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domingo, novembro 29, 2015

'Terceiro! Ôba-ôba! Pra mim tá louco de bom!'

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Imagem divulgada por Luís Fabiano ontem, antes de enfrentar o Figueirense

Em janeiro de 2012, Serginho Chulapa, o maior artilheiro do São Paulo, com 242 gols, opinava, sobre Luís Fabiano, que voltava ao clube: "Acho que tem tudo para me passar, para me alcançar, ainda mais agora, que voltou a fase boa dele. Torço para que isso aconteça e acho que o recorde foi feito para ser quebrado" (leia aqui). Na época, depois de marcar seu primeiro gol na volta ao Tricolor contra o Libertad, em outubro de 2011, o chamado "Fabuloso" já estava com 126 gols e precisava de mais 117, nos quatro anos seguintes de contrato, para ultrapassar Chulapa (o segundo colocado é Gino, com 233 gols). Um ano depois, em fevereiro de 2013, a diferença já havia caído para 80 gols, e Luís Fabiano mostrava-se otimista: "Acho que dá [para ultrapassar Serginho Chulapa e ser o maior artilheiro do clube]. É uma grande possibilidade, se eu fizer 30 e tantos gols nesses últimos dois anos, eu alcanço. Acho que dá, é algo que pode ser alcançado, se eu não me machucar e ter uma sequência. É uma coisa a se pensar" (leia aqui). Pois é, não deu.

'Fabuloso' marca e beija o símbolo do clube, ontem: despedida no Morumbi

Ontem, contra o Figueirense, Luís Fabiano abriu o placar e chegou a 212 gols com a camisa sãopaulina (leia aqui). Foi a última vez que marcou pelo clube no estádio, no qual é o segundo maior artilheiro pelo Tricolor, com 125 gols (só ficando atrás justamente de Serginho Chulapa, que fez 135 ali, jogando pelo time da casa). Não é possível cravar que tenha sido a última partida do "Fabuloso" pelo São Paulo, pois chegou a afirmar que não enfrentará o Goiás no derradeiro compromisso da equipe pelo Brasileirão, quando pode conquistar vaga na Copa Libertadores, mas depois voltou atrás (leia aqui). "Foi bom enquanto durou, até breve. Espero voltar como colaborador ou alguma coisa, porque a ligação com esse time é muito grande ", despediu-se o centroavante, já candidatando-se a um futuro emprego pós-pendura de chuteiras. Pelo o que se especula, Luís Fabiano vai ganhar mais de R$ 1,5 milhão mensais na segunda divisão da China, num contato de dez meses - algo que faria até o velho Serginho Chulapa voltar aos gramados, sem dúvida...



O engraçado é que essa bolada de grana, mais a expressão "foi bom", usada pelo jogador na despedida do São Paulo, remete a um trecho da letra de uma música do Ultraje a Rigor intitulada "Terceiro" ("Terceiro! Pra mim tá louco de bom!"), a mesma colocação que Luís Fabiano ficou entre os maiores artilheiros do clube. E, como se ilustrasse muitos jogos em que o centroavante "sumiu" em campo (principalmente os decisivos), a letra diz: "Se eu me esforço demais vou ficar cansado/ Já dá pra enganar eu ficando suado/ Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador". Então tá explicado: como o São Paulo está há um ano e meio sem patrocinador master, "Fabuloso" estava sem esse artifício - e o jogo de ontem foi o 171º dele pelo clube no Morumbi, número oficial do "migué". No fim, o artilheiro só igualou Serginho Chulapa no número de expulsões (leia aqui). Zàijiàn, Luís Fabiano!




20 MAIORES ARTILHEIROS DO SÃO PAULO *

1º - Serginho Chulapa (1973-1982) - 242

2º - Gino (1953-1962) - 233

3º - Luís Fabiano (2001/ 2002-2004/ 2011-2015) - 212

4º - Teixeirinha (1939-1956) - 188

5º - França/ Françoaldo Sena de Souza (1996-2002) - 182

6º - Luisinho (1941-1947) - 173

7º - Muller (1984-1988/ 1991-1994/ 1996) - 160

8º - Leônidas (1942-1950) - 144

9º - Maurinho (1952-1959) - 136

10º - Rogério Ceni (1993-2015) - 131

11º - Raí (1987-1993/ 1998-2000) - 128

12º - Prado (1961-1967) - 121

13º - Pedro Rocha (1970-1977) - 119

14º - Careca (1983-1987) - 115

15º - Dino Sani (1954-1961) - 113

16º - Remo (1940-1951) - 107

17º - Canhoteiro (1954-1963) - 105

18º - Friedenreich (1930-1935) - 102
       -Renato Pé Murcho (1980-1984) - 102

20º - Babá (1966-1970) - 94

* Dados oficiais do SPFC


sábado, novembro 17, 2012

Sem sustos, Santos bate Figueirense mas árbitro tira Neymar de clássico

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(Foto SantosFC)

Em outra partida na qual os dois times não tinham qualquer meta ou pretensão, o Santos venceu o Figueirense na Vila Belmiro por 2 a 0. Sem contar com o volante Adriano e o lateral Galhardo, Muricy desfez o malfadado esquema com três volantes e colocou o meia Patito Rodríguez e Bruno Peres na ala direita.

Até o gol alvinegro, no final da etapa inicial, o jogo era morno. O argentino jogava aberto pela esquerda, com Felipe Anderson atuando de forma semelhante no outro lado. Neymar se movimentava pelo meio, deu alguns bons passes, mas não brilhava. O Figueirense, por outro lado, não ameaçava o gol de Rafael, e tudo indicava um zero a zero daqueles que curam insônia.


No entanto, Felipe Anderson passou por três rivais, parou e cruzou para Pato, que fez de letra. Um belo gol que não teve a participação de Neymar, algo raro em 2012. O placar trouxe tranquilidade para o time da casa, que conseguiu uma trégua com a torcida, embora essa tenha quase perdido a paciência com uma peculiar competição dos dois laterais peixeiros, que disputavam quem conseguia errar mais. Bruno Peres, com cruzamentos bisonhos e uma virada de jogo malsucedida que resultou me contra-ataque perdido pelos visitantes, e Juan, que desperdiçava jogadas quando apoiava.

