba no travessão em falta sofrida por Valdívia. O chileno mantém o padrão de sofrer forte marcação, mal conseguir fugir e aparecer em poucos lances, como no lançamento para o gol de Denílson. Enquanto o time ganha, ele segue ajudando. Se perder, vem a chuva de cobranças. Mas é fato que ele continua buscando o jogo.
Desfalques
São dois os desfalques do Verdão com a abertura da janela do futebol europeu. O zagueiro Henrique foi negociado para o Barcelona, da Espanha por € 10 milhões. Gladstone dispensado pelo Sporting, de Portugal, deve ficar até junho de 2009.
A segunda perda é Carlos Pracidelli, preparador de goleiros verde que lançou Marcos. Parceiro de Luiz Felipe Scolari na conquista do Penta, em 2002, ele foi convidado pelo treinador para acompanhá-lo no Chealsea. Pracidelli foi trazido ao clube por Nelsinho Baptista, depois de encerrar a carreira como goleiro no Atlético Paranaense (depois de jogar no Pinheiros-PR, que se tornou Paraná Clube, Santo André, Juventos, XV de Jaú e Nacional-SP). Saiu para o Mundial, para trabalhar no Santos, em 2002, no São Caetano, em 2005, e sempre voltou. Foi até homenageado pela diretoria. Blindado e cheio de moral com a diretoria, ele foi um dos poucos remanescentes da comissão técnica a permanecer com a chegada de Vanderlei Luxemburgo. Mais que justo.
Sexta-feira, Junho 20, 2008
Selecinha em quinto nas eliminatórias
Com a vitória ontem do Chile por 3 a 2 contra a Venezuela, o Brasil caiu para o quinto lugar nas eliminatórias sul-americanas. Hoje, teria de disputar a vaga numa repescagem contra alguma seleção da Oceania.
Na realidade, isso não quer dizer nada porque estamos apenas no primeiro terço dos 18 jogos das eliminatórias e ainda teremos pela frente times como Peru e Bolívia para somar pontos, já que estão nas últimas posições.
Mais que isso, o importante é que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, começou a fritar o anão que dirige a selecinha.
Segundo matéria da Folha Press, publicada hoje, fez acordo com Ronaldinho Gaúcho e impôs a Dunga a convocação do meia para os Jogos Olímpicos entre os jogadores acima de 23 anos.
Quem se lembra de como Teixeira costuma atuar, tem certeza de que Dunga está na marca do pênalti. Se não ganhar o título...
Após o jogo contra a Argentina, este escrevinhador de bobagens fez uma quadrinha em homenagem ao anão e à selecinha. Está lançado o desafio, quem quiser, complete...
A música é a de: Teresinha de Jesus...
Homenagem à selecinha
Selecinha, do anão
Tem dois jogos, faz gol não.
Argentina, Paraguai
Mesmo assim, Dunga não cai.
O Ricardo Teixeirão
diz que a culpa é dele não.
Se na China não ganhar
De técnico, o Brasil vai trocar
Luxemburgo, Felipão
nenhum deles num vem não
Pros Bambi vai sobrar
Sem o Muricy, eles vão ficar
Segunda-feira, Junho 16, 2008
Dunga empata com Luxemburgo

Matéria publicada no portal Uol lembrou uma coincidência interessante: a campanha do Brasil até agora nas eliminatórias para a Copa de 2010 se equivale à feita por Vanderlei Luxemburgo nos jogos classificatórios para 2002.
