"Emerson Leão chegou à conclusão definitiva de que sair do Santos era o melhor caminho quando ouviu do presidente do Conselho Deliberativo santista, José da Costa Teixeira, que não havia mesmo dinheiro para nada.
'Mas, então, vamos jogar só para não cair?', Leão perguntou.
'Exatamente, para não cair', foi a resposta."
O diálogo acima foi reproduzido pela imprensa e já mostrava o que seria o resto da temporada para o Santos. O clube não estava disposto a investir em contratações, até porque não podia. Estava, sim, louco pra vender. Mas os compradores não surgiram, os contratos de gaveta fizeram com que diversos atletas saíssem sem qualquer compensação financeira para o Santos e a situação foi ficando desesperadora.
Veio Cuca. O time contratou. Incrivelmente, a diretoria passou a negociar redução de salários com dois jogadores que chegaram há menos de um mês. O atacante Cuevas aceitou, parece que Roberto Brum não. Havia quem acreditasse que o volante sairia por deficiência técnica, já que jogou (e mal) somente 20 minutos desde que chegou na Vila. Mas está claro que se ele topar ganhar menos, pode ficar. É como um reconhecimento tácito da diretoria: "olha, você é ruim, mas se a gente gastar menos com você, pode ficar aí. Não tem ninguém mesmo." Dá pra imaginar como é trabalhar em um lugar assim, não?
Ontem, no intervalo do jogo, Marcelo Oliveira colocou um jogador de marcação para corrigir o buraco no lado esquerdo da sua defesa. Cuca fez o mesmo. Olhou pro banco e só viu Hudson para a posição. Colocou o atleta na "máquina de moer garotos" que o time se tornou. E ele jogou mal. O time perdeu poder ofensivo e a retaguarda continuou frágil. O técnico mexeu mais na equipe, acabou com o esquema de três zagueiros, alterou o que pôde. Nada mais podia fazer. Perdeu-se. Já havia se perdido tempos atrás, quando aceitou as imposições do elenco, quando abriu mão de concentrar os jogadores por pedido de Fábio Costa, quando aceitou ser insultado e nada fez.
Petkovic falou após o jogo: "Nós aproveitamos os erros deles". Foi isso. Houve um time que mereceu perder. Qualquer que fosse o adversário, venceria só se aproveitando do sem-número de falhas do Alvinegro, principalmente no segundo tempo. Um arremedo de equipe em que nenhum jogador se aproxima do outro para receber, onde nenhuma das jogadas ensaiadas de Cuca, e que resultavam em gols no Botafogo, é executada. Um bando desorganizado onde o "capitão" Kléber, o pior passador do Brasileirão, não consegue acertar uma, UMA só cobrança de falta. E não é de hoje. Não é de ontem. É assim há tempos. Justo ele, cujo pai reclamou que seu nome era cogitado como "moeda de troca" com o São Paulo. Parece que no Morumbi há dirigentes um pouco mais espertos e ninguém quis ver o jogador com a camisa tricolor.
O elenco tem poucas opções desde o começo do ano e isso não vai mudar. Nenhum treinador de ponta vai querer treinar o Santos. Sobrem os refugos e as apostas. Mas só Luxemburgo deverá dizer por telefone ao presidente (sic) quem deve ser o escolhido para penar com o time durante o segundo turno. E o pobre torcedor, impulsionado pela paixão, vai à Vila ver o clube fazer história pelo avesso.
O Santos não precisa cair pra Série B. Já joga como se lá estivesse.
Mais da previsível desgraça santista:
Leão cai
Mas não era culpa do Leão?
Mas não era culpa do Leão? II
Os garotos não merecem ser sacrificados
O Santos nunca foi tão desanimador
Quinta-feira, Agosto 07, 2008
Espírito de Série B
Segunda-feira, Agosto 04, 2008
Ganhar do lanterna é obrigação
Os 2 a 1 do Palmeiras sobre o Ipatinga em Minas Gerais foi, por um lado, obrigação. O time mineiro é favorito ao rebaixamento e lanterna da competição.