Felipe Anderson coroaria mais uma atuação interessante com um gol no qual o jovem e bom goleiro Tiago Volpi, que fez sua primeira partida pelo clube catarinense, defendeu a primeira tentativa mas deu o rebote para o meia. Dizem que olheiros do Milan estavam na Vila para conferir o futebol do jovem, dado que o Santos quer repatriar Robinho e o negócio poderia acontecer envolvendo atletas. Devem ter gostado do que viu.

De resto, mais uma arbitragem meia boca, como tem sido a tônica do Brasileirão. Se não afetou o resultado, pesou para o time no clássico contra o Corinthians. Neymar foi calçado por trás, numa falta algo evidente, caiu (quem não cairia?) e o juizão Cláudio Francisco Lima e Silva não só não deu a falta, como deu um cartão amarelo que impede a participação do jogador na próxima peleja. Num lance em que os dois jogadores caem, pressupõe-se que haja contato, mas vai explicar lógica pra árbitro de futebol...     

quinta-feira, agosto 16, 2012

Santos vence a primeira fora de casa. Milagre de São Neymar

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Logo depois de disputar o amistoso pela seleção brasileira contra a Suécia (valeu, Mano), o atacante Neymar retornou, de jatinho fretado, para o Brasil. Após 14 horas de viagem, chegou às dez, pela manhã, desta quinta. Querendo jogar. A decisão de entrar em campo hoje foi do craque alvinegro, segundo a diretoria do Santos. O atleta e seus patrocinadores, não o clube, bancaram sua viagem de volta.

Sou contra um jogador atuar com tão pouco tempo de descanso. Mas parece que o menino queria esquecer as Olimpíadas, chegar logo no lugar em que se sente à vontade. Sua “casa móvel”. Ver seus amigos, reencontrar André, o filho pródigo. E quem não gosta de chegar em casa depois de uma situação estressante? E há quem julgue e condene o garoto até por gostar do seu lar.

Perdeu um gol incrível, aos 29 da primeira etapa. Pensei: “tá vendo, não é pra ele estar jogando, nem deu pra se adaptar ao fuso horário”. Logo depois, o volante Túlio, notório carniceiro, deu um carrinho sem bola no Onze. Cartão vermelho que equilibrou o jogo, pois o lateral Juan tinha sido expulso aos 9, depois de uma falha coletiva impressionante do Santos na qual o atleta (desta vez) foi dos que teve menos culpa. De resto, Rafael, na sua reestreia após a contusão da seleção brasileira (valeu, Mano), fez pelo menos duas defesas importantes.

Na etapa final, o gol do Figueirense parecia querer confirmar o medonho retrospecto peixeiro fora de casa, aos 3 minutos. No entanto, Neymar, em jogada rápida e depois de passar por dois marcadores, fez o primeiro tento do Santos no Brasileirão fora de casa. Sua rapidez daria o ar da graça em outras jogadas e a defesa do Figueirense foi sendo minada até ruir em jogada individual de Bruno Peres. A defesa catarinense se preocupou com Ganso e Mirales, enquanto o lateral marcou o gol (requintado) da virada.
Boas recordações para o santista. Farão igual? (Twitter)

E Ganso, apagado na partida, também fez o seu depois de fazer um belo passe para o santo Neymar, que devolveu com sobras o presente para o meia alvinegro. Rafael chegou a evitar um segundo gol dos donos da casa, mas o Peixe, agudo, também foi algumas vezes à frente ameaçando a meta do Figueirense. 

Depois do apito final, o torcedor teve esperanças de, talvez, chegar a uma Libertadores em 2013. Com Neymar jogando livre e não confinado a um quinhão do gramado (viu, Mano?) o Santos é uma outra equipe, mas as novas peças da equipe podem permitir a Muricy fazer uma equipe que jogue um pouco mais bonito do que as formações que vinham atuando ao longo do Brasileiro.

segunda-feira, julho 16, 2012

Mesmo errando, dá certo

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A vitória do Galo contra o Figueirense no último sábado foi dos jogos mais surpreendentes que vi no campeonato. Antes, imaginava que seria partida de 1 a 0 para qualquer um dos lados. Principalmente porque a defesa do Atlético tomara apenas 3 gols em 8 partidas até então.

Nada como previsões furadas. O Galo fez um gol com relativa facilidade, em pênalti sobre Marcos Rocha e convertido por Ronaldinho aos 17 minutos do primeiro tempo. Mesmo dominando o jogo, o Atlético errou e tomou dois gols ainda no primeiro tempo. Para piorar, no começo do segundo tempo vem o terceiro gol do Figueirense.

Quando tudo parecia perdido, Ronaldinho bate uma falta lateral na cabeça do zagueiro Leonardo Silva, 3 a 2. Na saída de bola, Aloísio, que acabara de entrar no lugar de Loco Abreu, perde o gol da vitória do Figueirense cara a cara com o goleiro Victor.

Aí, o improvável entra em campo. Com enfiadas de bola precisas, o Galo faz gols de contra-ataques com Bernard e Guilherme. Vitória de líder, mas com erros primários na defesa. Se fizer a mesma coisa contra o Inter na próxima quarta-feira, dificilmente sairá com a vitória.


FICHA TÉCNICA
FIGUEIRENSE 3 x 4 ATLÉTICO
Motivo: Campeonato Brasileiro (9ª rodada)
Data: 14/7/2012
Estádio: Orlando Scarpelli
Cidade: Florianópolis (SC)
Gols: Ronaldinho (17’), Anderson Conceição (37’), Júlio César (45’), Ronny (58’), Leonardo Silva (65’), Bernard (70’), Guilherme (75’)
Árbitro: Luis Flávio de Oliveira (Asp. Fifa-SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto (Asp. Fifa-SP) e Herman Brumel Vani (SP)
Cartões amarelos: Ronaldinho, Jô, Marcos Rocha, Guilherme, Serginho (Atlético); Coutinho (Figueirense)
Figueirense
Wilson; Coutinho, Anderson Conceição, Fred e Helder; Fabiano Silva, Doriva, Almir (Ronny) e Caio; Júlio César e Loco Abreu (Aloísio). Técnico: Argel.
Atlético
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Rafael Marques, Leonardo Silva e Júnior César, Pierre, Leandro Donizete (Serginho), Bernard e Ronaldinho (Richarlyson); Danilinho (Guilherme) e Jô.Técnico: Cuca.

sexta-feira, junho 08, 2012

Corinthians cria pouco, perde gols e só empata com o Figueirense

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O empate do Corinthians por 1 a 1 com o Figueirense, no Pacaembu, nesta quinta-feira (7), deu mais uma amostra do principal defeito da equipe treinada por Tite: a falta de pontaria. O time quase sempre corre, domina a partida, mas não consegue transformar essa vantagem territorial em gols – mesmo jogando quase meia hora com um jogador a mais.