A ordem dos jogos foi exatamente a mesma, com os mesmos mandos. Nas partidas disputadas em 2000, a seleção obteve os seguintes resultados:
Colômbia 0 X 0 Brasil
Brasil 3 X 2 Equador
Peru 0 X 1 Brasil
Brasil 1 X 1 Uruguai
Paraguai 2 X 1 Brasil
Já na Era Dunga:
Colômbia 0 X 0 Brasil
Brasil 5 X 0 Equador
Peru 1 X 1 Brasil
Brasil 2 X 1 Uruguai
Paraguai 2 X 0 Brasil
O aproveitamento dos dois é o mesmo, oito pontos em 15 disputados. No "desempate", Dunga vence o "gênio" no saldo de gols: a equipe de Luxa fez seis gols e tomou cinco. Já a atual equipe marcou oito e sofreu quatro. E se ontem o Brasil entrou com três volantes, em 2000 não foi diferente. O time era Dida; Cafu, Edmílson, Roque Júnior e Roberto Carlos; César Sampaio, Flávio Conceição, Zé Roberto (Vampeta) e Rivaldo; Djalminha (Marques) e França (Guilherme). Lembremos que Zé Roberto jogava como segundo volante, e depois foi substituído por Vampeta.
Na partida seguinte à derrota para o Paraguai, o Brasil de Luxemburgo derrotou a Argentina por 3 a 1, talvez a única apresentação decente da seleção sob seu comando contra um adversário de nível, já que o Brasil sapecou potências como Tailândia, País de Gales, Nova Zelândia e Arábia Saudita. Luxa acabou caindo após a derrota nas Olimpíadas, sendo substituído pelo interino Candinho.
Já Dunga tem a chance de se recuperar contra um adversário que tem lhe dado sorte. Em 2006, conseguiu sua primeira vitória à frente do Brasil com um 3 a 0, e conquistou seu primeiro título oficial, na Copa América do ano passado, com outro 3 a 0 sobre os portenhos. Os argentinos continuarão salvando o ex-volante?
PS: se for pra tirar o Dunga, que não me tragam o Luxemburgo.
Sexta-feira, Junho 13, 2008
De virada, com frango de São Marcos, e a volta dos meias
O Palmeiras venceu, no Palestra Itália, o Cruzeiro por 5 a 2. A goleada teve contornos de drama, quando Guilherme abriu o marcador aos 16 da primeira etapa para os visitantes, em um pênalti marcado por bola na mão de Gustavo. Como os leitores do Futepoca já aprenderam, usar as mãos é uma questão de interpretação do árbitro. Mas pelamordeDeus!
O empate demorou 13 minutos, também de pênalti, sofrido por Valdívia e cobrado por Alex Mineiro. Thiago Martinelli foi expulso pela falta dentro da área. O pênalti foi bem cavado. Por "bem cavado" quero dizer que Valdívia percebeu o pézão do zagueiro e só caiu. Como era o último homem, expulso.
Depois, no segundo tempo, Diego Souza cabeceou para trás, em cruzamento de Leandro, para Valdívia completar de primeira. Diego, Gustavo e Alex Mineiro fizeram os outros tentos verdes.
Quando estava 3 a 1, Marcos tomou um "peru", em suas próprias palavras. Não é a primeira falha da vida, mas no boteco deste torcedor, o canonizado goleiro tem crédito.
O time entrou com Léo Lima, Pierre e Martinez. No primeiro tempo, saindo atrás no marcador e precisando vencer, o técnico deu uma de Nelsinho Batista (que maldade!) e pôs Diego Souza. Funcionou.
A vitória é importante. Contra o vice-líder, tira do time de Adilson o posto de defesa menos vazada, e reestabelece a confiança nos meias do time. Valdívia e Diego (foto) foram bem.Cobrador
Só não reestabelece a confiança no técnico Vanderlei Luxemburgo. Ninguém falou em qualidade e conhecimento sobre os domínios da bola. É que depois de plantar aos quatro ventos (perdão pela mistura de metáforas) que tinha proposta do México e do francês Lyon, agora a onda é que o Fenerbhaçe, ex-Zico, quereria o treinador das gravatas amarelas e ternos assinados por estilistas milaneses. Opa! Milão? Será que é assim que se criam os rumores?
Na quarta-feira, no ônibus, o cobrador pôs o dedo na minha cara umas três vezes. Numa delas foi pra dizer:
– Vocês (palmeirenses) é que tem que tomar cuidado, porque o Lulxemburgo quer sair. E quando ele sai de um time, deixa tudo arrasado!
