Destaques

segunda-feira, março 09, 2009

Pra compensar minha ruindade

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Todo mundo aqui, um dia, já sonhou em ser jogador de futebol - ou, pelo menos, disputou suas peladas pela vida afora. Eu não tenho muito o que contar, sempre fui ruim da canela e doente do pé, mas também tentei jogar alguma coisa. Porém, nada tão sério quanto dois primos de Araraquara (SP) que foram profissionais na década de 1970 ou, agora, minha sobrinha Lívia, que foi convidada a fazer um teste no Santos FC (na foto, ela aparece com Kleiton Lima, técnico da equipe feminina do Peixe). Volante defensiva, Lívia tem 17 anos, estuda Educação Física e joga no time da Universidade Santa Cecília, de Marcelo Teixeira.

Mas, apesar de passar vergonha com a minha ruindade, a família já produziu outros boleiros. Nos tempos de exército, meu pai, Chico Palhares, tirava um troco no Independente e no C.A.P., ambos de Pirassununga (SP). Meu avô Chiquito, pai dele, recebia dinheiro, no amadorismo, para atuar pelo Rio Branco de Ibitinga (SP). Um de seus cunhados, João Gonçalves, chegou a treinar pelo Fluminense do Rio de Janeiro (mas tomou um porre no dia da estreia, pulou numa fonte pública e foi dispensado). Também para o Fluminense iria o irmão mais velho do meu pai, Luís, que desistiu por problemas financeiros. Mas foi esse tio que gerou os únicos jogadores profissionais, até hoje, da família: Ademir (Mimi), que jogou pela Ferroviária e Paulista de Jundiaí, entre outros, e Antonio (Tonho), que também jogou pela Ferroviária, pelo Taquaritinga e vários clubes. Fuçando pela internet, encontrei fotos da equipe de Araraquara com esses meus primos:

Ferroviária, 1975 - Em pé: Sérgio Bergantin, Maurício, Helinho, Ticão, Mauro Pastor e Zé CArlos; Agachados: Freitas, Amauri, Reinaldo, Tonho Palhares e Wágner Martins

Ferroviária, 1977 - Em pé: Sérgio Miranda, Marinho, Samuel, Carlos, Wilson Carrasco e Sérgio Bergantim; Agachados: Tatinho, João Beijoca, Tite, Mimi Palhares e Zé Roberto

Até onde eu sei, os dois eram meio-campistas, clássicos camisas 10. Por isso, não sei se chegaram a jogar juntos. Meu pai viu muitos jogos deles na cidade de São Paulo, em praticamente todos os estádios. Depois do futebol, Mimi fez carreira como policial (por onde se aposentou) e cursou engenharia, profissão que ainda exerce, lá em Araraquara. Tonho formou-se químico e aposentou-se pela Citrosuco, de Matão (SP), onde reside.

Jogou a toalha

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Leio agora pela manhã que o São Paulo foi derrotado por 2 a 0 pelo Mogi Mirim, time que, até outro dia, segurava a lanterna do Campeonato Paulista. Os dois gols foram de um tal Marcelo Régis e a maioria das reportagens diz que o clube paulistano jogou de forma totalmente apática (aliás, com André Lima e Dagoberto no ataque, não espanta que não tenha feito um gol sequer). Depois de perder o clássico para o Santos com o time titular, Muricy Ramalho perdeu o pudor no estadual. Ontem, jogaram garotos da divisão de base como Henrique e Wellington. Tudo bem que Libertadores é prioridade, mas é bom lembrar que, em 2005, foi a conquista do Paulistão que embalou o time rumo aos títulos continental e mundial. Nos anos seguintes, com Muricy, o estadual foi menosprezado. E o São Paulo não venceu outra Libertadores.

domingo, março 08, 2009

Aos 47, o empate de Ronaldo deixou sabor de derrota

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Se a autoria fosse de um corintiano, o título seria o oposto. Palmeiras e Corinthians empataram em Presidente Prudente em 1 a 1. O alviverde saiu na frente no início do segundo tempo, mas cedeu a igualdade aos 47 do segundo tempo, para delírio de Ronaldo, o com sobrepeso.

A piada pronta ficou com o desabamento do alambrado que não resistiu ao peso do o camisa nove alvinegro pendurado para comemorar. Piada para qualquer um que não seja da Polícia Militar, é claro. O próprio atleta considerou irresponsável a atitude que lhe rendeu um cartão amarelo.



O jogo foi duro e truncado na primeira etapa. Nada da cordialidade da entrada dos times juntos em campo ou das mensagens de paz que tentavam deixar o jogo menos tenso.

Com Diego Souza de atacante ao lado de Keirrison, o Palmeiras teve dificuldades. O nove ficou isolado. Mas deu um passe mandraque para o arqueiro Felipe fazer uma lambança. Ele errou o tempo da bola e deixou sobrar para Diego Souza, que dominou, driblou (e o goleiro derrapou mais ainda) e mandou pro gol.

Do outro lado, Ronaldo só entrou aos 15 do segundo tempo. Novamente o operador de VT se preocupava mais com o atleta do que com o jogo. Desta vez, acertou. Além de tentar chutes (um que lascou a trave), o Fenômeno marcou o dele e salvou o vice-líder da derrota. Mas eu prefiro não saber quem comeu quem.

Como todo clássico, lances polêmicos a rodo. Do pênalti em Diegou Souza aos 3 do primeiro tempo à cotovelada de Chicão em escanteio – depois de um senhor agarrão.

Ambos os times criaram seus lances, mas o fato de o empate ter saído no fim deu sabor de derrota para o resultado. Ainda que o líder não tenha demonstrado superioridade em campo. É, tem outros Ronaldos no mundo.

sábado, março 07, 2009

"There's only one Ronaldo"? Então tá

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O Manchester United está arrebentando aqui na Inglaterra nessa temporada. Lidera a Premier League com uma folga de sete pontos em relação ao Chelsea (2º), com um jogo a menos, já venceu a Copa da Liga Inglesa, é favorito para passar pela Inter de Milão nas oitavas da Champions League e está nas semifinais da Copa da Inglaterra depois de golear o Fulham por 4 a 0 hoje.

Pois o sucesso deve ter subido à cabeça de alguém no clube, que resolveu puxar o saco de seu maior ídolo na atualidade e alfinetar quem aparecesse pela frente. Está à venda na loja virtual do clube a camiseta abaixo.

Para que ninguém duvide, vai o link para o produto.

Só um Ronaldo, cara-pálida? Só se for naquela cidade fria e sem graça (não, eu não conheço Manchester, me baseio na opinião de terceiros sobre o lugar). Não interessa o estado físico e futebolístico atual de Ronaldo Gordo e Ronaldinho Gaúcho (gordo também). A história desmente facilmente esse disparate. Como comparar o Cristiano Ronaldo com o maior artilheiro em Copas do Mundo? E mesmo Ronaldinho, que não tem uma lista tão grande de feitos, ainda tem de longe mais importância que Cristiano. Também não dá para comparar a idolatria pelos Ronaldos brasileiros por todo o mundo com a comoção pelo português. Talvez um dia tudo isso seja comparável. Hoje não.

Não consigo imaginar osmotivos da provocação, nem sei se a camiseta foi lançada antes ou depois da volta de Ronaldo aos gramados. Mas foi uma tremenda bola-fora de um time que, definitivamente, não precisa disso para provar que é um dos melhores do mundo atualmente.

A resposta do Corinthians não tardou, felizmente. Está à venda uma camiseta-resposta, que lista os feitos de Ronaldo. Era o mínimo que poderia ser feito.

Para efeito de comparação, os títulos e principais feitos de parte a parte:

Cristiano Ronaldo

Campeão Inglês de 2006/2007 e 2007/2008 e da Liga dos Campeões de 2007/2008 e do Campeonato Mundial de Clubes de 2008; melhor jogador do mundo pela FIFA em 2008 e
melhor jogador da Liga dos Campeões de 2007/2008

Ronaldinho Gaúcho

Campeão da Liga dos Campeões de 2005/2006, do Campeonato Espanhol de 2004/2005 e 2005/2006, da Copa América de 1999, Copa do Mundo de 2002 e da Copa das Confederações de 2005; melhor atacante da Liga dos Campeões de 2004/05, melhor jogador do mundo pela FIFA em 2004 e 2005 e melhor jogador da Liga dos Campeões de 2005/06

Ronaldo

Campeão da Copa do Brasil de 1993; do Mundial de Clubes de 2003; do Champions League de 2003/2004; das Copas do Mundo de 1994 e 2002, além de ser finalista em 1998, das Copas América de 1997 e 1999; melhor jogador da Copa de 1998; melhor jogador do mundo pela FIFA em 1996, 1997 e 2002.

O repelente que o Brasil precisa

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Papo científico entre dois colegas de trabalho:

- Lá na universidade onde eu estudo, ouvi dizer que os professores do curso de Geologia costumam dar cachaça para os alunos quando todos vão para o meio do mato, nas aulas de campo.

- Cachaça para os alunos? Pra que isso?