O jogo começou com pressão total do Timão, que marcava a saída de bola e não deixava os catarinenses jogarem. Algumas boas chances foram criadas, ainda que não tantas quanto poderia sugerir a posse de bola. Nessa toada, Danilo abriu o placar de cabeça aos 37 minutos do primeiro tempo, após bela tabela entre Jorge Henrique e Alessandro, que jogou bem.

Na segunda etapa, o Figueirense conseguiu recuperar território e equilibrar o jogo – ainda que por pouco tempo. Aos 18 minutos, o zagueiro Anderson Conceição cometeu falta dura em Emérson e levou o segundo amarelo.

Ficou fácil, pensaram os corintianos. E assim levaram o jogo, como se fosse moleza, criando algumas chances, novamente nada de assustar ninguém. As melhores foram desperdiçadas por Emerson, em noite pouco inspirada.

Até que, aos 33 minutos, veio o castigo: em vacilo da defesa, Caio empatou para o Figueirense, completando cruzamento de Guilherme. Percebam que a punição aqui citada não é para os defensores, que até falharam, mas para a produção ofensiva do time. Tivesse feito um placar mais decente, esse gol pouco valeria.

Foi a senha para o tudo ou nada de Tite, que sacou Chicão e Ramon para colocar Douglas e Elton. Em vão.

O empate foi o primeiro ponto do Timão em três partidas até aqui no longo Brasileirão. Há tempo mais que suficiente para sair da atual 18ª posição e brigar pelo título, mas preocupa o futebol do time. A próxima partida é contra o Grêmio, em Porto Alegre, e Tite já avisou que vai de reservas, para poupar os titulares para a decisão contra o Santos. Baixas expectativas saio recomendadas.

domingo, outubro 23, 2011

Nova derrota do Palmeiras e o fim do mundo

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A nova derrota do Palmeiras, desta vez para o Figueirense, em pleno Canindé, em São Paulo, deixa o torcedor alviverde com pensamento fixo no fim do mundo. Nem é que seja o pior dos mundos perder para o time catarinense com o mando do jogo. Isoladamente, o resultado seria ruim. Ele fica péssimo em perspectiva e deixa a turma com a cabeça em 2012, ano que encerra a produção do calendário maias – o que pode tanto representar o encerramento dos tempos como o momento em que os astrônomos daquele povo cansaram e resolveram parar...

Daí a fórmula do título do post, de rir para não chorar.

Pior do que a nova derrota, do que acumular apenas duas vitórias no segundo turno, do que cair da sexta para a 12ª posição sem esboçar reação, é ver o time jogar tão pouca bola. Jogadores que já tiveram bons ou ótimos momentos, como Maurício Ramos e Henrique, respectivamente, sofrerem tanto para realizar seu trabalho. É de espantar.

Na semana em que Luiz Felipe Scolari venceu a queda de braço para mandar Kléber embora das dependências do Palestra Itália, ficou bem claro que os problemas não se resumem ao camisa 30, outrora gladiador, até capitão da equipe. O time destes últimos meses consegue ser mais limitado do que o de 2010, quando tudo passava pelos pés de Marcos Assunção.

Se não tivesse ido bem no início da competição, se não housessem times tão mal na tabela, este fim de ano seria insuportável para o palmeirense médio. Pensar que, em três anos, o time vai viver o seu centenário demandaria haver um plano de preparação. Construção do estádio à parte, a fragilidade da diretoria para lidar com crises e instabilidades (reformulando: com a capacidade dos cartolas de amplificarem a gravidade das celeumas no elenco e das oscilações de produção do time), ajuda a querer pensar apenas na contagem regressiva para o término da competição.

Perspectiva pra lá de triste.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Hora de mostrar qual é

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Por Moriti Neto

Santa Catarina. O São Paulo, com 12 desfalques e muitos garotos em campo, enfrenta um perigoso Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli. Prosseguindo a rotina da campanha como melhor visitante do Brasileiro, o Tricolor vence. Não dá para dizer que foi uma atuação de gala, mas, considerada a somatória dos resultados da rodada, os três pontos são algo de trazer alento ao torcedor.  

A partida

Totalmente travada. É como se mostra a partida no começo do primeiro tempo. Com medo de atacar, os dois times concentram as ações no meio de campo. Aos 5 minutos, um lampejo. Boa troca de passes e o lateral-esquerdo Henrique Miranda, ao ver-se perto do gol, assusta-se e perde o tempo da bola. O Figueira responde, aos 10, mas, dentro da pequena área, o ataque catarinense manda fora. Dois lances que são exceções e confirmam a regra do jogo escasso em criatividade e ousadia. A partir dos 15 minutos, a torcida da casa pressiona para que o Figueirense vá ao ataque. O mandante tenta a jogada ofensiva, mas, de efetiva, só uma, que acaba na trave de Ceni. Já o São Paulo, até os 32 minutos, não dá sequer um chute a gol. O único lance são-paulino que se pode chamar de perigoso é uma falta cobrada por Casemiro. A bola sobra nos pés do zagueiro João Felipe na pequena área, mas falta intimidade para fazer algo mais do que ganhar o escanteio. O jogo era chato. Os zeros pareciam que não sairiam do placar na etapa inicial. Abria a terceira cerveja quando, aos 42 minutos, na primeira finalização de fato, o Tricolor marca com Cícero, de cabeça, após cobrança de falta de Carlinhos Paraíba. Uma chance rara, um gol. Nada de muitos méritos.