Mas em 2007, um dos 17 pontos do América de Natal foi conquistado diante do Palmeiras, em Natal. Mas isso foi com um elenco bem mais limitado. O Ipatinga não é o América do ano passado, mas time que quer brigar por alguma coisa que valha, tem que somar três pontos contra as equipes mais fracas.
Valdívia foi bem, marcou dois gols, criou jogadas, correu. E deu um carrinho que, na minha opinião, foi bem punido com cartão amarelo. Ele até pega a bola, mas a posição de onde ele vem é desfavorável e, ao pegar a perna do adversário junto com a bola, consiste em falta.
Cartão mal aplicado foi a Kléber, o desgovernado, que dividiu e tomou cartão. Depois do lance, evitou trombadas. Claramente visado – deu motivos para isso – mas continua claro que ele não pode entrar duro em nenhum lance.
E Alex Mineiro perdeu um pênalti. Em um misto de empurra-empurra com se jogar para trás – que poderia perfeitamente não ser marcado –, o centroavante se encarregou de diminuir o peso da polêmica: chutou tão no canto que pôs a bola para fora.
No final do jogo, o alviverde paulistano ainda conseguiu a proeza deixar o Ipatinga criar jogadas. Tanto que diminuiu a diferença.
Mas a segunda vitória fora do Palestra Itália no campeonato é bem vinda, garantiu o terceiro lugar. A próxima partida, na quinta-feira, é contra o Vitória, em casa. O time baiano saiu da zona de classificação para a Libertadores. Missão nada fácil para o Palmeiras manter o bom aproveitamento dentro de seu estádio.
Quinta-feira, Julho 17, 2008
Diante do Fluminense, reencontro com a vitória e com o G4
A vitória de 3 a 1 do Palmeiras sobre o Fluminense trouxe o Verdão de volta à quarta posição. O único paulista a figurar na zona de classificação para a Libertadores.
O primeiro tempo foi equilibrado. O segundo, uma tranquilidade. Na volta para o segundo tempo, logo aos 4 minutos, o segundo gol. Depois, o terceiro saiu por insistência.
As boas notícias são três. Primeiro, o time não começou o jogo apático quanto nas últimas três partidas. Levou uma canseira – Dodô apareceu na cara do gol e o Fluminense conseguiu empatar – mas nos outros jogos, nem criar chances de gol o time conseguia no início. Segunda: Valdívia apareceu, chutou, buscou jogo. Terceira: Diego Souza, Denílson e os laterais Élder Granja e Leandro estiveram bem. O lado ruim, a zaga e o temor de que a falta de regularidade permaneça.
Kléber e os zagueiros
Foi motivo de troça de 9 em cada 10 comentaristas o fato de Kléber ter marcado dois gols de cabeça na boa defesa do tricolor carioca. O atacante palmeirense que deixou passar despercebida a ausência de Alex Mineiro tem 1,73m. Os zagueiros Thiago Silva, 1,83 m, e Luiz Alberto, 1,86 m têm 13 e 16 centímetros a mais.
Mas peraí: Alex Mineiro tem 1,75m. Se ele fizesse gol de cabeça estaria tudo bem para a zaga adversária? Kléber, o desgovernado, se posicionou bem, disputou a bola e cabeceou. Também tem mérito aí, porque os zagueiros estavam em cima do lance (mais no primeiro do que no segundo gol).
Falha muito mais grave, na minha visão, foi a da dupla Jeci Gladstone, que deixou Washington livre, ao lado de Rafael, colega da camisa 2, para marcar o tento dos visitantes. A bola de Thiago Neves foi tão bem lançada quanto as de Denílson e Leandro. Washington é oportunista até dizer chega. Mas o defensor verde mais próximo estava a um metro do centroavante. Na pequena área.
Da crise ao tudo bem
O Observatório Verde sempre critica a sanha da imprensa em apontar crise no Palestra Itália. É fato, embora não seja exclusividade de tratamento.