- Eles dizem que funciona como repelente de mosquistos.

- Mas isso é uma bobagem, não tem o menor fundamento.

- Ah, claro que sim, todo mundo sabe que é desculpa pra beber. Mas, de qualquer jeito, tem uma finalidade prática: os estudantes devem ficar tão anestesiados que nem sentem as picadas.

- É verdade. E o mato fica cheio de mosquitos bêbados...

sexta-feira, março 06, 2009

Tipos de cerveja 30 - Classic German Pilsner/Pils

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As pilsner de origem alemã dividem-se em dois grandes grupos: as do Norte e as do Sul. Os exemplares sulistas estão próximos das pilsner da Boêmia, com alto teor de lúpulo alemão e pouca presença de malte. Já os do norte são mais leves e secos, sendo algo semelhantes a uma pale lager, tipo de cerveja que costuma ter um teor alcoólico entre 4% e 6%. "No geral, são cervejas de coloração amarelo claro, transparentes, espuma branca e pouco persistente, com sabor leve de lúpulo e, por vezes, de frutos e ervas", comenta Bruno Aquino, do site parceiro Cervejas do Mundo. Como Classic German Pilsner, ele indica a Stoudt's Pils (foto), a Rothaus Pils Tannen Zapfle e a Wurzburger Hofbrau Premium Pilsner.

Ainda a ditabranda

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O Movimento dos Sem Mídia promove amanhã (sábado, 7 de março), às 10 da manhã, um ato contra a ditabranda, expressão infeliz utilizada recentemente em um editorial da nefasta Folha de S.Paulo para tentar atenuar a violência brutal das ditaduras militares do nosso continente, entre as décadas de 1960 e 1980. O protesto acontecerá em frente ao prédio do jornal, na Alameda Barão de Limeira, 425, Centro de São Paulo. Alguém se habilita?

CALOR 2 - Praia de paulistano

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O pessoal tá apelando - ou melhor, se pelando. E eu continuo precisando de uma cerveja estupidamente gelada... (foto: Rogério Cassimiro/UOL)

Ato falho?

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“Vai ser novidade para aqueles que não o enfrentaram. Aqui, precisam entender que marketing e idolatria ficam fora. O prato de comida é dentro de campo. Tem que comer o Ronaldo”

A frase é Vanderlei Luxemburgo, sobre a atitude que espera de seus jogadores caso Ronaldo jogue o clássico de domingo. Os comentários deixo por conta dos leitores.

Em busca do marafo perdido – Capítulo 5

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MARCÃO PALHARES*

Julieta e Marco Antônio nem desconfiavam, naquele sábado, que seriam assassinados no tanque de lavar roupa. Jovens, saudáveis e simpáticos, brincavam felizes pelo quintal de lajotas alaranjadas. Ou melhor, quase alaranjadas, pois os dois haviam colorido toda a extensão com fezes brancas e esverdeadas. E foi assim que assinaram suas sentenças de morte. Comprados ainda como pintinhos em uma cidade próxima, Julieta e Marco Antônio viveram, de início, numa caixa de papelão. Pertenciam a uma garotinha de dois anos e não davam trabalho. Só piavam, comiam, cagavam e dormiam. Pouco depois, já “adolescentes”, passaram a pular para fora da caixa e a “enfeitar” a casa com suas fezes. Foram banidos. O novo endereço da dupla seria uma casa velha, república de estudantes, onde vivia o pai da menininha.

Ele se encarregou dos jovens frangos, que passaram a morar no quintal, emporcalhando o piso. Um dia, pressionado pelos companheiros (que não suportavam mais o cheiro e a sujeira), consentiu, muito a contragosto, o abate. Que aconteceu naquele sábado, no tanque. Julieta capitulou sem um “có” sequer. Marco Antônio não: decapitado, bateu asas e mergulhou em uma bacia com roupas de molho em cândida. Cena macabra. Tal gesto, póstumo, o poupou dos “canibais”: por causa da contaminação química, sua carne foi para o lixo. A companheira, porém, não teve o mesmo destino. Cinco minutos depois, Julieta já estava na panela de pressão, enquanto os estudantes tomavam pinga e jogavam baralho no chão da sala. O cheiro da carne nova, recém abatida, prometia um belo ensopado. Mas a maioria dos manguaças não teve paciência e se mandou para o bar antes da comida. Que era muita.

Com dor no coração, o que havia sido responsável pelos frangos comeu sua parte, tampou a panela e a deixou sobre o fogão, crente que os bêbados voltariam esfomeados para limpá-la. Saiu, foi para a casa da namorada e voltou três dias depois. Surpresa desagradável: a panela, cheia, jazia no mesmo lugar, com a carne deteriorada de Julieta. Os pinguços haviam emendado três dias na rua, bebendo, e ninguém tinha voltado para apreciar a carne de frango, que ficou fora da geladeira. Revoltado, o antigo dono dos bichos aguardou que os manguaças voltassem e vociferou: “Não bastasse a judiação de matá-los, ainda deixam estragar mais de um quilo de carne! Vocês é quem vão lavar a panela!”.

Houve discussão, ninguém queria saber da (desagradável) tarefa. Uns diziam que não comeram, outros que não pediram pra fazer o frango, outros ainda que o último a sair deveria ter posto a panela na geladeira. Nesse desacordo total, a comida, tampada, permaneceu por quase um mês sobre o fogão, sem que ninguém tomasse alguma atitude. Com o tempo, como tudo em uma república de estudantes (e de bêbados), virou piada. A panela tornou-se um bibelô, um enfeite, um talismã. Desaparecia e reaparecia nos lugares mais insólitos, como a estante da sala, embaixo da pia ou das camas, pendurada na varanda, abraçada com alguém que dançava etc. Sempre que um incauto se aproximava, todos advertiam seriamente que a tampa da panela nunca deveria ser aberta.

E assim foi, por longos seis meses. Durante as – frequentes – bebedeiras, os estudantes e asseclas elocubravam sobre o que haveria dentro da panela de pressão. Carne? Ossos? Um líquido nauseabundo? Energia nuclear? Um alien? Todos davam palpites e, na embriaguez, muitos ensaiaram abrir o recipiente. Mas ninguém foi tão irresponsável a esse ponto. Assim, a panela continuou perambulando pela casa inteira, por mais dúzias e dúzias de festas, churrascos e celebrações etílicas. Mais tarde, quando já haviam alentado a hipótese de enviar o negócio para uma feira de ciências, a dona do imóvel, cansada de tantas reclamações dos vizinhos, intimou os estudantes a procurar outro lugar para morar. E agora? O que fazer com a panela?

No teto de madeira da cozinha havia um alçapão. Um dos manguaças subiu na geladeira, abriu essa entrada e empurrou a panela para o forro - local empoeirado, cheio de fios elétricos e abafado pelo calor das telhas. Nos dois anos seguintes, o assunto rondou os encontros daqueles bêbados: “O que terá acontecido com aquilo? Será que alguém encontrou? Terá explodido?”. Coube ao que havia sido responsável pelos frangos a última notícia sobre o recinto onde repousam os despojos de Julieta. Certa vez, uma menina o abordou, em um buteco sujo, de uma forma bizarra: “Conheço você de um desenho”. “Como assim?!??”, reagiu, com o assombro peculiar de quem se depara fequentemente com mulheres loucas. “Meu namorado mudou para uma casa e, no quarto dos pais dele, tem a sua cara desenhada”, explicou a mocinha. “Meu Deus!”, pensou o ex-proprietário dos frangos, lembrando-se do antigo hábito de desenhar uma caricatura de seu rosto na parede de muitos quartos que habitou.

Perguntou o endereço e confirmou: era a casa onde jaziam os restos de Julieta. Porém, mesmo mordido por uma curiosidade lacerante, não teve coragem de perguntar sobre a panela. Teve medo que, a partir de sua indicação, alguém subisse no forro e encontrasse o negócio. Que poderia explodir - ou contaminar mortalmente - toda aquela família. Ficou quieto. E louco para saber, 14 anos depois, o que aconteceu...

São Paulo quebra tabu na Colômbia

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Pela primeira vez na disputa de uma Copa Libertadores, o São Paulo conquistou uma vitória jogando na Colômbia, 3 a 1 sobre o América de Cali, nesta madrugada. Antes, o clube brasileiro havia empatado por duas vezes em território colombiano (1 a 1 com o Atlético Nacional, em 2008, e 0 a 0 com o Millonarios, em 1974) e perdido uma partida decisiva (2 a 1 para o Once Caldas, em 2004). Na vitória de hoje, Washington (foto acima) fez dois gols e Borges completou o placar. Cortés descontou no fim da partida. Com isso, o São Paulo assumiu a liderança do grupo 4, empatado em número de pontos com o Defensor, mas superior no saldo de gols.