Para o segundo tempo, Adilson Batista volta com Rivaldo no lugar de Henrique. Sim, em um time que está ganhando fora de casa é interessante ter alguém que segure bem a bola, mas o atacante a sair deveria ser William José, lento, e não a peça ofensiva mais rápida, que poderia ser útil nos contra-ataques. De cara, o Tricolor apaga. Primeiro lance ofensivo do Figueirense no retorno ao gramado e vem o empate. Claro, tome pressão. Só que a coisa muda um tanto em termos de aplicação. Com certa surpresa, confesso, vejo a garotada com relativa calma e suportando a correria do adversário. Mais surpreendente ainda é o que ocorre aos 18 minutos. O bom volante Casemiro faz belo lançamento para Rivaldo que, de centroavante (olha aí, Nicolau!), mostra a conhecida categoria e anota um golaço. Novo cenário de apagão. Principalmente de Xandão. Rogério salva uma cabeçada à queima-roupa. Vem o abafa natural dos catarinenses. O São Paulo também se mostra ao natural. Encolhe-se e busca os contragolpes. Depois da momentânea sonolência, a marcação acerta o prumo e segura a vitória. Os 2 x 1 garantem 38 pontos na classificação e a secação geral de domingo.  
A secação valeu, mas qual é a do São Paulo?

Pelos desfalques, pela mudança de postura em relação ao jogo contra o Fluminense – ao menos no que se refere à disposição – e essencialmente pela ótima rodada, a torcida ganha ânimo para a sequência do campeonato. O São Paulo, de uma tacada só, passou Vasco, Botafogo e Flamengo, e, de quebra, diminuiu para dois pontos a diferença do líder Corinthians. O problema é que essa história já foi vista. Se continuar a jogar em casa na proposta de três volantes e três velocistas na frente, sem conseguir se impor no campo ofensivo, o time corre o risco de desperdiçar, contra o Atlético Mineiro, no Morumbi, aquilo que ganhou em Florianópolis. Só que o próximo jogo, por várias condições, é especial. Feriado, partida de número mil de Rogério Ceni com a camisa do clube, estádio cheio e chance de assumir a liderança. É hora de mostrar, definitivamente, o que o Tricolor pode fazer na competição. Momento de se afirmar, de vencer um dos piores times do certame dentro de casa e passar a ser um anfitrião tão chato quanto é como visita.

quinta-feira, julho 28, 2011

Três TVs, três jogos, uma porção de calabresa e 17 gols

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Foi no Rei das Batidas, na zona oeste de São Paulo, onde assisti a três jogos da rodada. Com os também futepoquenses Maurício e Nicolau. No mesmo Rei das Batidas onde figuras como Mouzar Benedito e tantos outros alunos da USP se graduaram etílico-estudantes, três aparelhos de televisão sintonizaram três partidas diferentes de futebol pelo Campeonato Brasileiro. Alucinante efeito da TV por assinatura. Viva!

Da esquerda para a direita, o primeiro televisor mostrava o São Paulo enfrentando o Coritiba no Morumbi. No segundo aparelho, o Figueirense recebia o Palmeiras, no Orlando Scarpelli. A terceira estação era dedicada ao que se tornaria o melhor jogo da competição até aqui (e provavelmente até o final da edição 2011) entre Santos e Flamengo, na Vila Belmiro.

Palmas, palmas

Antes de qualquer comentário sobre as partidas em si, cabe uma nota sobre a reação de torcedores e secadores. Dada a profusão de gols (nove na peleja entre rubronegros cariocas e alvinegros da Baixada Santista; e sete entre o tricolor paulista e o alviverde da capital paranaense), a reação de cada agremiação ficou marcadamente destacada.

A cada um dos três primeiros gols do Peixe, santistas gritavam, urravam de orgulho pela volta de Neymar, Ganso e Elano – ainda que os dois primeiros gols tenham sido anotados por Borges. Depois, quando o Flamengo empatou o certame, os secadores celebraram, com exclamações igualmente primevas.

Quando, quase na reta final das partidas, o Palmeiras deixou seu gol da vitória sobre os catarinenses, veio o grito mais sufocado da noite. Como se ninguém ali, entre palmeirenses ocultados por tantos ecrãs brilhantes, acreditasse de verdade que, depois de uma derrota para o Fluminense, pudesse vir uma vitória fora de casa.

Muito, muito antes de o time de Luiz Felipe Scolari conseguir a sorte grande, vieram três gols do São Paulo.

Diferentemente dos tentos conferidos pelas demais equipes, o que se viu no democrático Rei das Batidas foi uma reação digna de lordes. Quiçá de gente indiferenciada. Nem bem se esboçaram gritos e logo veio uma sequência de aplausos.

Aplausos, simples e singelas aclamações com palmas. Sem palavras, sem gritos, sem interjeições nem palavras de baixo calão. Nem mesmo um convencional "chupa, coxa"; nada de "vai, tricolor". Só palminhas.

Inconformado, reprovei: "É tênis isso aqui?"

Foi coincidência, mas os são-paulinos presentes construíram sua posição de um jeito bem diferente dos demais torcedores. Nos três gols do Coritiba, os secadores – com menção honrosa para os corintianos – celebraram especialmente a participação de Bill em dois do escores conferidos pelos paranaenses. Ninguém cogitou só aplaudir, reação atípica e despropositada. Ninguém menos os tricolores. Vai entender...

Resultados

O jogo entre Santos e Flamengo merece caixa alta. O Jogo foi bom. Primeiro tempo que termina 3 a 3 merece nota de rodapé nos autos do futebol mundial. Se foram abertos três de vantagens e o empate foi cedido, já pode haver menção no texto sobre a história do ludopédio no período. Quando termina 5 a 4 para o time visitante que saiu perdendo, exige-se intertítulo e discriminação dos detalhes.

Que partida! Ainda mais porque Neymar jogou muito e fez dois. A zagua rubro-negra é pior do que a do Paraguai, mas como jogou o atacante santista!

São Paulo e Coritiba foi menos emocionante e teve desfecho menos feliz para este secador que escreve. Os 4 a 3 pró-time da casa foram suficientemente enervados para os torcedores que se deslocaram ao Morumbi. Com um pouco mais de esforço, os curitibanos poderiam ter atrapalhado mais um pouco a equipe de Adílson Batista. Dagoberto parece estar jogando mais do que em qualquer outra temporada anterior, mas o time oscila horrores durante os 90 minutos.

A terceira televisão ligada mostrou o jogo menos interessante da rodada. Pior para os catarineses, porque para o Palmeiras foi tudo bem. A vitória mínima veio arrancada, com gol marcado por Maurício Ramos, em um bate-rebate daqueles. Visto isoladamente, o gol seria só mais um. Mas numa quarta-feira em que assistiram-se a 16 balançadas de reda, a trombada do zagueiro verde fica até feia.