Basta uma vitória em casa depois de uma sequência de três partidas sem marcar três pontos, o time está em quarto, e voltam às manchetes a "soberania" do Palmeiras. Mais devagar. Até o Marcos está cobrando regularidade ao time. É isso que precisa, mas isso não tem sido demonstrado até aqui no Brasileiro.
Segunda-feira, Julho 14, 2008
Kléber Pereira salva Cuca. Por enquanto...
“Infelizmente, o resultado foi justo”. As palavras do volante Túlio, do Botafogo, mostram o que foi o duelo dos nauseabundos Alvinegros ontem na Vila Belmiro. Um sem-número de chances desperdiçadas de ambos os lados e um resultado que, se foi ruim para o Santos, poderia ter sido bem pior.
Pelo menos era isso que se prenunciava no início do primeiro tempo. Aos 17, o Fogão já vencia por 2 a 0, um belo gol de falta e uma falha inacreditável da zaga que deixou Wellington Paulista livre no segundo tento, uma bola difícil, mas defensável. O Botafogo poderia ter feito o terceiro, mas Jorge Henrique desperdiçou em um lance que Fábio Costa já estava fora da área Esse lance está entre os cinco gols mais perdidos da rodada, clique aqui).
O Peixe também perdeu seus lances, principalmente com Lima, mas um gol a mais do rival ainda no primeiro tempo poderia prenunciar uma catástrofe para o time da Vila Belmiro. Azar do Botafogo, que deu sobrevida a um cambaleante Santos na segunda etapa.
O estreante Roberto Brum saiu aos 25 minutos de partida (sem Rodrigo Souto, vai ficar difícil...) para ceder lugar ao meia Róbson e no intervalo Kléber Pereira entrou no lugar de Tiago Luís. Aliás, muito santista reclamava que o garoto, o “Messi” de Wágner Ribeiro, não tinha muitas chances com Leão. As que teve com Cuca, não aproveitou e ontem o comandante perguntou, quase no fim da primeira etapa: “Você quer sair?”. O menino, sem entender, respondeu: “Não”. E o treinador: “Então joga!”.
A paciência de Cuca com Lima, após perder sua terceira grande chance de gol, também acabou e Molina foi para o jogo. O Santos se mandou pra frente, mas conseguiu ocupar melhor os espaços no meio de campo, correndo menos riscos atrás. Assim, saíram dois gols do preterido Kléber Pereira, que voltou a marcar depois de oito partidas. O segundo, a bem da verdade, em impedimento, mas daqueles complicados de marcar (pra quem disser que falo isso só porque foi a favor do Santos, recomendo a leitura desse post, em que afirmo o mesmo em um lance contra o Peixe). Michael poderia ter decretado a virada no final, mas não fez.
O fato é que, mesmo revertendo uma derrota certa, o resultado não alivia a situação do Santos. Cuca já ameaça roer a corda e, inclusive, acena com dispensa de atletas. “A qualidade do grupo é boa, com jogadores de bom caráter. Mas tem que fazer por merecer para permanecer em um time grande. É difícil chegar até aqui. Quem está em uma grande equipe, não pode se acomodar”, disse o técnico.
E perguntar não ofende: Kléber, quando você vai voltar a jogar bola?
Sphere: Related ContentTerça-feira, Julho 01, 2008
Kléber, a besta
Em entrevista ao repórter Bruno Winckler, do Jornal da Tarde, o atacante Kléber (que já foi tema de post aqui e foi citado aqui) mostrou ser tão inábil com as palavras como é violento dentro de campo. O personagem da vez no Palmeiras, que nesse campeonato Brasileiro vem sendo expulso jogo sim, jogo não, tentou se defender das acusações de deslealdade. Só conseguiu ficar mais comprometido.