Se a fase atual da Libertadores acabasse hoje, estariam classificados: Sport e Colo Colo (grupo 1), Boca Juniors e Deportivo Cuenca (grupo 2), Nacional e San Martín (grupo 3), São Paulo e Defensor (grupo 4), Cruzeiro e Estudiantes (grupo 5), Caracas e Chivas (grupo 6), Universidad de Chile e Boyacá Chicó (grupo 7) e Libertad e San Lorenzo (grupo 8). Quem vem fazendo ótimas campanhas são o Cruzeiro, no grupo 5, que lidera com quatro pontos a frente do Estudiantes, e o Sport, no grupo 1, que está na ponta com três pontos de vantagem. Já o Palmeiras, último colocado no mesmo grupo 1, com duas derrotas, e o Grêmio, penúltimo do grupo 7, com apenas 1 ponto, são as grandes surpresas negativas entre os clubes brasileiros.

quinta-feira, março 05, 2009

Delírio, paranóia, mistificação, mediunidade

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O ruim de chegar ressaqueado no trabalho é que você demora um pouco para entender o que as pessoas estão falando - e, até que entenda, fica com aquela cara abobalhada de estupefação. Alguém chega e fala: "Será que você pode me dar uma ajuda?". E você responde, aéreo: "É isso mesmo" (ou qualquer outra coisa desconexa e sem sentido). Mas tem situações que nem sóbrio é possível compreender. Hoje pela manhã, do nada, a faxineira chegou pra mim e despejou o seguinte:

- Minha mãe está viciada em pastel. Só quer comer pastel.

- Ãhn?!?!?

- Depois que ela pegou diabetes, só come pastel. Passa mal, mas come.

- ?!??!???!??

- Ela não pode com gordura e só come pastel de queijo. Engordurado.

- ?!??!???!??!!?

- E come coentro. Meu marido é baiano, gosta de coentro. Eu não.

- ?!??!???!???!??!?

- Sabe duma coisa? Eu queria ser espírita numa hora dessas.

- ?!??!???!?!???!???!!!!

- Porque eu não posso bater na minha mãe. Mas aí a minha avó podia "descer" em mim e sentar paulada nela!

(Disse isso e saiu gargalhando. Não consegui esboçar reação...)

No butiquim da Política - Das cinzas para a eleição

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CLÓVIS MESSIAS*

A festa acabou. O Carnaval foi embora. Bem, mas como ninguém é de ferro, estou esperando um feriado prolongado. Aqui no buteco, o pessoal está um pouco amarrotado. Resquício do ócio. Amarrotados sim; sem ouvir e pensar, não. Um ligado chega e vai lembrando da eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, no próximo dia 15. Vale alertar que é o último estado do país a eleger o presidente do Poder Legislativo. Está embutido aí o "anexo esqueleto", obra que continua inacabada e envolvida numa sucessão de erros, histórias mal esclarecidas e gasto do dinheiro público. Dinheiro público? Quero dizer: o meu, o seu, o nosso dinheiro. Que, sem cerimônia, desaparece dos cofres.

Esta obra surgiu da ideia de dar mais espaço e melhorar os gabinetes dos deputados. Ela foi iniciada pelo então presidente Rodrigo Garcia, do DEM (à direita), e a entrega estava prevista para março de 2007. Passados dois anos do prazo, a construção, contratada por R$ 7,4 milhões, já consumiu aproximadamente R$ 15 milhões, fora outros R$ 4 milhões para "serviços suplementares". A nova Mesa, se conseguir, deverá explicar os problemas que turbinaram o gasto do dinheiro público para além do valor orçado.

Aliás, lembra outro frequentador do buteco, o deputado Rodrigo Garcia tem sido visto na sala do líder do governo, deputado Barros Munhoz (PSDB), que será candidato único à Presidência do Palácio 9 de Julho. Alguém emenda que Garcia é, hoje, o secretário municipal de Gestão e Desburocratização. E foi nomeado pelo seu ex-sócio, o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Rodrigo é responsável, desde 1º de janeiro, pela merenda escolar na cidade de São Paulo, que sofre denúncia. Seu retrato como presidente da Assembléia no biênio 2005/2007 foi inaugurado terça-feira passada (03/03), oportunidade em que foram homenageados os ex-presidentes vivos, da estirpe de Natal Gale e Jacob Pedro Carolo, por exemplo. Bons tempos aqueles em que denúncia era para ver quantos clipes haviam sumido do armário...

A eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa está definida no atacado. Presidente, Barros Munhoz; 1º secretário, deputado Carlinhos Almeida (PT); 2º secretário, deputado Aldo Demarchi (DEM); 1º vice-presidente, deputado Roberto Engler (PSDB); 3º e 4º secretários, ainda não definidos pelas bancadas. Os novos cargos da Mesa, 3ª e 4ª vice-presidências, aguardam indicação. Eles, os deputados, precisam de mais espaço e mais poder para equilibrarem as forças partidárias do Palácio 9 de Julho. E eu preciso de mais uma saideira.

*Clóvis Messias é jornalista, são-paulino, dirigente do Comitê de Imprensa da Assembléia Legislativa e colabora com esta coluna para o Futepoca.

O "refugiado" que não queria asilo político

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Alguém aí lembra de Erislandy Lara? Ele foi um dos dois lutadores cubanos que fugiram da delegação do país que veio aos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro. à época, a Polícia Federal procurou os dois, que acabaram voltando pra Cuba. Não pararam de chover reclamações sobre o fato de, supostamente, o Brasil não ter dado asilo político aos rapazes. Com o caso Cesare Battisti, a cantilena voltou a ser repetida, dessa vez se perguntando os eruditos: por que o Brasil negou asilo aos cubanos, "devolvendo-os" para a ilha de Fidel, e concedeu ao italiano? Para os sábios, mostra inequívoca do caráter vermelho do governo Lula, que é conivente com o regime castrista e protege "terroristas" como Battisti.

Mas vi no blogue do Mello  um vídeo que mostra uma reportagem - excelente, por sinal - do repórter Bruno Laurence, para o Esporte Espetacular, da Rede Globo. Nela, o pugilista diz que não pediu asilo ao governo brasileiro e que se encontrou com o presidente Lula. o ex-metalúrgico perguntou se ele queria permanecer no Brasil e se dispôs a ajudá-lo como pudesse. O lutador quis voltar para Cuba. Ou seja, o hoje refugiado cubano em Miami, sem qualquer amarra ou pressão, desmentiu todos aqueles que quiseram atribuir ao governo uma suposta má-vontade com refugiados políticos (como este estafeta serrista aqui). Quem quiser ver o vídeo inteiro, está abaixo.



Corinthians se classifica na estréia de Ronaldo

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Eu nunca tinha visto a transmissão de um jogo se preocupar tanto com o banco de reservas. Não os dois, claro. O do Itumbiara não foi mostrado uma vez sequer. Mas toda bola pra fora era motivo para mostrar o banco corintiano e o centroavante Ronaldo. No intervalo, antes de mostrar os melhores momentos dos dois times em campo, Kléber Machado narrou uma seleção dos “lances” do camisa 9: Ronaldo brinca com Escudero, Ronaldo conversa com Mano Menezes (“e a conversa tá boa!”, comemora o narrador), Ronaldo comemora o gol de Chicão, Ronaldo demora pra sair do banco no gol de André Santos.


Enquanto isso, no lado menos importante das quatro linhas do gamado, o time do Corinthians dominava o fraco Itumbiara, com André Santos, Douglas e Dentinho em boas apresentações. Chicão ajudou a melhorar a defesa, mas mesmo assim Denilson deu trabalho e Túlio quase fez em bola que Fabinho tirou com Felipe já batido.


Mesmo superior, o Corinthians afunilou demais o jogo. Até que, no final do primeiro tempo, Jorge Henrique foi (um pouco) puxado por um zagueiro goiano e o juiz apitou um penalti discutível. Chicão cobrou com a categoria de sempre e ampliou sua vantagem na artilharia alvinegra esse ano.


O time voltou com Morais no lugar de Dentinho. Eu teria tirado Jorge Henrique, mas a mudança de posicionamento fez o ex-botafoguense melhorar no jogo. Morais também mostrou serviço e é possível vislumbrar algo daquele futebol de toques de bola rápidos que se esperava desse time nessa temporada. No Itumbiara, Túlio saiu para a entrada do rápido e chorão Landu. Seu Manoel, meu pai, disse que ficou mais tranquilo com o que chamou de “forcinha” do técnico adversário.


Logo no início da segunda etapa, Boquita – que não é Elias, mas cumpriu o papel de substituí-lo – tentou um chute de fora da área. A bola espirrou num zagueiro e sobrou para André Santos colocar de direita no canto esquerdo do goleiro Maxi.


Isso foi aos 4 min. Daí para frente, ninguém mais deu muita atenção para a partida (que não teve grandes emoções mesmo). Só queriam ver Ronaldo, o fenômeno, o gordo, o joelho, o R9, o maior artilheiro em Copas, o travequeiro, o traidor do Flamengo, o louco a mais no bando. E ele entrou, após 13 meses parado pela segunda contusão no joelho e 15 anos depois de haver jogado por um clube de seu país natal pela última vez.