O cidadão é são-paulino. Independentemente disso, saberá ele o que diz?
Corrigido às 17h45 Sphere: Related Content
Domingo, Junho 08, 2008
Nelsinho Batista vence Luxemburgo mais uma vez. E por 2 a 0
A troça ficou fácil.
Dos 30 jogos entre os treinadores, Nelsinho Batista ganhou 10, contra oito vitórias de Luxemburgo. Houve 13 empates. E olha que em fases de mata-mata, há empate, com três classificações para cada lado.
O Sport é um time de marcação forte. Pelo menos contra o Palmeiras. Assim a galhofa fica muito facilitada. Os 2 a 0 do mistão do Sport de Recife sobre o Palmeiras na Ilha do Retiro neste domingo teve até cantoria dos rubro-negros: "um, dois, três, o Luxa é freguês".
Que desagradável.
Pelo menos não podem dizer que o Verdão o seja, já que os paulistas têm, no histórico do confronto, duas vezes mais vitórias. Tanto no geral, quanto nos campeonatos brasileiros.
No jogo
O time da casa jogou melhor. Sem Kléber, Martinez (suspensos) e Henrique na seleção do Dunga, o time não foi bem. Valdívia e Diego Souza estiveram apagados (e o Diego pôs um chutaço na trave). Denílson e Alex Mineiro não funcionaram. É por isso que o Kléber, por mais sem-noção que seja, continua titular.
O time da camisa verde-limão-siciliano precisa jogar mais bola.
E aguentar os alvinegros paulistanos.
Mais desagradável ainda.
P.S.: As três classificações de escretes dirigidas por Nelsinho diante de times comandados por Luxemburgo não eram finais. Já os três feitos computados ao treinador dos ternos importados e gravatas amarelas em fases "mata-mata" foram finais de campeonato. Ou seja, Luxemburgo só passa do rival se as partidas valerem o título. Se for antes, Nelsinho é que se dá bem. A lista das partidas desatualizada (faltam os dois últimos e trágicos jogos deste ano) estão aqui.
Segunda-feira, Junho 02, 2008
Goleada no Palestra: 1 a 0 contra o Atlético-PR
Divulgação/Palmeiras
Em outros tempos, inventaram uma certa síndrome do Palestra Itália. Uma ziguezira qualquer que impedia os palmeirenses de aguardarem confiantes as partidas do time em casa. Isso é passado. Mas também não vamos dizer que seja certeza de vitória. O 1 x 0 contra o Atlético-PR, com gol de Alex Mineiro, foi esse tipo de partida.
Sem perder em casa desde fevereiro, o alviverde contou com o anulamento de um gol por impedimento inexistente contra os paranaenses para levar a melhor. Quando deu-se o tento anulado, aos 19 do primeiro tempo, o placar não havia sido aberto (que passe!).
O gol palmeirense só saiu aos 10 da etapa final, numa sobra de dividida (ou teria sido um toque preciso?) de Diego Souza dentro da área. Marcos ainda salvou o time num lance cara-a-cara com Wallyson. Para santo da camisa 12, escapou do sufoco, mas não pode seguir vacilando.
Os primeiros 10 minutos foram de pressão intensa do Palmeiras, incluindo um milagre do goleiro Vinícius. Depois, o jogo se equilibrou. No segundo tempo, o volante Jumar, ex-Paraná, entrou apavorando, perdeu dois gols por excesso de individualismo. Queria virar personagem do jogo.
Kléber, o violento desgovernado, foi expulso faltando dois minutos para acabar. Uma tesoura desnecessária no campo de ataque. Alex Fraga, zagueiro do rubronegro, também foi para o chuveiro mais cedo, só que bem antes, logo depois do gol.
Diego Souza, de volta depois de suspensão de três partidas, entrou na vaga deixada pelo suspenso Valdívia. Participou, chutou, cabeceou, mas não fez gol. Denílson entrou avançado e, em alguns lances, parece que o time joga mesmo com três atacantes. Não sei quem é titular, mas acho que o veterano vai para o banco.