Se a gente for comparar com o que foi o terceiro gol do Santos, por Neymar, é melhor nem comentar. Então, melhor não ladear o que é diferente e só celebrar a habilidade onde ela existe: nos pés do santista, nos dos flamenguistas e na frigideira do cozinheiro que mandou uma calabresa na cachaça pra mesa.

Que rodada.

domingo, maio 29, 2011

Como em 2006, vitória suada nos acréscimos

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Há quase cinco anos, fui ao Morumbi no final da tarde de um sábado, 15 de julho, para ver o São Paulo enfrentar o Figueirense pelo primeiro turno do Brasileirão. Apesar de ter aberto o placar com Ricardo Oliveira, o Tricolor cedeu o empate e levou pressão dos catarinenses por quase todo o segundo tempo. Por pura sorte, já nos acréscimos, aos 46 da segunda etapa, uma cobrança de escanteio de Lúcio encontrou a cabeça do zagueiro André Dias, que decretou a suada vitória: 2 a 1. A partir daquele jogo, o São Paulo de Muricy Ramalho assumiu a liderança da competição e seguiu firme até ganhar o primeiro dos três títulos brasileiros que conquistaria em sequência.

Ontem, novo confronto entre as duas equipes, e também pelo primeiro turno - porém, apenas pela segunda rodada do nacional deste ano. E com horário diferente: 21 horas. Dessa vez, o frio que fazia na capital paulista me levou a optar por escutar o jogo pelo radinho de pilha. O péssimo primeiro tempo me convenceu de que tinha sido bom negócio ter ficado em casa. Já na segunda etapa, o São Paulo meteu duas bolas na trave, o Figueirense deu alguns sustos, mas o resultado só seria decidido - outra vez - nos acréscimos. Aos 47 minutos, no rebote de uma dividida de Rivaldo com a zaga adversária, o meia Lucas pegou a bola fora da área, girou e acertou um tirambaço: 1 a 0.

Molecada
O São Paulo, pra variar, jogou mal. Mas o mérito da partida contra os catarinenses foi a entrada de Wellington como volante titular e de Henrique Miranda na lateral-esquerda (a partir do segundo tempo). O volante foi um dos destaques da partida, merece a vaga de Rodrigo Souto, que, aliás, está sendo poupado para não fazer as seis partidas que o impossibilitariam de torcar de clube. Na minha modesta opinião, se o São Paulo contratar um lateral-direito, daqueles mais marcadores e que não sobem tanto, Jean poderia voltar para a função na qual sempre rendeu melhor, a de segundo volante. Porque Wellington é como Josué, protege a defesa e desarma.

E Henrique Miranda foi bem no lugar de Juan, que, como já observei, não tem condições de ser titular de um time de série A. É lento, não ajuda a defesa e não municia o ataque. A ida do preterido Junior César para o Flamengo remete à desastrosa troca de Arouca por Rodrigo Souto, no ano passado. Mas não adianta chorar o leite derramado - ou o lateral desperdiçado. Quem sabe o São Paulo também não busca na base um lateral-direito de fato? Assim, um esboço de time poderia ser: Rogério Ceni; lateral-direito, Rhodolfo, Xandão (ou Bruno Uvini ou Luiz Eduardo) e Henrique Miranda; Wellington, Jean, Casemiro (ou Rivaldo) e Lucas (ou Ilsinho); Dagoberto (ou Fernandinho) e Henrique (ou Luís Fabiano).

Claro, teria que combinar com Paulo César Carpegiani antes. Mas seria intressante, pois priorizaria os moleques da base. E Marlos poderia pegar o boné.

A vitória no último minuto, ontem:



A vitória no último minuto, em 2006:

sexta-feira, novembro 26, 2010

Bahia invade São Paulo

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Passados 24 dias da onda antinordestina nas redes sociais de internet brasileiras – e também fora delas – a capital paulista será palco de uma festa baiana. Ou melhor, do Bahia.

Em frente ao metrô Anhangabaú, recebi um panfleto da campanha Invasão Esquadrão de Aço, que convoca os torcedores desgarrados pela pauliceia desvairada a comparecer ao Morumbi neste sábado, 27, às 17h, para assistir o time de Márcio Araújo carimbar, diante do Bragantino, a passagem para a primeira divisão do Brasileirão.

A promessa é deixar o Morumbi mais ou menos assim

Em segundo lugar na Série B, com 65 pontos, a vaga está assegurada matematicamente para o ascenso, mas é a última partida da temporada. Adeus segundona! A promessa é de 30 mil pessoas com "alto astral" e jeito de "festa baiana", quiçá com trio elétrico e abadá – pena que ninguém mencionou acarajé e abará.

"Vamos possibilitar aos nossos torcedores que moram em São Paulo participar ativamente desta festa. Afinal, sempre que jogamos na capital paulista nossa torcida comparece para nos apoiar", convidou Marcelo Guimarães Filho, presidente do Bahia.

O evento acaba sendo incorporado às comemorações de 80 anos do clube, o que ocorre em 35 dias. Os ingressos variam de R$ 15 a R$ 80.

Também sobem Coritiba e Figueirense. A última vaga fica entre América-MG e Portuguesa – sendo que a Lusa precisa ganhar do Sport em Recife e torcer por tropeço dos mineiros contra a Ponte Preta em Campinas.

Mais:

Morumbi é ideal para parada gay, diz promotor

quinta-feira, março 19, 2009

Vestido rosa para jogador. Se a moda pega...

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O técnico do Figueirense, Roberto Fernandes, literalmente inventou uma moda. Fez o meia Jairo usar um "vestidinho" rosa em meio ao coletivo do Figueirense (foto).

Depois,tentou explicar que se tratava de uma "brincadeira": "No rachão que antecede o jogo são eleitos o melhor e o pior, sendo que o melhor recebe uma premiação e o pior tem que pagar um mico. Pode ser usada uma meia diferente no treino, ou outra coisa, como foi com o vestido rosa — explicou", em entrevista ao Zero Hora.

Segundo o jogador o castigo foi inventado pelo "colega" Roger, que levou o vestido da foto.