Entrou pesadão, jogando quase parado. Dava pra ver nos movimentos que ele não estava no mesmo ritmo dos outros jogadores e que vai levar um tempinho até chegar perto. Mesmo assim, teria feito o seu gol logo na estréia, não fosse a esfomeada (mau sinal...) de Douglas em contra-ataque aos 31 min.


O centroavante tentou alguns dribles, se movimentou (pouco) e quis mostrar serviço ao ajudar a zaga aliviando uma bola de cabeça. Participou de mais duas boas jogada de ataque e meia: em uma, recebeu na direita, chamou a marcação e deu para Otacílio Neto na meia-lua, que deveria ter tocado para Douglas na esquerda, mas esfomeou também (...). Em outra, participou de uma rápida troca de passes com André Santos e Douglas, que o meia desperdiçou. Na meia chance, driblou um zagueiro, correu atá linha de fundo e tocou para Douglas empurrar para a rede. Mas o juiz viu falta do centroavante e paralisou o lance.


Na saída, Ronaldo foi cercado de repórteres e tomou uma microfonada no olho. Os outros jogadores tiveram que dar entrevistas para falar de Ronaldo. Douglas foi questionado sobre por que não tocou para Ronaldo. André Santos comemorou a volta de Ronaldo. A televisão mostrou lances de Ronaldo.


E o Corinthians eliminou o jogo de volta contra o Itumbiara e pega o Misto de Mato Grosso do Sul (que não é o Mixto, de Mato Grosso, bem entendido) na segunda fase da Copa do Brasil. Além de ganhar um pouco mais de tranquilidade para o clássico contra o pressionado (logo, mordido) Palmeiras, no domingo. Ah, sim: e Ronaldo estreou.

quarta-feira, março 04, 2009

A arte de ser moleque e beber qualquer coisa

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Numa dessas mesas de bar no fim da tarde, eu divagava com o colega de trabalho Marcelo sobre a capacidade que todo moleque tem de beber qualquer coisa. Mas qualquer coisa mesmo: de vinho vagabundo a álcool Zulu com maracujá. Ele exemplificava com a última viagem que fez ao litoral, no fim do ano passado, quando seus primos compraram cinco garrafas de "vodka" Leonoff, a R$ 4,85 o litro. É óbvio que ele passou longe - e assistiu de arquibancada a ressaca abominável da molecada. Mas quem é que nunca foi moleque e bebeu essas coisas? Quem nunca tomou uma dessas Askov (foto) da vida, que atire a primeira pedra! Todo mundo tem história pra contar sobre bebidas vagabundas. É assim que aprendemos a diferenciar as coisas boas - e priorizá-las.

De minha parte, me lembro de duas tosqueiras que marcaram para sempre, de forma negativa, meu paladar, meu estômago e meu fígado. Moleque (lógico!), me juntei com mais dois bebuns, todos com 14 ou 15 anos, e catamos todas as moedas possíveis e imagináveis. O saldo foi tão irrisório que não dava para comprar uma garrafa de 51. Rodamos os mercadinhos da cidade e, no mais obscuro, trombamos com um litro de "uísque" Chanceler (foto), que na época era envasado em garrafa de cerveja - e com tampinha! Era tão barato que as moedas somaram o valor exato. Fomos para uma praça e tomamos o troço no bico. Nunca vou me esquecer da dor de cabeça e da vontade de morrer no dia seguinte...

Outra besteira que fiz, bem mais tarde, aconteceu em Paracuru, no Ceará (cidade de praia citada numa música de Armandinho e Fausto Nilo). Eu tinha levado um garrafão de vinho para acampar três dias mas, no último, já havia acabado. Saí pela cidadezinha procurando uma bodega que me vendesse mais um litro. Talvez encontrasse um Góes, Canção ou mesmo um Chapinha. Mas foi pior: o único "vinho" disponível na cidade era um tal de São Francisco (foto), da Paraíba (!). Quando abri, tinha cheiro daquelas ceras Grand Prix, de passar em carro. O negócio queimou minha boca e despelou meus lábios. Pensei em jogar fora, mas ofereci a um mendigo, na rodoviária. Fui ao banheiro e, quando voltei, o mendigo tinha ido embora...e deixado a garrafa intacta no chão!

A última recaída, nesse quesito, foi com a temível "vodka" Zvonka, de triste memória. Mas tem muitas outras porcarias soltas por aí: Ninnoff, Moscowita, Askov, Balalaika, Komaroff, Bowoyka, Kriskof, Roskoff, Perestroika (foto), Romanoff, Baikal, Popokelvis, Stolin, Leonoff Ice, Polovtz, Natasha, Novaya, Rajska, Kovak, Snovik, Eristoff. "Isso não é vodka. Não usaria nem para limpar vidro. O 'sabor' dessas marcas obscuras e baratas revela altos índices de impurezas. Provavelmente são feitas com água da torneira, álcool de cana-de-açúcar, e filtradas em carvão de churrasco", esculhamba (com toda razão) Daniel Poeira, do blogue Drink Drinker. Pois é: porre de vodka vagabunda é uma coisa que todo bêbado profissional se lembra com pânico e temor. Como diz Luís Fernando Veríssimo, na crônica "Ressaca", "até hoje, quando vejo uma garrafa, os dedos do meu pé encolhem". Os meus também...

Segunda derrota na segunda partida na Libertadores

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O Palmeiras se complicou inteiro na Libertadores da América. Jogando em casa diante do Colo Colo do Chile, levou um 3 a 1 na cabeça. Se o treinador Marco Barticciotto chegou ameaçado no cargo, com o time em crise, volta feliz, com atuações convincentes de Torres e Barrios.

A eficiência do ataque que marcou as atuações alviverdes no início da temporada não apareceu. A fragilidade da defesa, em compensação, sobrou. Para a facilidade do Colo Colo.

Numa competição internacional, não pode jogar assim. Libertadores não é Paulista, nem todo time azul é o São Caetano em um jogo improvável.

Com nenhum ponto conquistado e três gols negativos de saldo, o time avança apenas se fizer uma recuperação histórica de garantir quatro improváveis vitórias nos próximos jogos.

Só que o Sport e a LDU se enfrentam nesta quinta-feira, em Recife. Levando em conta o retrospecto do time de Nelsinho Baptista sobre o de Luxemburgo... Prefiro pensar em outra coisa para conter os palavrões.

Sem alternativa
A falta de criatividade nas atuações dos reservas no Paulista foram o indicativo de que o elenco estava distante do que via Vanderlei Luxemburgo. Aliás, as alterações do treinador foram para lá de questionáveis. Primeiro, colocou Jumar e Jefferson nos lugares do zagueiro Maurício Ramos e Marcão (que entrou na lateral). Só depois colocou mais um atacante na vaga do lateral-direito – Lenny entrou, Fabinho Capixaba saiu. Se a idéia era não expor tanto a defesa, não funcionou.

Faltou ainda capacidade de variar o "repertório" de ataque, para usar a definição de Paulo Vinícius Coelho na transmissão de rádio. Com Marquinhos teria sido diferente? Por que o Palmeiras não consegue fazer abafa quando a troca de passes rápidos não sai?

Com a ducha de água fria e talvez sem Willians, o time ainda tem o Corinthians no domingo. Se bobear, Ronaldo, o com-sobrepeso, ainda vai entrar, o que motiva ainda mais o alvinegro. Segure-se, Luxemburgo.

terça-feira, março 03, 2009

Líbia terá o "Hugochavão"

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Deu no Yahoo Esportes: a cidade de Benghazi, na Líbia, o país da bandeira mais criativa do mundo (confira aqui), dará o nome de Hugo Chávez ao seu novo estádio.

O ditador Muammar Kadafi homenageará seu quase-colega por causa das "valentes posturas humanas, especialmente em apoio e solidariedade com a população de Gaza na recente agressão israelense" do venezuelano, segundo a explicação oficial.

É inusitado ver um presidente vivo da Venezuela, um país sul-americano, ser homenageado na distante África. Será que faltam heróis líbios que mereceriam a honraria?

Os detalhes do estádio ainda não estão definidos, mas tudo indica que Chávez dará seu nome a um bom recinto. Benghazi é uma das principais cidades da Líbia, sendo sede de seu maior porto. E é uma cidade moderna e bonita, como se pode ver na foto.

Teremos Líbia x Venezuela na inauguração do Hugochavão? Tem tudo pra ser um jogaço.

CALOR

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(do Dicionário Houaiss)

substantivo masculino

- Qualidade, estado ou condição do que é quente ou está aquecido; temperatura (relativamente) alta; estado ou condição da atmosfera quando aquecida pelos raios solares; sensação de quentura ou de ardência que acompanha males físicos ou é resultante de mal-estar de origem psicológica.



Não sei quanto a vocês, mas eu preciso urgente de uma cerveja estupidamente gelada...

Antonio Carlos deixa diretoria do Corinthians

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Antonio Carlos Zago não é mais diretor de futebol do Corinthians. Ele entregou o cargo para o presidente Andrés Sanches hoje pela manhã e o mandatário aceitou a demissão. O ex-zagueiro afirmou que sai para se tornar treinador de futebol. O Corinthians não falou nada sobre os motivos.