Luxemburgo gostou do time, mas não da torcida. Segundo ele, "É normal eu ter proposta e analisar". A referência é a uma suposta proposta do hexa campeão francês Lyon que motivou gritos de "mercenário" para o técnico que zela (cê acha, velho?) pelo cumprimento de seus contratos. Pra mim, ele só quer valorizar seu passe, antes que qualquer coro de descontentes aumente. Com um técnico de meio milhão ao mês como Luxemburgo, a cobrança vai sempre ser elevada.
A torcida anda insatisfeita é com o preço do ingresso. Pelo menos parte dela. O valor do bilhete havia aumentado 100% depois do título paulista, para 40 pilas. Depois da chiadeira – com estádio lotado – caiu para R$ 30.
Diego Cavallieri
O goleiro reserva Diego Cavallieri deve ser a arma do Palmeiras para fazer algum caixa no meio do ano. Pelo menos é o que indicam as especulações. O banco de luxo foi para a Itália regularizar seu passaporte europeu para poder jogar sem contar como estrangeiro.
Terça-feira, Maio 27, 2008
Leão cai e aumenta a dramaticidade do "clássico da crise"
Sanches Filho/Estado de S. Paulo
O treinador Émerson Leão não comanda mais o Santos. Pressionado pela eliminação do time na Libertadores, cobrado como se a equipe fosse recheada de craques, achincalhado por uma organizada e combatido desde sua contratação por parte da diretoria, o técnico pediu arrego.
Agora foi aberta a temporada de especulações. Dois nomes surgem como favoritos da diretoria (?) santista. O que não quer dizer nada, porque o clube não tem dinheiro e o Santos não parece o lugar em que os comandantes de alto nível sonhem em atuar hoje. Cuca, do Botafogo, caso o time caia fora da Copa do Brasil, desponta como um dos preferidos. O outro é Paulo Autuori, atualmente no Catar, mas que envolveria uma bela soma para retornar ao Brasil.
Diante da provável recusa dos citados acima, outros dois desempregados poderiam sentar no banco de reservas do Alvinegro. Geninho, técnico defensivista que passou pelo clube em 1986/1987/1992/2001 é um deles. Pergunte a algum santista se tem saudades de alguma passagem do referido no Peixe. Outro que pode aparecer é Ney Franco, recém-demitido do Atlético (PR).
Tirando Luxemburgo e Leão, ninguém mais conseguiu títulos com o time da Vila no século XXI. Dada a falta de recursos decorrente de uma administração temerária que teve em mãos a maior mina de ouro do futebol brasileiro nos últimos 25 anos, com Robinho, Diego, Elano, Alex, Renato, entre outros; mas que anteriormente havia gasto fortunas com Rincón, Edmundo, Marcelinho Carioca, Valdir Bigodinho, Carlos Germano, as perspectivas são péssimas.
Torcedor santista, o ano acabou após a eliminação da Libertadores. Como todo longo reinado administrativo que preza pela incompetência, vide casos Dualib e Mustafá, a luta agora é contra o destino que os clubes dirigidos por eles tiveram: a Série B. Oremos pelo melhor técnico e esperemos 2009. Diante do cenário, só a queda de Muricy Ramalho e uma improvável contratação do mesmo por parte do Santos salvam o semestre. Márcio Fernandes (vulgo o interino), faça sua parte domingo, no "clássico da crise" contra o São Paulo, e ajude seu clube a ter um futuro menos sombrio...
Segunda-feira, Maio 26, 2008
Com pênalti perdido, empate com a Lusa
"Se nóis tirá em úrtimo lugar
A culpa é do ténico que não sabe orientar"
"Time perna-de-pau", Vicente Amar
Foi um empate. E Vanderlei Luxemburgo saiu atirando contra seus comandados. Disse, na entrevista coletiva que não gostou de ver tentativas de jogadas de efeito. Alex Mineiro perdeu pênalti ainda no primeiro tempo, aos 32, quando já estava 1 a 0. Sete minutos antes do gol de David, o Verdão teve um tento anulado por impedimento.