Para começar, o brutamontes diz que sua expulsão no jogo contra o Náutico foi injusta. E justifica contando como se deu o lance:
"Os jogadores do Náutico pressionaram bastante depois que eu tive um encontrão com o Eduardo (goleiro). (...) Eu pedi desculpa. Não foi intencional. Futebol é jogo de contato. O juiz falou que não ia tolerar mais esse tipo de jogada e que eu ia precisar me controlar. Disse que ele estava me ameaçando. ‘Você não quer mais que eu jogue, é isso?’. Depois eu falei que ele estava deixando se pressionar. Na hora que levei o amarelo, reclamei e disse que já tinha me tirado do próximo jogo. Não precisaria me expulsar. Claro que falei em um tom mais alto, mas não ofendi ninguém."
Agora a gente conta. 1 - Tromba violentamente no goleiro, ainda que sem intenção (colher de chá). 2 - Acusa o juiz de ameaça. 3 - Acusa o juiz de ser levado pela pressão do adversário. 4 - Leva o amarelo. 5 - Lembra o árbitro de que já está suspenso, em um tom "mais alto" (a troco de que, cristo?). E o cabra não quer ser expulso? E isso é o próprio Kléber contando, ou seja, versão suavizada.
Mais a frente, solta essa: "A maioria dos lances em que levo cartão há uma disputa normal de jogo."
Mas a melhor parte vem no final.
"Tem jogador que é muito macho de te ameaçar em um jogo, mas se te encontra numa festa, com sua família, não faz nada"
O que o donzelo queria? Que os outros atletas o encontrassem na rua e o chamassem pra briga? É muita falta de noção.
(esse post pode - ou não - virar uma nova seção no Futepoca: Entrevistas Comentadas. Tem muita pérola solta por aí que merece ser destacada)
Domingo, Junho 29, 2008
O Santos tentou, mas a Lusa não deixou
Diante menos de cinco mil torcedores, já que o estádio do Canindé não pode receber um público maior do que esse e a diretoria do Santos não quis fazer as duas partidas contra a Lusa no Pacaembu, o clássico paulista do sábado terminou em um merecido 0 a 0. Uma partida fraca tecnicamente, com poucas emoções, em que a Portuguesa teve uma chance de ouro no final, com Fábio Costa salvando a pátria alvinegra.
O técnico Cuca armou a equipe com três zagueiros, liberando os alas Apodi e Kléber para apoiar mais o ataque. Com o afoito Adriano no meio, junto com Rodrigo Souto, o Santos acabou sofrendo riscos já que a Lusa caía pelas laterais, aproveitando bem o atacante Diogo, que se movimentava tanto na direita quanto na esquerda. Mesmo assim, a Portuguesa teve apenas uma chance clara no primeiro tempo, um chute defendido com os pés pelo goleiro peixeiro. Apodi também teve uma boa bola na frente, mas errou ao tentar passar para Kléber Pereira e obteve somente um escanteio.
Na segunda etapa, o Santos voltou com o jovem Tiago Luís no lugar de um apagado Lima. Jogando mais na esquerda, com Wesley na direita, o Santos começou a atacar mais o recuado time do Canindé. Mas os alas não correspondiam. Apodi aparecia mal no ataque e Kléber teve novamente uma pífia atuação. O atleta da seleção errou lançamentos, cruzamentos, passes longos e curtos... Enfim, parece ter sentido a responsabilidade de ser o principal condutor da equipe. Dos 39 passes errados do Alvinegro no jogo, simplesmente 15 foram dele, disparado o pior passador do time.
Aos 15, Molina entrou no lugar de Apodi e o Santos prosseguiu pressionando, mais com chutes de fora da área. A retaguarda lusitana só sofreu uma ameaça mais séria na primeira jogada de Quiñonez - que entrou no lugar de Wesley aos 42 -, quando o equatoriano chutou para uma bonita defesa de André Luís. A Lusa teria sua grande chance no final, mas, como dito acima, Fábio Costa defendeu o arremate de Diogo. Com leve vantagem rubro-verde na primeira etapa e um também suave domínio santista no segundo tempo, o empate foi justo, e bem característico do fraco futebol tupiniquim.