Mas todo mundo sabe que a batata de Zago começou a esquentar com as denúncias de que ele estaria com Ronaldo, o putanheiro, na boate Pop’s Drinks, em Presidente Prudente (veja aqui o nível da parada, pense na grana do Ronaldo e me diga se o ser humano não é um negócio esquisito).

De minha parte, nunca fui com a cara de Zago, especialmente pelo escroto episódio racista que o zagueiro protagonizou. Quando foi contratado, fiquei incomodado com isso e com a pulga atrás da orelha pela falta de experiência na função. Sobre o seu trabalho, aprovei a rapidez na contratação de reforços no final do ano passado, mas não sei quanto disso é mérito dele. Por outro lado, tem a história mal contada da relação do clube com o empresário Carlos Leite, especialmente na negociação de Souza.

Não sei se Antonio Carlos estava com Ronaldo na tal boate (o que a demissão indica ser verdade) e nem se isso seria motivo suficiente para demiti-lo (se é para um diretor, porque não seria também para jogadores?). No geral, fico aliviado de não ter essa figura no meu time. Espero que venha alguém qualificado para a função.

PS.: Não falei sobre a balada do Ronaldo porque não acho o assunto importante. A diretoria avaliou que devia multar o cara e por mim maravilha. No meu modo de ver, ele faltou no serviço, mas não tem como ligar dizendo que ficou doente. Quando ele entrar em campo começam as cobranças onde elas interessam. Se um cara estiver bêbado e sem dormir, mas jogar bem, por mim, maravilha. Claro que a profissão dele depende do físico e ele precisa se cuidar, mas ele é bem grandinho para saber o que deve ou não fazer. E a diretoria precisa de mecanismos eficazes para punir eventuais faltas, mas isso é com ela. Quando Ronaldo estrear, volto a falar dele.

Torcedor de opinião, apesar de jovem...

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"Podem me prender/podem me bater/podem até deixar-me sem comer/que eu não mudo de opinião". Era assim que o mítico Zé Keti, em um música que deu nome a uma inesquecível turnê junto Nara Leão e João do Vale iniciada em dezembro de 1964. E esse jovem moçoilo, Pedrinho, mesmo diante da pressão paterna, e, ao que parece, de uma outra força contrária materna que pende para um lado tricolor, soube resistir e impor a sua vocação, bradando a plenos pulmões: "gol do Santos!". Parabéns, jovem! Garoto de opinião, convicto, e com um grande futuro na torcida santista.



O vídeo foi postado originalmente no Blog da Redação do Santista Roxo. O pessoal é bom...

segunda-feira, março 02, 2009

A ditabranda, de novo

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Marcelo Coelho nem é um dos piores no que restou da FSP de que um dia já gostei (confesso, não precisam me torturar por isso). 

Mas ao tentar defender o indefensável, a Ditabranda, acaba entregando o patrão. Diz com todas as letras que foi Otavio Frias Filho quem fez a grosseria com o professor Comparato. Quem milita em jornalismo sabe que uma coisa dessas não sai sem ordem do patrão, mas Marcelo Coelho desmascara, literalmente:  

"Veio então a carta de Fábio Konder Comparato, dedo em riste contra a pessoa do diretor de Redação, Otavio Frias Filho, chamando-o ao pelourinho em praça pública. O diretor de Redação reagiu chamando de cínica essa conclamação prosecutória. Konder Comparato excedeu-se, num gênero jacobino que contrasta com toda a retórica democrática em torno da liberdade de expressão.  Tratava-se de defender Chávez, mais do que acreditar na tese de que a “Folha” teria passado a apoiar a ditadura. A resposta de Otavio a Comparato quis denunciar essa hipocrisia, essa indignação postiça, chamando-a de cínica." 

Se alguém duvidar, acesse: http://marcelocoelho.folha.blog.uol.com.br/

Quase tão bom quanto isso é um comentário que mostra a linha dos editoriais da Folha na década de 1970. Não consegui checar se é verdadeiro, mas o próprio Marcelo não se contrapõe. Veja o comentário na íntegra e a resposta de Coelho.

"[Paulo Moreira] [paulo.moreira@yale.edu] [paulodaluzmoreira.blogspot.com] 
Vamos tentar mais uma vez e supor que meu comentário não apareceu por alguma falha técnica. Recordar é viver - Editorial da Folha de São Paulo de 1971 "Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca ouve. E de maneira especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social - realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama. O país, enfim, de onde a subversão - que se alimenta do ódio e cultiva a violência - está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa que reflete o sentimento deste." Octávio Frias de Oliveira, 22 de setembro de 1971.

RESPOSTA de Marcelo:
o editorial de 1971 é péssimo. Mas você não se lembra de nenhum outro?

Sem comentário. 

No Corinthians, pouco mudou

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Desde a última vez que escrevi sobre o Corinthians, muita coisa aconteceu, mas pouca coisa mudou de relevante. O Timão ganhou de Guaratinguetá (1 x 3) e Noroeste (2 x 0) e empatou com o Marília, ontem, por 1 a 1. Com os resultados, segue na segunda colocação, agora três pontos atrás do Palmeiras (que ainda tem um jogo a menos).

Outra coisa que se manteve em todos os compromissos foi o nível do futebol apresentado: baixo. O time erra muitos passes no meio campo e não consegue criar boas jogadas. Douglas vem melhorando devagar, mas Morais ainda não. Como esperado, Boquita não funcionou tão bem assim entrando como titular. É melhor deixar o garoto no banco antes que ele se queime como Lulinha.

Também têm constantes as boas apresentações da dupla de volantes, em particular de Elias. Tem sido o melhor jogador do Corinthians e dele dependeram as atuações do setor de meio-campo. Se vai bem e tem liberdade para apoiar, o time toca melhor a bola e cria mais. Se não, e um marasmo.

O ataque mudou de caras, mas manteve os resultados. Jorge Henrique e Dentinho estão de volta, enquanto Souza, mais recente desafeto da Fiel Torcida, está (talvez providencialmente) contundido. Contra o Marília, Dentinho e Otacílio Neto começaram no setor, que depois recebeu o reforço de Jorge Henrique, autor do gol de empate.

A variação no ataque revela outra constante: a troca de jogadores. Mano só repetiu a escalação do time da segunda para a terceira partida das dez até agora disputadas pelo Paulistão. Ontem, do time que o técnico parece tratar como titular, não saíram jogando os dois laterais, Elias, Jorge Henrique, Souza e o zagueiro-artilheiro Chicão. Fica difícil para qualquer técnico dar padrão de jogo a uma equipe que muda tanto e os bons resultados até aqui são também mérito da boa capacidade de improviso do técnico e do elenco – com uma tremenda ajuda da má qualidade geral do torneio.


Mas apesar dessas justificativas, a torcida vem perdendo a paciência com o treinador e com o time. A pré-temporada mais longa, as contratações que pareceram acertadas e a chegada de Ronaldo criaram uma expectativa muito alta sobre o desempenho do time, que não vem correspondendo em campo. Essa semana é crucial para que o time mantenha a tranqüilidade que teve até aqui. Se começar bem a Copa do Brasil (quarta-feira, contra o Itumbiara de Túlio e Denílson, em Goiás) e vencer o Palmeiras no clássico de domingo, time e técnico ganham crédito por mais um bom tempo – e, quem sabe, o empurrão que falta para engrenar de vez. Se não, podemos esperar pela primeira manchete “crise no Corinthians” do ano.

E a grana? – O Corinthians ainda não fechou nenhum patrocínio de camisa para a temporada e isso já gera problemas de caixa. Há notícias de atraso no pagamento de direitos de imagem (leia-se “salário”) de alguns jogadores. Novos boatos dizem que os três patrocínios estão fechados e estarão na camisa no clássico contra o Palmeiras. TIM e Nestlé são as cotadas para manga e calção. No peito, depois da Emirates, falam agora da Etihad Airways, também lá do Oriente Médio. A diretoria segue pedindo paciência.

Estranho no ninho

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No documentário "A vida até parece uma festa", que traz imagens raras e caseiras da trajetória da banda Titãs, há muitas cenas de consumo de álcool e porres homéricos. Mas o baterista Charles Gavin (na foto, à direita) dá uma declaração surpreendente:

- Comecei a beber muito tarde. Até os 30 anos eu só tomava suco de laranja. A primeira vodka que pus na boca foi com 31 anos.

Na sequência, o vocalista Branco Mello (na foto, à esquerda), um dos diretores do filme, comenta:

- Não sei como esse cara entrou na banda!

domingo, março 01, 2009

Bem armado, Santos supera o São Paulo

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E finalmente o Santos venceu um clássico paulista onde o adversário não era o Corinthians. Desde 2006, quando o Peixe superou o Tricolor reserva por 4 a 0 no Morumbi, não teve sorte (e competência) contra Palmeiras e São Paulo. Hoje, a moeda caiu do outro lado.