"É o castigo de quem for o pior jogador do treino — disse Jairo, conformado, afirmando ainda que a iniciativa de eleger o melhor e o pior faz parte do método do novo treinador", segundo o Zero Hora.

Será que algum time aqui de São Paulo pretende adotar o método?

domingo, dezembro 07, 2008

O desespero do rebaixamento

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Vou deixar para os sampaulinos escreverem sobre o título, até porque acompanhei com mais interesse o desespero do rebaixados. E ficou mais uma vez a lição, não dá para deixar para a última rodada a tentativa desesperada de fuga da segundona. E confirmou a previsão do Futepoca há algumas rodadas (veja aqui). 


E o destaque negativo foi o Vasco, que mesmo com chance de escapar da degola perdeu para o Vitória em casa. Mais dramático ainda foi um torcedor que subiu à marquise de São Januário e ameçou suicidar-se.  Foi contido pelos bombeiros, mas é sintomático ver como o futebol mexe com as pessoas.

Já o Figueirense fez sua parte, ganhando de um Inter reserva em sua casa, acabou como o mesmo número de pontos do Náutico, mas tropeçou no segundo pior saldo de gols do campeonato (- 24).

Já os nordestimos só se livraram por conta do empate sem gols na Vila Belmiro, mas o desepero persistiu até os 50 minutos do segundo tempo, quando o goleiro Fábio Costa foi para a área tentar fazer um gol. Não entendi nada, já que o Santos não corria riscos mais. Declaração do Domingos depois do jogo, dizendo que aquela partida deveria ser como uma final me deixou ainda mais confuso. Será vontade de ir para a Sul-Americana?

Sobre Ipatinga e Portuguesa nada a declarar, já que nada mais queriam na última rodada.

PS. Não joguem toda a culpa do rebaixamento nas costas do Roberto, como se pessoas como o Eurico não tivessem culpa pelo desmonte que fizeram do clube na última década. Que a Cruz de Malta faça sua lição de casa e volte para a primeira em 2010, no campo.

domingo, novembro 23, 2008

São Paulo quase campeão

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A sensação ao fim da 36ª rodada do Brasileirão foi um grande "como assim?". Como assim o Grêmio toma uma sacolada do Vitória? Como assim o Cruzeiro vence o Flamengo com um pênalti não marcado para os cariocas (não vi, mas estou lendo nos sites que foi pênalti mesmo)? Como assim deu tudo certo para o São Paulo?



Toda a teoria da decisão na última rodada foi por água abaixo depois dessa. A suada vitória do São Paulo sobre o Vasco abriu um abismo de 5 pontos entre líder e vice-líder. Só duas combinações de resultados tiram o título do Tricolor paulista, e nas duas o Grêmio tem que ganhar os dois jogos restantes. Já o São Paulo precisaria perder as duas ou perder uma e empatar outra. Difícil... o São Paulo já é 80% campeão.

Rebaixamento

Assim como na parte de cima da tabela, lá na rabeira tem time se aferrando à matemática para acreditar que ainda dá. O Ipatinga perdeu para o Palmeiras, como era esperado, e viu a diferença para o Náutico chegar a 6 pontos. A única possibilidade para time mineiro é vencer as duas próximas partidas e torcer para que nenhum dos companheiros na zona da degola ultrapassem os 40 pontos. Mais difícil do que o São Paulo perder o título.

Portuguesa e Vasco, com 37 pontos cada, também têm tudo para deixar as colônias portuguesas decepcionadas. Até dá para escapar, mas os times são ruins demais para dar esperança aos torcedores. Repetindo o que já é senso comum por aí, pena que o Vasco vá cair com Roberto Dinamite na presidência. Deve ser praga do Eurico.

Figueirense e Náutico disputam a última "vaga" na Segundona, mas o Atlético-PR e até o Santos ainda têm chances.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Os "quase" rebaixados

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Com a ressalva de que neste campeonato tudo muda na próxima rodada, para mim os quatro rebaixados deste ano estão praticamente definidos. Dos quatro últimos de agora, no máximo escapa 1. 


Faltando três rodadas, ou nove pontos, pela primeira vez o último fora da zona de rebaixamento abriu três pontos de diferença.

Sem contar que os quatro na degola são também os times com piores saldos de gols. Ipatinga (-25), Figueirense (-29), Portuguesa (-19), Vasco (-15). O primeiro fora, o Náutico, tem -10. 

Os três últimos também têm número de vitórias menor (8 ou 9) que os mais bem colocados, o que é o primeiro critério de desempate.

Vamos à situação de cada um

Ipatinga: rebaixado. Precisa ganhar os 3 jogos que faltam Palmeiras (F), Grêmio (c), Fluminense (f) para chegar a 43 pontos. Só escapa por milagre.

Figueirense: quase rebaixado. Precisa ganhar do Náutico (c), Botafogo (f) e Internacional (c). Só tem chance de se salvar se vencer o confronto direto contra o Náutico. 

Portuguesa: quase rebaixada. Pega Goiás (c), Sport (c) e termina contra o Cruzeiro no Mineirão. são jogos menos difíceis, mas precisa ganhar os três. Se vencer dois e empatar um, fica com 43 pontos, o que é ainda arriscado.

Vasco: quase rebaixado: Pega São Paulo (c), Coritiba (f) e Vitória (c). Como tem 37 pontos, precisa ganhar duas e pelo menos empatar uma. A decisão é contra o SP, se perder já era. Pena que isso aconteça no primeiro ano do Dinamite. Gostaria que a bomba (trocadalho) tivesse estourado à época do Eurico, o responsável pela situação atual.

quarta-feira, novembro 05, 2008

O pior campeão brasileiro (dos pontos corridos)

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Independentemente de quem ganhe, embora com grandes chances para o São Paulo, o campeão brasileiro deste ano deve ser o pior time da era dos pontos corridos, pelo menos o que fez menos pontos.


Na comparação com 2006 e 2007, que tinham 20 times (antes eram 22), no ano passado o mesmo São Paulo fez 77 pontos, o máximo que pode conseguir neste ano se ganhar os cinco jogos que restam, o que duvido. Em 2006, o mesmo time fez 78 pontos.