Mimetismo midiático
Um lance curioso ocorreu aos 38 do primeiro tempo. No rebote de um escanteio, Preto lançou, Bruno Rodrigues tocou de cabeça e Washington chutou para o gol. O auxiliar, de forma correta, já havia levantado a bandeira quando Bruno, impedido, recebeu a bola. Mesmo assim, o atacante luso finalizou (não teve culpa por continuar o lance, já que tudo foi muito rápido).
O que se sucedeu na transmissão da Sportv foi que o locutor Milton Leite disse, mesmo após o replay, que Washington estava em condição legal e que o bandeira estava errado. Não adiantava eu esbravejar na frente da televisão dizendo que o impedimento marcado foi no passe de cabeça de Bruno Rodrigo. Não sei se era desatenção, má vontade ou desconhecimento da regra de parte do narrador.
Logo depois da partida, às 18h20, um texto do Globo Esporte dizia que o gol havia sido mal anulado. Ou seja, seguiram a “verdade” da narração. O mais curioso mesmo é ver hoje a matéria do jogo, no mesmo veículo, “corrigindo” a informação. Claro, sem avisar que havia errado anteriormente. A pressa é terrível, todos sabemos, e filha da necessidade do jornalismo online. Mas não custa ter um pouco de humildade e reconhecer que errou ou alertar o leitor que a matéria foi modificada.
Sábado, Maio 17, 2008
Kléber: de pretenso Kaká a futuro Sandro Goiano
Há exatamente uma semana, eu conversava com três palmeirenses sobre o comportamento do atacante Kléber, emprestado por seis meses pelo Dínamo de Kiev, da Ucrânia, para o Palmeiras. Campeão paulista, com três gols marcados (inclusive o que garantiu a vitória contra a Ponte Preta em Campinas, na primeira partida decisiva), o atleta protagoniza jogadas explicitamente desleais e, calado e sério, parece manter totalmente a calma após as agressões, de forma fria e calculista. Não estou falando apenas da cotovelada em André Dias, do São Paulo (acima), na primeira fase do Paulistão. São muitos lances parecidos, como na decisão contra a Ponte Preta no Parque Antártica, quando, na queda após uma dividida, virou o pé e acertou propositadamente a sola e as travas da chuteira na cara do adversário. Maldade pura.
Pois então, falando sobre isso, todos os palmeirenses concordaram comigo. Dito e feito: hoje, Vanderlei Luxemburgo afastou Kléber do elenco e ele não enfrenta o Internacional de Porto Alegre amanhã, pelo Brasileirão.
O motivo? Num simples treino, ontem à tarde, o atacante quase aleijou o zagueiro reserva Maurício, que saiu carregado de campo. É surpreendente esse tipo de comportamento, principalmente para quem, como eu, se lembra do início da carreira do atacante. Revelado pelo São Paulo, Kléber Giacomance de Souza Freitas era um cara franzino (à direita), que se destacava pela rapidez e oportunismo nas categorias de base e na seleção brasileira sub-20. Em 2003, aos 20 anos, assumiu a posição de Kaká, vendido para o Milan, e marcou 10 gols em seis meses de temporada profissional pelo tricolor paulista.
Pelo bom desempenho na Copa Sul-Americana, chamou a atenção e mereceu elogios de José Mourinho, que treinava o Porto - time que levaria para Portugal, no ano seguinte, o artilheiro Luís Fabiano.
Com a lebre levantada, o ucraniano Dínamo se adiantou e comprou Kléber por US$ 2,2 milhões. Não sei o que fizeram com ele lá, se foi turbinado em salas de musculação (à esquerda), mas, de franzino, virou um tanque. Porém, o problema nem é esse. Não sei como é o futebol na Ucrânia, mas deve ser de forte marcação e muito contato físico, para não dizer violento, e com arbitragem complacente. Só pode ser, pois, de habilidoso e técnico, Kléber voltou para o Brasil com um estilo bem agressivo e "mau caráter", para ser mais preciso. Como disse, apesar dos gols e do bom futebol, tem até palmeirense que não gosta do cara. Merecidamente.