Sem Kléber Pereira, machucado, O Alvinegro entrou com três zagueiros. A escolha de Mancini decorria das próprias carências do elenco: com dois alas que sabem mais atacar do que marcar e com falta de jogadores marcadores no meio, a opção se mostrou acertada, ainda mais contra um time que tem volantes que chegam com qualidade à frente. Com esse esquema, o treinador também anulou aquela que é hoje a principal arma do São Paulo, a jogada aérea, já que contou com mais um atleta alto na área.

Já o Tricolor, ao contrário do que fez na partida contra o Corinthians, entrou com sua formação titular. Muricy Ramalho, no decorrer da partida, mudou a equipe e mostrou que tinha muito mais opções do que seu adversário no outro banco da Vila. Pressionou os donos da casa no segundo tempo, mas não chegou com perigo ao gol. Aliás, de jogada incisiva de fato houve o tento alvinegro, uma bola na trave do São Paulo - quase um gol contra de André Dias (que lobby é esse que insiste em dizer que o emérito escorregador é "selecionável"?) e uma bola salva por Leo ainda no primeiro tempo. De resto, nenhum dos dois goleiros trabalhou, embora a partida tenha sido muito movimentada.



Arbitragem

Os sãopaulinos reclamam de um suposto pênalti de Fabão em Washington. Curioso do lance é que o zagueiro segura o ombro do adversário, não sei se a ponto de fazer alguma diferença na jogada, mas a cena se torna ridícula quando o adversário se joga e Fabão já está com os braços abertos. De qualquer forma, antes do tal lance, Rodrigo Souto é lançado em posição mais do que legal na frente de Ceni, e o bandeira dá um impedimento absurdo. Se no lance da penalidade há dúvida, nesse não há nenhuma.

Ceni, o goleiro que não erra

Quando entrevistado na ida para o vestiário no intervalo, o goleiro tricolor alegou que a bola de Molina no gol da vitória peixeira tocou na perna de um zagueiro do seu time, ainda dizendo que houve desatenção da defesa.

Rogério é aquele jogador que não erra. A soberba e a recusa em admitir erros inclusive prejudicaram sua permanência na seleção e é incrível como ele insiste no erro. Erro não, perdão, ele não erra.

Contudo, o mais estapafúrdio é a Globo reprisar mais de uma vez o lance só pra ver se o arqueiro tinha ou não razão na reclamação contra a própria equipe. Ê, mídia condescendente...

Reservas do Palmeiras ralam, mas vencem o Guarani

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A liderança do campeonato Paulista foi garantida novamente com uma vitória simples no Palestra Itália sobre o fraquíssimo Guarani. No confronto dos alviverdes, quem marcou foi Deyvid Sacconi, o quarto ou quinto atacante na lista de Vanderlei Luxemburgo para a linha de frente. Lenny não resolveu, Marquinhos perdeu até pênalti.

A parte triste foi a contusão de Marcos, o Goleiro. Volta Bruno na terça-feira contra o Colo Colo. O Goleiro não vinha bem nas últimas partidas, se precipitando, na minha análise, por se sentir muito exposto pela zaga, mas é um goleiro experiente em um time com poucos atletas que já passaram por Libertadores.

Independentemente dos resultados de logo mais das partidas de Corinthians, o segundo, e São Paulo, o terceiro, o alviverde se mantém na liderança.

Os reservas continuam não sendo um grande time, continuam sem entrosamento e mostrando que algumas posições não tem reservas qualificados. Mesmo sendo um elenco melhor do que o de 2008, parece que não tem tantas opções de variação tática.

Mas venceram.

Agora o foco é mesmo a libertadores. Depois do Glauco, agora até o Luxemburgo anda reclamando do gramado do estádio do Palmeiras.

sábado, fevereiro 28, 2009

Em busca do marafo perdido – Capítulo 4

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MARCÃO PALHARES

Nevoeiro. Denso, cerrado, intransponível. Saio da neblina e entro numa casa. Tudo difuso, vago. Não enxergo claramente. Há um vulto, uma mulher sorrindo – ou algo do tipo. Me oferece uma garrafa esverdeada. Tento alcançar, mas a distância aumenta. Ela começa a gargalhar. A garrafa cai no chão e se estilhaça. Eu grito. E desperto do sono profundo...

Sol na cara, muito forte. Os olhos embaçados não suportam a claridade excessiva. Deve ser meio-dia ou perto disso. Estou deitado num beco, dentro de uma lixeira. Os lábios doem. A cabeça lateja. O corpo está moído. A boca seca guarda um gosto horrível de bebida fermentada, areia e sangue. Acho que arrumei briga. E acho que apanhei muito.

Tento levantar, zonzo. O sol desnorteia as ideias. Quando comecei a beber, chovia e fazia frio. Deve ter sido há muitos dias. O clima agora é exatamente inverso. Calor, sede, tontura. Alguma coisa está errada, alguma costela fora do lugar. Ponho os pés no chão – e desabo. Calça suja, pés descalços, camisa rasgada e repleta de sangue seco. Um cheiro azedo de cerveja.

Levanto, caio novamente. Rastejo e me apóio na parede. Vou cambaleando, meio louco de dor, tremedeira e uma vontade apavorante de morrer. Preciso beber alguma coisa. Chego na porta do bar e ele está fechado. Tudo bem: não tenho mais dinheiro, mesmo. Nem carteira, nem documentos, nem nome, nem futuro, nem alma, nem nada. Tanto faz.

Deito na calçada, meio morto. Passa uma nuvem e a sombra alivia um pouco os olhos doloridos. Tento ficar sentado. Chega uma senhora e me atira umas moedas. Os dedos trêmulos fazem um esforço desumano até conseguir reuni-las. Dois contos e vinte e cinco centavos. Acho que está na hora de voltar a beber. E retirar o lucro líquido de uma vida bruta. Salute!

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

VÁRZEA: vereador que vai à Câmara com camisas de futebol registra compra de votos em cartório!

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DIEGO SARTORATO*

Quando ouvi falar pela primeira vez, tardei a acreditar. Aí vi o papel, carimbado e protocolado, prova física do descalabro. Era verdade: o vereador Vandir Mognon (PSB), de São Bernardo do Campo (SP), registrou em cartório que ofereceria dois cargos públicos na Secretaria de Esportes a um cabo eleitoral – Júlio César Fuzari - caso ele conseguisse votos que garantissem a sua reeleição. Absurdo? Nem tanto quanto o parágrafo único do mesmo documento: "caso Vandir Mognon não seja nomeado secretário de Esportes no município, garante uma vaga no gabinete de vereador, na Câmara Municipal, com salário de R$ 3,3 mil ou mais". É sério isso! Quem duvida pode conferir com os próprios olhos:


Denunciei essa insanidade inacreditável no jornal ABCD Maior (que gentilmente cedeu ao blogue o fac símile e a foto abaixo, feita por Antonio Ledes). O grotesco da picaretagem formalizada começa pela linguagem cartorial: "As partes obrigam-se ao fiel e integral cumprimento deste contrato, que é firmado em caráter irretratável e irrenunciável". Encerrado o documento, está lá, oficializada, a compra de votos com registro em cartório. Não sei nem dizer quem estava mais manguaçado. Seria o escrivão, que lavrou uma ata de crime e nem se tocou? Ou o vereador-marreteiro, que voluntariamente registrou o crime eleitoral em cartório? Ou então o cabo eleitoral, que confia tanto no candidato que precisa fazer ele registrar a negociata pra ter certeza que vai ser cumprida?

Mas o mais engraçado é que o "compromisso legal" não serviu para seu devido fim: Mognon foi reeleito mas, como seu candidato a prefeito (o tucano Orlando Morando) não venceu as eleições, não teve como oferecer os cargos na Secretaria de Esportes. E mesmo o prêmio de consolação, o carguinho de assessor parlamentar que ele se comprometeu a ceder a Fuzari no documento oficial, o vereador ainda não pagou. Traduzindo: o maluco registrou a compra de votos em cartório, foi reeleito vereador e nem cumpriu o combinado com o comparsa! E depois o bêbado sou eu!

Mognon foi secretário de Esportes nos dois anos finais da gestão do ex-prefeito William Dib (PSB, 2002-2008) e é notório por ser o único vereador que não vai às sessões da Câmara com traje social: só usa camisetas de time de futebol (foto acima) - e nunca repetiu nenhuma! Dizem que tem mais de 200, de times latino-americanos, europeus, da primeira e da segunda divisão.

Mas parece mesmo que tem um gostinho todo especial pela várzea...

*Diego Sartorato é jornalista, corintiano, comunista, pró-palestinos, apreciador de 'vodka' Zvonka e colaborador bissexto do Futepoca.

Dois toques

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Rodrigo Ponce Santos*

Quem acompanha meus posts já deve ter percebido que a lentidão está entre meus maiores defeitos como “blogueiro”. Estipular prazos nunca funcionou direito pra mim. Mas aos poucos estou aprendendo que a coisa funciona melhor assim: aconteceu ontem, tem que publicar ontem. Para tanto, é preciso sentar e começar. Pensar um pouco ajuda, mas só desenhar mentalmente o assunto não funciona. Não dá pra ficar prendendo a bola. O tempo te rouba a oportunidade e ninguém vai gritar “ladrão!”.