Anulado mesmo foi o segundo tempo da representação palestrina. A Lusa de Benazzi acordou e se mostrou diferente do time. O Palmeiras não conseguiu pressionar a valer mesmo com a saída de um volante para entrar um atacante (Martinez por Kléber). Ficou 1 a 1 no Pacaembu. Para Marcos, o Goleiro, pelo que a Portuguesa fez na segunda etapa, o empate não foi tão trágico.
Pelo prisma da tabela, do campeonato e do time que deveria estar jogando mais, é bem ruim.
Élder Granja, substituído pelo lateral ex-Mirassol Fabinho Capixaba, talvez precise ficar esperto. Kléber, que voltou ao banco de reservas e até entrou em campo, também. É que o centroavante dos cotovelos e carrinhos de vontade (maldade?) excessiva pode facilmente virar pára-raios da ira do treinador que privatiza os méritos e socializa a estupidez.
No tribunal
Com um olho no Atlético-PR no domingo, sem ter rivais na Libertadores para secar, o resto das atenções vão ao julgamento do caso do gás de pimenta na semi-final do Paulista, na partida contra o São Paulo. O Palmeiras pode receber uma multa de até R$ 200 mil e ficar de um a dez jogos se mando. Só no próximo paulistão. Sphere: Related Content
Segunda-feira, Maio 19, 2008
Com dois a mais e gol de pênalti, Palmeiras vence no Brasileiro
O comentário é a partir dos melhores momentos. Mas o Palmeiras venceu a primeira no Brasileiro sobre o Internacional de Porto Alegre na primeira partida diante de sua torcida depois da conquista do campeonato Paulista.
Denílson apareceu mais aberto, pela ponta direita, fez o primeiro gol e errou um monte de chutes. Léo Lima voltou depois de se contundir no primeiro jogo contra a Ponte Preta no lugar do afastado Kléber. Dois dos três volantes em campo tinham função de armar e os laterais de construir jogadas pelas pontas. Não parece ter sido ruim o resultado. Mas se Vanderlei Luxemburgo não confia em Lenny para iniciar a partida e se Denilson foi substituído pelo recém contratado volante Sandro Silva, isso pode indicar que o elenco alviverde não é tão amplo e qualificado assim do meio para frente.
Na zaga e no meio, há mais opções. David entrou no lugar de Gustavo para formar, com Henrique, a defesa. Aliás, o ex-cabeludo fez o goleiro Renan, do Inter, trabalhar em uma cobrança de falta aos 11 minutos da segunda etapa. Marcos fez uma saída do gol pra lá de estranha, ao estapear uma bola que, cabeceada no rebote, só não entrou porque Pierre estava em cima da meta verde.
Apesar das manchetes favoráveis com referências a "força", "triunfo" e "feras" e da atuação firme no meio de campo (por causa dos três bons volantes do Verdão), o time
sofreu o gol de empate em uma cobrança de falta de Alex para cabeçada de Índio, no fim do primeiro tempo. Terminou a partida com dois a mais em campo. Os cartões vermelhos para o Inter foram para os volantes Edinho, quando estava 0 a 0, e Guiñazu, quando os números finais estavam dados à partida. Aparentemente foram justas.
O pênalti que deu a vitória foi sofrido por Valdívia. Na vista dos melhores momentos, achei o lance estranho. Aliás, o chileno vem driblando cada vez menos, embora continue a sofrer bastantes faltas (11 no total). Seja por recomendação do banco de reservas, seja por senso de preservação das canelas, o chileno permanece como principal jogador do Palmeiras.
Mas parece que faltam umas pecinhas para disputar, como favorito, um campeonato longo como é o brasileiro. Até porque, em plena segunda rodada, o Náutico lidera.
Enquanto isso, antes de falar em hora da arrancada, é melhor pensar na Lusa, no Canindé no próximo domingo.