A diferença entre o primeiro colocado e o último também é a menor levando em consideração os três campeonatos. Neste ano, o último, o Ipatinga tem exatamente a metade dos pontos do líder até esta rodada (62 a 31). No ano passado, o América de Natal fez 17 pontos contra os mesmos 77 do (ok. foi um caso à parte), mas, em 2006, o Santa Cruz fez 28 contra 78 do campeão SP.

Números não querem dizer nada, odeio os cabeça de planilha do futebol, estilo Folha de S.Paulo, mas os desta edição do CB acabam confirmando a falta de futebol que se vê em campo, sem nenhum time que se destaque.

Para terminar, palpite para o rebaixamento: para mim caem Ipatinga, Figueirense, Vasco e Portuguesa, coincidentemente os de pior saldo de gols. 

domingo, outubro 26, 2008

Vitória tranqüila do Santos. Até certo ponto.

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"Taticamente é um time que tem condições melhores de jogar fora de casa. Temos uma marcação forte, uma bola aérea muito boa e vamos jogar em campos maiores que o nosso. Tudo isso soma." Era assim que o treinador do Figueirense, o retranqueiro assumido Mário Sérgio, justificava a preferência por atuar fora de casa. Afinal, foi assim que ele empatou com o Palmeiras no Palestra, por exemplo. Ao contrário do que mostra a tabela, a equipe catarinense é “encardida”.


Contra o Santos, o Figueirense começou bem. Pressionou e deu pouco espaço no meio de campo, conseguindo tocar bem a bola no campo peixeiro. A zaga reserva santista, desentrosada, parecia que iria entregar o ouro em algum momento. E quase entregou. O clube catarinense teve a grande oportunidade de sair na frente com uma penalidade. Mas Fábio Costa defendeu.

A partir daí o time da Vila foi outro. Com mais movimentação e aproximação dos homens de meio na área, o Santos pressionou e, em dois minutos, fez dois gols: o primeiro com Molina e depois outro com um belo lance de Bida, após um lançamento perfeito de Rodrigo Souto. A vantagem fez a equipe da casa ir mais tranqüila para o vestiário, mas o time não atuava bem.

Na segunda etapa, o Figueirense tentou vir pra cima, com Mário Sérgio colocando Rodrigo Fabri – aquele – em campo. A toada seguiu igual, mas, aos 13 minutos, Márcio Fernandes substituiu Róbson, que apanhava da bola o tempo todo, por Michael. E aos 16, após cobrança de escanteio, Rodrigo Souto fez o terceiro, um gol mais que merecido. Ele vem se firmando a cada partida como um belo meia, um segundo volante que marca lealmente e também tem capacidade de armar muito bem, algo raro nos gramados tupiniquins.

Daí em diante, partida morna. O que o Santos tentava era fazer com que o artilheiro Kléber Pereira fizesse o seu, após ter estado ausente na vitória contra o Botafogo. Perdeu três chances incríveis e não marcou. A zona do rebaixamento está mais distante e a perspectiva para 2009 parece ser melhor.


Na última rodada, Grêmio e Botafogo escalaram atletas que haviam recebido punições severas pelo STJD graças ao famoso efeito suspensivo. O Corinthians havia tido seu pedido em prol do zagueiro Chicão negado, mas uma semana depois conseguiu a liberação do mesmo para a partida contra o Ceará. Houve nesse caso uma incrível redução de pena de 120 dias para dois jogos, já cumpridos.

Até aí, tudo normal. Há comissões no STJD que são rigorosas e, quando se recorre ao pleno do Tribunal, as penas são revistas ou surge o famoso efeito suspensivo. Fica tudo bem. Menos para o Santos, clube que tentou e não conseguiu liberar Domingos e Fabiano Eller para a peleja contra o Figueirense.

Isso, somado à inabilidade da diretoria que, em dado momento de 2008, deixou o clube quase sem zagueiros, fez com que o Peixe entrasse no gramado com Adaílton e Fabão. O primeiro já havia se posicionado mal em lances simples e cometeu um pênalti infantil que quase complicou a vida peixeira. Algo normal para quem vem de um período longo de inatividade. Mas, dada a situação, fica a pergunta: quais são mesmo os critérios do STJD?

sábado, setembro 27, 2008

Vandinho livra a cara de Caio Júnior

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Quando o atacante Vandinho, um dos artilheiros do ano no Brasil por sua atuação no Avaí, se posicionou para entrar no lugar de Ibson, o Maracanã foi quase unânime. A impressionante torcida do Flamengo, que compareceu em mais de 40 mil pessoas mesmo com a torrencial chuva no Rio de Janeiro, xingou Caio Júnior de burro. Era preciso reverter a derrota parcial por um a zero contra o Sport, mas o time, apesar da pressão, não dava mostras de que conseguiria, embora o clube pernambucano, muito recuado, cedesse campo para os cariocas atacarem.

Mas aos 36, Vandinho prende a bola, espera a passagem de Juan, e toca de volta para o lateral fazer o gol de empate. E aos 43, em um jogada curta de escanteio, o mesmo Vandinho finalizou de cabeça, com um peixinho que fazia jus ao encharcado gramado. Vitória de virada que garante o clube no G-4 nesta rodada, já que o São Paulo, imediatamente atrás, tem duas vitórias a menos.

Enquanto o Sport confirmou sua performance de time caseiro (28,5% de aproveitamento fora de casa), o goleiro Bruno, ao fim da partida, agradeceu o apoio e também a cobrança da torcida rubro-negra que enfrentou o temporal. E esse foi o diferencial em 2007 que trouxe o Mengão para cima. A incrível massa que, no mínimo fio de esperança que o time lhe dá, se agarra nele e carrega elencos medianos para o alto.

E o Goiás?

Foi a quinta vitória seguida, incontestável novamente. O líder do segundo turno derrotou o Vitória por 3 a 0 e mantém sua incrível recuperação. A equipe de Hélio dos Anjos já tem 42 pontos e quem se destacou na partida foi o lateral-esquerdo Júlio César, que marcou dois gols e deu assistência para o tento de Paulo Baier. A quatro pontos do G-4, o clube esmeraldino dá pinta de que pode chegar.

Já o Atlético (MG) só empatou com o Figueirense do xerife Mário Sérgio em casa, 0 a 0, e fica um pouco mais distante do bloco de cima. Como o fim da rodada deve deixar o Galo entre sete e cinco pontos da zona de perigo, o resultado não é desesperador, mas o mau futebol jogado contra uma equipe que vem em queda livre é um sinal de alerta.

quinta-feira, julho 17, 2008

Mas... não era culpa do Leão?