Em sua última coluna na Carta Capital, Thomaz Wood Jr. falou sobre a procrastinação . O famoso hábito de “empurrar com a barriga” foi objeto de pesquisa científica que apontou o seguinte: costumamos adiar a execução de uma tarefa que parece mais distante e abstrata. A dica dos pesquisadores é “apresentar certas tarefas de forma mais detalhada e objetiva”. O problema, acredito, é que detalhe não rima com objetivo. Como uma das infelizes pessoas que adoram chamar reuniões e discutir tudo em seus pormenores, estou em posição confortável para admitir que planejar demais deixa tudo mais distante e abstrato, ou seja, fácil de ser adiado.

Tanto pior se as intermináveis reuniões são uma conversa entre eu e eu mesmo. Pois ainda mais do que a conversa, o pensamento carrega esta terrível sina de ser intangível, incerto e inútil do ponto de vista prático. Hannah Arendt, ao defender a tarefa do pensamento nas considerações morais, também definiu sua inextricável consequência: “quando começamos a pensar em qualquer coisa, interrompemos tudo o mais” (A Dignidade da Política, Ed. Relume-Dumará, p. 149). Ora, definir os detalhes de uma ação é pensá-la exaustivamente e, portanto, se afastar dela. Não me entendam mal. Pensar é preciso e cada vez mais necessário em um mundo onde tudo se faz no modo automático. Mas se existe o momento (e por que não a tarefa) da ponderação, também existe o momento de agir sem planejar. Ninguém vai negar que existem coisas que precisam ser feitas quase sem pensar. Entre elas, o futebol.

Não prender a bola foi um dos méritos do time do Atlético na partida contra o Iguaçu. Basta ver os dois gols do Marcinho (foto) para entender o que estou falando. No primeiro, a bola atravessou todo o campo e chegou até a rede adversária na base do “dois toques” – um deles a letra do garoto Renan. No outro, depois de boa jogada individual de Wallyson (driblar é diferente de prender a bola e também exige uma boa dose de “irracionalidade”), Renan pegou o rebote e deu um tapa para o novo camisa 10, que arrematou de primeira.

A semana do Atlético teve duas notícias importantes: a saída de Ferreira e a entrada de alguns garotos da Copa São Paulo no time principal. Se a promoção dos guris deixa a torcida animada, a atuação de Marcinho serviu para tranqüilizar a torcida depois do empréstimo do colombiano para o Dallas após quatro anos sem títulos na Baixada. Apesar do carinho da torcida, acho que desta vez não vai ficar saudade. Se não houve jogada de craque, sobrou objetividade. Além dos gols, Marcinho jogou com velocidade, coisa que ainda falta para o Atlético. Pela esquerda, Márcio Azevedo também voltou muito bem e ajudou a fazer a bola correr. Mas o destaque na minha opinião é mesmo o outro cabeludo, Renan, que tem boas chances de ganhar a vaga ao lado do Valência. Tenho birra de dois volantes, mas dou aqui o braço a torcer. Nem precisa pensar muito.



*Rodrigo Ponce Santos é torcedor do Atlético-PR, escreve sobre o futebol do Paraná para o Futepoca e é autor do blogue Pretexto.


Ceni volta, Washington marca, zaga muda e 3 a 0

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O São Paulo jogou contra ning..., perdão, contra o Oeste de Itápolis, ontem, e venceu por 3 a 0 sem maiores dificuldades. Pontos positivos: Rogério Ceni adiantou sua volta para pegar ritmo de jogo e Washington renovou a confiança quebrando o jejum de gols. Outro detalhe é que Muricy Ramalho começou a partida com dois zagueiros (algo raro). E o outrora titular Hugo foi para o banco, de onde Arouca saiu para entrar como titular e jogar 90 minutos. Nada de extraordinário, mas sinaliza que o treinador abdicou da teimosia para tentar alguma coisa que dê um mínimo padrão de jogo para o time. No mais, o Paulistinha mostra que, fora os quatro da capital (incluindo a Portuguesa) mais o Santos, o nível dos outros clubes é muito fraco. Isso é ruim para os que disputam a Libertadores, pois lá não existe vida fácil.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

O maluco, o chato, a música, o futebol e a cachaça

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Depois de apresentar "Let me sing, let me sing" no Festival Internacional da Canção, o baiano Raul Seixas (à direita) surgiu nas paradas de sucesso, em 1973, com uma música que denunciava o engodo do "milagre brasileiro" de Delfim Netto e, ao mesmo tempo, "respondia" a canção "A montanha", de Roberto Carlos. Enquanto o "rei" dizia "Obrigado Senhor/ Por mais um dia", Raulzito cantava, em "Ouro de tolo": "Eu devia agradecer ao Senhor/ Por ter tido sucesso na vida como artista". Só que o mais engraçado, nessa história, é que a própria música de Raulzito ganharia uma "réplica".

Em 1974, o mineiro Silvio Brito (à esquerda) apareceu com "Tá todo mundo louco", na qual escancara: "Eu fiz tudo pra não fazer um plágio/ Mas ela saiu muito parecida com a música do Raul Seixas". O discurso é quase o mesmo. Raul reclama: "Macaco, praia, carro, jornal, tobogã/ Eu acho tudo isso um saco". Silvio emenda: "Essa música foi feita num momento de depressão/ Eu tava com saco cheio, com raiva da vida, com raiva de tudo/ Eu fiz essa música pra encher o saco de todo mundo".

Ouro de tolo:


Tá todo mundo louco:


A mesma agressividade está no desabafo de Raul Seixas: "É você olhar no espelho/ Se sentir um grandessíssimo idiota/ Saber que é humano, ridículo, limitado/ Que só usa dez por cento de sua cabeça animal". Aliás, falando em olhar no espelho, não parece de todo impossível que o descarado Silvio Brito tenha se inspirado na letra do colega baiano para emplacar, na sequência, "Espelho meu". A letra parece confessional: "Tomo a dimensão de quem não tem razão pra ser normal/ Sou débil mental".

O mineiro insistia em construir uma imagem de "maluco", "doido assumido" - e feliz com isso. Em "Espelho meu", grita: "Salve os loucos, salve os loucos!". Curioso é que, pouco tempo depois, Raul soltaria "Maluco beleza" – e ficaria com esse apelido e estereótipo até o fim da vida. Mas, antes disso, o roqueiro baiano decidiu esculhambar Silvio Brito com "Eu também vou reclamar", de 1976. Que já começa avisando: "Eu vou tirar meu pé da estrada/ E entrar também nessa jogada/ E vamos ver quem é que vai ‘güentar’".

Eu também vou reclamar:


Pare o mundo que eu quero descer:


Na época, uma das músicas mais grudentas de Silvio era "Pare o mundo que eu quero descer". A letra faz menção ao futebol: "Pare o mundo que eu quero descer/ Que eu não aguento mais esperar o Corinthians ganhar o campeonato/ E ver no rosto das pessoas a mesma expressão" (o time de Parque São Jorge sairia de uma fila de mais de duas décadas no ano seguinte - foto acima). Para rebater, Raul Seixas foi direto ao assunto: "Ligo o rádio e ouço um chato/ Que me grita nos ouvidos/ Pare o mundo que eu quero descer".

Outra coincidência entre a produção musical do mineiro e do baiano, naquela época, foi a implicância feminina com a – indispensável – manguaça nossa de cada dia: "Já estou cansado de ouvir você dizer/ Que eu não sei fumar, que eu não sei beber, que eu não sei cantar" (de "Tá todo mundo louco") e "Entro com a garrafa de bebida/ Enrustida/ Porque minha mulher não pode ver" (de "Eu também vou reclamar"). Raul morreria de pancreatite aguda, aos 44 anos, exatamente por abuso da bebida. Silvio Brito - que homenageou Raul - continua vivo. Mas quase ninguém repara...

Ps.: Eu posso ser chato (ou "chacrilongo"), mas as melodias dessas músicas abaixo não são extremamente parecidas, não?

Chacrilongo:


Capim guiné:

A última do Carnaval...

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Na transmissão ao vivo do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, uma gafe do ex-jogador Raí em entrevista para a Rede Globo:

- Acho que eu estou bem preparado, me deixaram e é uma honra levar a Mangueira na mão!

E a repórter ainda tripudia:

- É o Raí apaixonado pela Mangueira!

Confiram:

E se o beneficiado fosse um time grande?

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Ontem o Botafogo venceu o Fluminense por 1x0, gol de Fahel, e se classificou para a decisão da Taça Guanabara, o primeiro turno do estadual do Rio.

O time da Estrela Solitária pode, na final que será jogada no domingo, conquistar um título de turno pelo quarto ano consecutivo. Em 2006, venceu a Taça Guanabara e também o Campeonato Estadual; em 2007 e 2008, foi o campeão da Taça Rio e perdeu o título maior para o Flamengo nas duas ocasiões.

Embalado e entrando nos eixos ao longo da competição, o Botafogo vai para a decisão da Guanabara como favorito. Mais um bom trabalho de Ney Franco.