Sábado, Maio 17, 2008
Kléber: de pretenso Kaká a futuro Sandro Goiano
Há exatamente uma semana, eu conversava com três palmeirenses sobre o comportamento do atacante Kléber, emprestado por seis meses pelo Dínamo de Kiev, da Ucrânia, para o Palmeiras. Campeão paulista, com três gols marcados (inclusive o que garantiu a vitória contra a Ponte Preta em Campinas, na primeira partida decisiva), o atleta protagoniza jogadas explicitamente desleais e, calado e sério, parece manter totalmente a calma após as agressões, de forma fria e calculista. Não estou falando apenas da cotovelada em André Dias, do São Paulo (acima), na primeira fase do Paulistão. São muitos lances parecidos, como na decisão contra a Ponte Preta no Parque Antártica, quando, na queda após uma dividida, virou o pé e acertou propositadamente a sola e as travas da chuteira na cara do adversário. Maldade pura.
Pois então, falando sobre isso, todos os palmeirenses concordaram comigo. Dito e feito: hoje, Vanderlei Luxemburgo afastou Kléber do elenco e ele não enfrenta o Internacional de Porto Alegre amanhã, pelo Brasileirão.
O motivo? Num simples treino, ontem à tarde, o atacante quase aleijou o zagueiro reserva Maurício, que saiu carregado de campo. É surpreendente esse tipo de comportamento, principalmente para quem, como eu, se lembra do início da carreira do atacante. Revelado pelo São Paulo, Kléber Giacomance de Souza Freitas era um cara franzino (à direita), que se destacava pela rapidez e oportunismo nas categorias de base e na seleção brasileira sub-20. Em 2003, aos 20 anos, assumiu a posição de Kaká, vendido para o Milan, e marcou 10 gols em seis meses de temporada profissional pelo tricolor paulista.
Pelo bom desempenho na Copa Sul-Americana, chamou a atenção e mereceu elogios de José Mourinho, que treinava o Porto - time que levaria para Portugal, no ano seguinte, o artilheiro Luís Fabiano.
Com a lebre levantada, o ucraniano Dínamo se adiantou e comprou Kléber por US$ 2,2 milhões. Não sei o que fizeram com ele lá, se foi turbinado em salas de musculação (à esquerda), mas, de franzino, virou um tanque. Porém, o problema nem é esse. Não sei como é o futebol na Ucrânia, mas deve ser de forte marcação e muito contato físico, para não dizer violento, e com arbitragem complacente. Só pode ser, pois, de habilidoso e técnico, Kléber voltou para o Brasil com um estilo bem agressivo e "mau caráter", para ser mais preciso. Como disse, apesar dos gols e do bom futebol, tem até palmeirense que não gosta do cara. Merecidamente.
Domingo, Maio 04, 2008
5 a 0: Palmeiras campeão
Valdívia domina na meia esquerda, passa por três zagueiros e dá um tapa na bola. Golaço. O meia chileno não decidiu a partida, fez o terceiro gol. Correu o jogo inteiro, marcou, tocou no meio. Depois do apito final, Valdívia disse: "depois do nascimento da minha filha, este é o dia mais feliz da minha vida". A identificação do atleta com o clube é impressionante. É o melhor jogador do campeonato.
Alex Mineiro fez três na partida. Passou, na última hora, o santista Kléber Pereira e chegou a 13 gols. É o artilheiro.
Marcos salvou duas bolas, uma no primeiro tempo, quando o placar marcava "oxo" e outra no segundo tempo, quando já estava 2 a 0. É o melhor goleiro da história do Palmeiras.
Pierre fez uma falta violenta e tomou cartão amarelo. No resto do jogo, mandou avisar que no meio de campo, só joga se passar por ele. Um marcador implacável.
E o Palmeiras é campeão. Com direito a 5 a 0.
Denilson, Elder Granja e Léo Lima (que não jogou) estavam emocionados, porque a conquista teve uma conotação de volta por cima. Vanderlei Luxemburgo atinge a marca de oito títulos paulistas, se iguala a Lula, o comandante do Santos na década de 60. E me cala definitivamente com resultados.