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Quando o ex-treinador do Santos Émerson Leão disse em sua saída que o time precisava de reforços e que, daquele jeito, não iria muito longe no Brasileirão, o capitão Fábio Costa respondeu por meio da imprensa. “Eu acho que a culpa pelo mau momento do time não é exclusivamente do grupo. O Leão tem a sua responsabilidade.” Quando a crítica era relativa à falta de líderes no elenco, de novo o arqueiro contestou. “Nosso grupo tem líderes muito positivos, apesar dele dizer que não tem líder aqui. Além disso, temos jogadores cobiçados, como Rodrigo Souto, Kléber Pereira, Kleber... Como um elenco que tem esses jogadores não tem qualidade?”.

Pois é. Se Leão era autoritário, Cuca é quase o exato oposto. Um comandante que prima pelo diálogo, tanto que voltou atrás da decisão de concentrar de forma antecipada a equipe na partida contra o Atlético-PR, atendendo um pedido do goleiro-capitão. E o time perdeu. Três partidas depois continua sem vencer. Contra o Figuierense, derrota de 3 a 0. Parece que o suposto autoritarismo não era o problema.

E as opções táticas? Muitos criticavam Leão por insistir com Wesley. O garoto foi sacado e o time... piorou. Outros clamavam por dar chance a Tiago Luís. Entrou como titular e em outras ocasiões atuou meio tempo com Cuca. E nada. Kléber Pereira, sob “nova direção”, decaiu de forma abrupta e, mesmo com os dois gols contra o Botafogo, continua devendo.

E Kléber... ah, o “selecionável” que muitos diziam que tinha que jogar no meio. Está lá ele, com liberdade, jogando um futebol pífio, errando bolas e jogadas ensaiadas pelo pobre técnico que até tenta, mas não consegue ser correspondido pelos atletas. Errou na marcação do primeiro gol do Figueirense, quando Edu Salles sequer precisou sair do chão pra marcar o segundo tento da equipe da casa.

Claro que a diretoria tem uma parcela (enorme) de culpa no que acontece hoje, e essa situação era até previsível que acontecesse. Mas fizeram crer que o futebol mediano do Santos era culpa de Leão. A realidade mostra que não era e seu estilo de enfrentamento foi o que sustentou a equipe com surtos de bom futebol no Paulista e na Libertadores. Hoje, o Peixe é o que é.

E onde estão os líderes que Fábio Costa disse que o time tinha? O goleiro tem feito boas atuações, outras nem tanto, e agora está contundido. Mas tomou as dores de um grupo que não respondeu em campo. E, ele mesmo, voltou cinco quilos acima do peso quando regressou das férias, algo inadmissível para um profissional de clube grande, o que Leão não tolerou, mas que a diretoria acatou e apaziguou.

E essa cultura de tolerância excessiva, onde os atletas fazem quase tudo o que querem, é que deve ser enfrentada. Cuca, que pediu demissão, não aceita por Marcelo Teixeira, se ficar terá que fazer isso, enquanto os hesitantes diretores santistas, ao contrário do que fizeram com seu antecessor, devem apoiar o treinador. Por uma questão de coerência e justiça. Ou então é melhor entregar a direção do clube a algum dos “líderes” do elenco. Assim o torcedor pode começar a assistir as partidas do Corinthians e se preparar para a Série B em 2009.

*****

Pra constar, trecho de post escrito à época da queda de Leão (uma vitória, um empate e uma derrota no Brasileirão).

Torcedor santista, o ano acabou após a eliminação da Libertadores. Como todo longo reinado administrativo que preza pela incompetência, vide casos Dualib e Mustafá, a luta agora é contra o destino que os clubes dirigidos por eles tiveram: a Série B. Oremos pelo melhor técnico e esperemos 2009. Diante do cenário, só a queda de Muricy Ramalho e uma improvável contratação do mesmo por parte do Santos salvam o semestre.

sexta-feira, junho 27, 2008

Ana Paula aprovada: "não terei mais problemas com testes físicos"

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Reprodução TV Globo
Mais em forma do que quando posou nua para a revista masculina Playboy, a assistente de arbitragem Ana Paula Oliveira foi aprovada no teste físico da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Desde sua volta aos gramados, em fevereiro, a bela estava relegada às divisões inferiores do campeonato paulista.

Ela garante que nunca mais perderá a forma. "Questionaram muito minha condição física. Achei que foi injusto, porque estava apta até sofrer a lesão na perna", protesta em seu site. "Por esse motivo não consegui fazer aquelas provas. Agora, Enquanto vocês ouvirem falar sobre Ana Paula no futebol, não terei mais problemas com testes físicos."

No Estádio Célio de Barros, no Rio de Janeiro, palco do teste, ela revelou à imprensa que ainda não se considera no melhor de sua condição física, mas conseguiu realizar a série de exercícios exigida, seis tiros de 20 metros em menos de 6,4 segundos, seguidos de 20 corridas de 150 metros em até 35 segundos cada (foto). Cumprida a tarefa de tirar o fôlego, a bela caiu no choro, emocionada.

O resultado é o mínimo para ela poder bandeirar jogos na primeira divisão do campeonato nacional feminino. Para retornar aos gramados frequentados por marmanjos, ela precisa cumprir as exigências de um teste mais intenso.

A última partida importante foi a polêmica disputa entre Botafogo e Figueirense, em 2007, pela Copa do Brasil. Na geladeira, ela posou para a edição de julho da citada revista e desfilou nas passarelas de um evento de moda.

Ela não revelou se mantém ou não os planos de se candidatar a vereadora em São Paulo. Apesar disso, ela promove uma enquete, em sua página, perguntando duplamente aos internautas paulistanos, se a moça "deveria ser candidata a vereadora? E terá chance?" Os fiéis seguidores das curvas e idéias da aspirante a política não decepcionam: 67,5% acreditam que sim.

sábado, maio 31, 2008

No plantão

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Acompanhando os jogos das 18h10, no plantão da firma, leio a melhor frase do dia, na narração de Figueirense x Goiás feita pelo Terra.

40 min - "Rodrigo Fabri cobra falta da meia direita e a bola quase sai do estádio"

E pensar que um dia foi chamado de craque.