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A associação Resgate Santista, que disputa (e perde) as eleições do Santos desde 2001, anunciou que em 2007 encarará o pleito numa aliança com um grupo de conselheiros anteriormente simpáticos ao atual presidente Marcelo Teixeira. A aliança criou o grupo "Santos Eterno".
O "Eterno" do nome do grupo é uma referência ao que a chapa quer combater: a "eternidade" da gestão de Marcelo Teixeira à frente do Santos. Teixeira é presidente do clube desde 2000 (não contando sua passagem anterior, em 1992-93). Para o mandato atual, foi eleito pela primeira vez em 1999 e venceu todos os pleitos nos anos ímpares seguintes. Para isso, articulou uma mudança no estatuto do clube, que só previa uma única eleição para o presidente. Agora, não há limites para essa possibilidade. A modificação também alterou a carência para que novos sócios votem na eleição - de um ano, passou para três (não tenho certeza dessa informação, mas acho que é isso).
Os opositores alegam que o continuísmo faz mal ao clube. E exemplos para isso não faltam: Mustafá Contursi no Palmeiras, Eurico Miranda no Vasco e, o mais falado nos últimos tempos, Alberto Dualib no Corinthians. São três dirigentes indiscutivelmente vitoriosos, mas que nos anos finais de suas gestões levaram suas torcidas a vexames únicos.
Há certa semelhança no caso do Santos. Marcelo Teixeira é o presidente mais vencedor desde Athiê Jorge Cury. Dois campeonatos brasileiros, dois paulistas e um vice da Libertadores. Não é pouca coisa. Como torcedor, afirmo que não se pode comparar o Santos de hoje com o pré-geração Robinho, quando o respeito pelo Peixe minguava.
Mas contesto a qualidade de Teixeira como administrador pelo seguinte: de posse da mais fantástica geração do futebol brasileiro, o que ele fez com o Santos foi pouco. O time hoje tem situação financeira delicada e seus balanços são aprovados com atitudes meio mandrakes. Falta ao Santos maior capacidade de inserção internacional, de viabilidade econômica e mesmo uma noção de que futebol é, essencialmente, um negócio.










Fuçando pela internet, encontrei uma raridade do site oficial do Santos (reproduzida pelo Globo Esporte): Leão e Pelé juntos no dia em que se formaram no curso de Educação Física na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), em 1974. Mas outros famosos passaram pela instituição. Segundo o site, a pró-reitora Rosinha Viegas lembra que a primeira geração de alunos foi formada por grandes nomes do futebol. "Pelé graduou-se ao lado de Pepe, Chico Formiga, Leivinha, Cabralzinho, Émerson Leão, entre outros. Uma curiosidade é que a cantora Simone também compunha essa turma", arrematou Rosinha.