Decepção
Diego Souza que chegou como "craque", terminou o campeonato expulso em uma confusão que ninguém prestou atenção. Não jogou tão mal a partida, mas se mostrou um bom firuleiro do meio de campo. No quarto gol do time, o segundo de Alex Mineiro, Martinez estava impedido ao receber a bola. Duas confusões, uma na torcida da Ponte, outra na do Palmeiras com a Polícia Militar foram chatas. Kléber vai ser acusado de deslealdade numa dividida muito estranha em que as travas de sua chuteira foram direto na cabeça do jogador da Ponte. Pareceu desnecessária, que daria para tirar o pé. Esquisito.
Ponte Preta
Sérgio Guedes se coloca como um técnico promissor. Se continuar no time campineiro, a tendência é o time ir bem na Série B. O Corinthians que se segure. O quinto vice-campeonato paulista do time mantém os clubes da cidade de Campinas sem estaduais na sala de troféus.
O time saiu jogando pra frente e sofreu o primeiro gol a partir da cobrança de uma falta na lateral do campo (por Leandro).
Previsões
A torcida estava extremamente confiante. O dia todo foi de gritos de "é campeão" nas redondezas do estádio Palestra Itália. Temi até os 19 do primeiro tempo, quando a Ponte estava melhor e saiu o primeiro gol, contra. Um monte de gente vai dizer que "já sabia". Claro, quando o favoritismo se confirma, é assim.
São 12 anos que separaram o 21º e o 22º título paulista. Nove desde a Libertadores.
Bora comemorar.
Um técnico, um camisa 10 e uma fila
Palmeiras e Ponte Preta entram em campo na tarde deste domingo. É a final do campeonato Paulista de futebol.
Como torcedor alviverde, tô tenso.
A derrota por 4 a 1 pela Copa do Brasil para o Sport ainda não foi digerida. Mas o problema é a decisão.
Tem a vantagem de ter vencido a primeira partida e poder perder por um gol. Mas tem 90 minutos, outro time. Tem Vanderlei Luxemburgo com frio na barriga, cobrando Valdívia.
O técnico, como mostrou a Folha de S.Paulo de sábado, 3, não foi bem em outras competições além do Paulista desde que voltou da Espanha, em 2005. Nacionais e continentais andam ficando longe do técnico, dizem as estatísticas levantadas pelo veículo. Mais uma conquista pode virar manchete de retranca em caderno de esportes falando em hegemonia (Luxemburgo comandou o Santos nos dois últimos anos, quando o clube da Baixada foi bicampeão). Também significa emprego com moral na esquina da rua Turiaçu com a avenida Antártica para disputar um título maior, no segundo semestre. Precisa resultado pra compensar o peso do salário que recebe ele próprio e os atletas que chamou.
Valdívia
O camisa 10 do Palmeiras, o chileno Valdívia, continua sendo bom de bola, com visão de jogo, rapidez (catimba e choro) para ser marcado e alvo de sarrafadas. Mas fez menos do que deveria nas últimas três partidas do Palmeiras no estadual (sim, fez gol contra o São Paulo) e nas duas da Copa do Brasil, apagado pela marcação. Craque decide, quem não é craque... se deixa marcar.
O meia diz que vai resolver.
E é curioso ver essa conversa cercando o elenco que chegou a ser tratado, exageradamente, como "supertime". Será que não vão entrar outros jogadores em campo com a camisa verde?
Peso
É a fila que me deixa mais tenso, é claro. A Libertadores de 1999 é o último título que considero do meu time. Mercosul e Série B não convêm na hora de se consolar no acúmulo de anos sem conquistas. O último estadual foi em 1996.
Ao ver vendedores ambulantes em cruzamentos da região do estádio e até na avenida Tiradentes com bandeiras e faixas de campeão, só aumentou a tensão.
A Ponte Preta também tem seus desafios. Não consta um título estadual na galeria de troféus do clube. Tem o revés da derrota na primeira partida, está sem o meia Elias, com costela fraturada, deve ser preservado por orientação do departamento médico. O zagueiro César, capitão do time, não melhorou de um entorce no joelho.