Terça-feira, Abril 15, 2008
Vanderlei, o vidente
Egolatria, de acordo com definição do dicionário Houaiss: amor exagerado pelo próprio eu; culto de si mesmo; egotismo. Esse prêmbulo é necessário para avaliar a declaração do treinador Vanderlei Luxemburgo, após a derrota do Palmeiras para o São Paulo, no domingo. Na coletiva, foi questionado a respeito de Kléber não ter cumprimentado Denílson, que entrou em seu lugar. Daí, o "vidente" justificou a substituição com essa:
- Eu pensei que poderia ter um pênalti, como aconteceu, e o Alex teria de ficar para bater. Por isso, saiu o Kléber.
Pobre Palmeiras que depende de um jogador só para cobrar... pênaltis! Mas bem aventurado seja por ter um treinador que consegue prever o que vai acontecer na partida, na linha do inesquecível Valter Mercado (foto). E olha que o Robério de Ogum nem anda mais com Luxa...
Quarta-feira, Janeiro 23, 2008
Kléber como moeda de troca
Eduardo Matroviche/Visão Oeste
Cada vez que ouço falar da possibilidade de o lateral Kléber (o único jogador “de ponta” atualmente no Santos, fora Fábio Costa) ser trocado por três são-paulinos (que seriam Júnior, Hugo e Souza), aumenta minha sensação de que a falta de profissionalismo e a bancarrota vão tomando conta do clube e, lá, “o futuro a Deus pertence”, como dizia minha avó.
As informações são desencontradas, mas o próprio Leão parece ser a favor do negócio. A não ser que o lateral Carleto, em vias de subir ao profissional, seja mais do que uma promessa, a não ser que ele seja um craque e possa substituir Kléber à altura (o que justificaria, do ponto de vista do time, a troca ou a venda do atual titular da lateral), é um absurdo tratar um jogador como o Kléber dessa maneira vergonhosa. Disse isso no domingo a um santista. Pois hoje vem o pai do jogador, Jordão Corrêa, também seu procurador , e diz, segundo a gazetaesportiva.net: “Nessas condições, não dá. Não tem negócio assim. Um jogador com nível de seleção brasileira como o Kléber não pode virar moeda de troca”. Tem toda a razão o sr. Jordão.
Mas ele concluiu, segundo a reportagem, dizendo: “Se não acontecer nenhum negócio [até dia 31, quando fecha a janela européia], ele seguirá tranqüilamente no Santos, que oferece uma ótima estrutura de trabalho. A gente toca o barco”.
Sinceramente, eu sairia do clube.
Corrigido às 20h30
Quinta-feira, Junho 21, 2007
Negócio atravessado
Parece que o atacante Kléber, ex-Atlético/PR, de saída do Necaxa (MEX), que estava praticamente acertado com o Palmeiras, resolveu não cumprir o acordo verbal que, segundo o Alviverde, teria sido "fechado" entre ambos. Kléber não compareceu a uma reunião marcada com dirigentes do Palestra, na terça.
O jogador estaria promovendo um "leilão" de seu futebol e o negócio teria sido atravessado pelo Santos, que "furou" o acordo entre atleta e Palmeiras. "O Palmeiras não vai ficar esperando o jogador se manifestar e já estamos trabalhando em outras frentes para reforçar nosso ataque", disse o gerente de futebol palmeirense, Toninho Cecílio, o que parece revelar que o Verdão desistiu do atacante.
Esse tipo de caso é comum, e sinceramente não cheguei a uma conclusão sobre se é antiético ou se o jogador está simplesmente exercendo um direito, profissionalmente falando. Fico mais para a antiética. Neste caso, do Santos e do Kléber. São Paulo e Santos têm protagonizado várias disputas do tipo nos últimos anos, um dos elementos da rivalidade crescente entre os dois clubes. Mas o caso Kléber deve azedar a relação entre o Peixe e o Verdão, o que é uma pena, já que os dois clubes têm tradicionalmente muito boas relações.