Tem o favoritismo do oponente para se motivar, assistindo até a filme de futebol americano (Desafiando Gigantes, citado em um monte de sites evangélicos e no do centroavante do Fluminense Dodô). É a maior vitrine da temporada para os jogadores, ou como manda o jargão do futebol: pode ser o jogo da vida.
Ah, e tem todos os secadores. Neste domingo, torcedores de praticamente todos os times do estado são Ponte Preta desde criancinha. Tirando o presidente Lula.
Terça-feira, Abril 15, 2008
Vanderlei, o vidente
Egolatria, de acordo com definição do dicionário Houaiss: amor exagerado pelo próprio eu; culto de si mesmo; egotismo. Esse prêmbulo é necessário para avaliar a declaração do treinador Vanderlei Luxemburgo, após a derrota do Palmeiras para o São Paulo, no domingo. Na coletiva, foi questionado a respeito de Kléber não ter cumprimentado Denílson, que entrou em seu lugar. Daí, o "vidente" justificou a substituição com essa:
- Eu pensei que poderia ter um pênalti, como aconteceu, e o Alex teria de ficar para bater. Por isso, saiu o Kléber.
Pobre Palmeiras que depende de um jogador só para cobrar... pênaltis! Mas bem aventurado seja por ter um treinador que consegue prever o que vai acontecer na partida, na linha do inesquecível Valter Mercado (foto). E olha que o Robério de Ogum nem anda mais com Luxa...
Segunda-feira, Abril 07, 2008
Um time pequeno na final. Corinthians desclassificado
O Santos ajudou, mas o Corinthians não "quis". Ou melhor, o Noroeste não deixou. Uma virada sobre a outra e 3 a 2 para o Norusca, em Bauru. O Santos saiu na frente, tomou a virada e empatou. Mas não deixar a Ponte Preta ganhar não tirou da macaca a classificação.
Agora, o Corinthians tem que convencer a torcida de que ter mais tempo para se preparar para o nacional vale a pena. Preparação para a Série B. Mano Menezes e o time estão lá para isso. Começaram a temporada indo mais longe do que se imaginava, mas não o bastante para a torcida deixar de ser motivo de troça.
Vitorioso em Itu, o Guaratinguetá é o rival do time campineiro, com vantagem de dois empates. Ou seja, um time pequeno, de fora da capital, estará na finalíssima.
Clássico
Do outro lado, a vantagem é do Palmeiras, que passou pelo Barueri, na Arena, por 3 a 0. Marcos pegou pênalti no movimentado começo de segundo tempo, em que saíram dois gols do vencedor e um expulso do derrotado. Todas informações da ficha técnica. O Verdão segue para Atibaia fazer o tradicional retiro do treinador Vanderlei Luxemburgo. É fase final e, como manda Juarez Soares, é quando se vê quem tem mais garrafa vazia para vender.
O adversário do segundo colocado é o São Paulo. Os 3 a 1 sobre o Juventus rebaixaram o Moleque Travesso, recém desclassificado da Copa do Brasil. Rogério Ceni, a cara do São Paulo, fezo segundo em sua milésima partida com a camisa do clube. Foi na segunda cobrança de um pênalti, a única vez em que vi um bandeira sinalizar que o goleiro se adiantou sem que o cidadão tivesse cometido a infração. Quer dizer, o goleiro juventino nada fez que justificasse a segunda chance ao tricolor. É comum acontecer o contrário, o goleiro se adianta e o árbitro nem quer saber. A choradeira contra a arbitragem rendeu dividendos?
Depois das polêmicas no clássico, a pressão sobre o trio de preto vai ser dose. O diretor que quer ser vereador já retomou as provocações levantando as mesmas questões de sempre sobre o Parque Antártica. Ele não sai da mídia. O movimento dos sãopaulinos deve contar ainda com o tom "eles são favoritos" no jogo de nervos. Minha torcida é para que o Luxemburgo não fale abobrinha e ponha o time para ganhar.