E quem será o adversário do Botafogo? O pequeno e "simpático" Rezende, que humilhou o Flamengo em pleno Maracanã, enfiando inapeláveis 3x1 sobre o rubro-negro. Assim, o Rezende está a um passo de fazer história e vencer um turno do Estadual do Rio, tornando-se então, por antecipação, um finalista do Cariocão.

Acontece que o que poderia ser mais uma bela história de um time pequeno que supera os grandes é um evento que tem suas manchas. O Rezende não está aí unicamente por seus méritos. O time ficou em terceiro na tabela de classificação do Grupo A e só avançou para as semis por causa da lambança da diretoria do Vasco, que escalou um jogador irregular e perdeu seis pontos. Não fosse esse incidente, o Clube da Colina seria o primeiro colocado do seu grupo e enfrentaria o próprio Botafogo; a outra semifinal da Guanababara teria o clássico Fla-Flu, e o Rezende apenas assistiria aos duelos pela televisão.

Estranho é ver que tais ocorrências renderam poucos comentários na imprensa esportiva paulista. Fico pensando como seria se a moeda tivesse outra cara. Se, por exemplo, tirassem seis pontos do Rezende e o beneficiado fosse o Vasco. Imaginem só! O mínimo que iam falar por aqui (sim, sou paulista, antes que alguém duvide) era que o Rio não é sério, que tava na cara que isso ia acontecer, que sempre o grande é o beneficiado, que futebol é armação, e mais um monte de frases feitas...

A ditabranda do Otavinho na Folha de S.Paulo

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O Assunto jé é meio velho, mas não pode passar sem registro aqui no Futepoca por misturar política e, provavelmente, cachaça que alguém bebeu. Basicamente porque o líquido ajuda a destravar a língua, daí alguns acabam falando (ou escrevendo) sinceramente demais.


Em 18 de fevereiro, a Folha de S.Paulo, mais uma vez, soltou um editorial raivoso contra Chavez cahamando-o de ditador etc... pelo resultado do plebiscito em que poderá se reeleger quantas vezes quiser (e o povo deixar, óbvio). Até aí nada demais, Estadão e o Globo fazem o mesmo cotidianamente.

O pior foi a comparação: "Mas, se as chamadas "ditabrandas" -caso do Brasil entre 1964 e 1985- partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça-, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso. O líder eleito mina as instituições e os controles democráticos por dentro, paulatinamente."

Ok, dá vontade de perguntar ao Otavinho (publisher do jornal) quem mais chama de Ditabranda a ditadura brasileira. Até onde sei, a Folha inventou essa agora. 

Não vou me estender muito em comentários, mas publicar as cartas enviadas pelos professores Fábio Konder Comparato e Maria Victoria Benevides, por coincidência dois personagens que já entrevistei e dos quais tenho as melhoes impressões possíveis.

Cartas

Mas o que é isso? Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de "ditabranda'? Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar "importâncias" e estatísticas. Pelo mesmo critério do editorial da Folha, poderíamos dizer que a escravidão no Brasil foi "doce" se comparada com a de outros países, porque aqui a casa-grande estabelecia laços íntimos com a senzala -que horror!" 
MARIA VICTORIA DE MESQUITA BENEVIDES , professora da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP) 


"O leitor Sérgio Pinheiro Lopes tem carradas de razão. O autor do vergonhoso editorial de 17 de fevereiro, bem como o diretor que o aprovou, deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada. Podemos brincar com tudo, menos com o respeito devido à pessoa humana." 
FÁBIO KONDER COMPARATO , professor universitário aposentado e advogado (São Paulo, SP) 

Nota da Redação - A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações acima. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua "indignação" é obviamente cínica e mentirosa. 

Dizer que as indignações de Comparato e Benevides são obviamente cínicas e mentirosas... O que foi então esse editorial e a resposta da Folha, que não teriam saído sem a aprovação do dono do jornal, ou seja, Otávio Frias Filho?

Cabem as perguntas, o que eles beberam, fumaram ou cheiraram antes de tanta bobagem? Essas acho que nem Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi publicariam na Veja. Ou publicariam?

Palmeiras e São Caetano: em jogão de sete gols, a liderança é mantida

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O Palmeiras venceu o São Caetano por 4 a 3 no Anacleto Campanela. Depois de sair perdendo por 2 a 0 com oito minutos do primeiro tempo, o Verdão virou o jogo e passou para a segunda etapa com 4 a 2. Depois, o time caiu de produção, mostrou limitações e cedeu às investidas ofensivas do técnico Vadão. Os difíceis 4 a 3 mantém a invencibilidade na competição e a liderança.

Foto: Divulgação/Palmeiras
Tirando a estreia, quando não tem o mando do jogo, o Palmeiras mantém uma marca complicada: toma pelo menos dois gols (Portuguesa, Mirassol, Ponte Preta ). Marcão estreiou bem, fez cobertura de Armero, lançou, mas ainda não solucionou a retaguarda, cuja idade média é elevada. Aos 33, ele tem Edmilson com 32 e Marcos com 35 como companhia.

Que primeiro tempo!
Foi um jogão, mas uma partida de personagens. O primeiro deles foi Cleiton Xavier que escorregou quando recebia um passe na fogueira de Pierre logo aos três minutos. Dali saiu o primeiro gol do azulão. Depois, o camisa 10 foi quem cobrou a falta e o escanteio de onde saíram o segundo e terceiros tentos do visitante.

Outro personagem foi Edmilson. Ele continua se desentendendo com Marcos na defesa. Fez o gol de empate, quase marcou o quinto no segundo tempo, mas poderia ter sido expulso em dois lances. O mais claro foi uma falta sobre Tuta, o da rima rica, quando o placar marcava 3 a 2. O outro, que aconteceu bem antes, foi na reclamação acintosa de falta inexistente marcada pelo árbitro. Curiosamente, da falta saiu o segundo gol do time da casa, quando o camisa 3 desapareceu e Marcos não saiu de baixo das traves. A defesa continua sem estar acertada, fica muito exposta e não tem entrosamento suficiente. E tem um buraco do lado direito. Isso talvez explique que, em todos os outros lances, o Goleiro tenha se precipitado em sair da meta. Mas ele não está bem.

A reação do Palmeiras teve em Diego Souza seu principal motor. O jogador correu, criou jogadas, distribuiu passes... Foi o melhor em campo do escrete verde-limão-siciliano no primeiro tempo. No segundo, foi displiscente, mas criou uma jogada linda na lateral direita, com dribles, rolinhos e rodopios. Seu gol de cabeça, o da virada, foi um prêmio. Pena que não joga contra o Guarani, suspenso pelo terceiro amarelo.

Keirrison fez dois, se isolou na artilharia do campeonato com nove gols. O autor do primeiro e do quarto gols desapareceu no segundo tempo, um sinal da pouca eficiência do meio de campo do time de Vanderlei Luxemburgo para tocar a bola e jogar com mais paciência. Não, Willians, Cleiton Xavier e Diego Souza só funcionam para pôr o time para criar chances de gol com rapidez. Isso é ótimo, tem méritos do treinador, mas foi a fragilidade no segundo tempo.

E a fragilidade foi agravada pelas mexidas de Vadão no São Caetano. Três atacantes e três meias, menos um zagueiro, e o time da casa diminuiu a diferença (com Vandinho impedido). Por falta de tranquilidade, não conseguiu o empate. Enquanto isso, Luxemburgo demorou para mexer no time, mesmo com o notório buraco nas costas de Fabinho Capixabana na lateral-direita. Ainda bem que ele não joga a próxima partida, suspenso com o terceiro cartão.

Vizinhança do júbilo ao silêncio
Fazia tempo que eu não reparava no comportamento dos secadores. Quando o placar marcou 2 a 0, a ala antipalmeirense da vizinhança foi ao delírio. Depois da virada, claro, as ofensas foram devolvidas pela torcida do clube da Turiassu. Mas quando saiu o terceiro gol do Azulão – e eu temi pelo sufoco do fim do jogo –, esperei uma nova onda de confiança dos secadores. Não foi o caso. Os profissionais da desidratação futebolística à distância se desmobilizaram, como era de se esperar. Curioso que, quando acabou o jogo, tampouco teve muita festa dos parmeristas das redondezas. Vai ver que também foram dormir mais cedo.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Tipos de cerveja 29 - California Common/Steam Beer

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Esse tipo de cerveja estadunidense é, em geral, produzida com um tipo especial de fermento, que consegue melhores resultados a temperaturas mais mornas do que o habitual para uma Lager. O método teve origem no século XIX, na Califórnia, onde a refrigeração ainda era um luxo. Desse modo, os agricultores utilizavam fermento típico de Lagers, mas a uma temperatura mais própria para ales - o que resulta em um caráter singular, com a leveza característica das Lagers e paladar parecido com o das Ale. A Anchor Brewing Co. registou o termo Steam Beer, pelo que, em geral, todas as outras marcas são referidas como California Common. Exemplos: Anchor Steam Beer, Park City Steamer e New England Atlantic Amber (foto).

De olho na redonda: A bola pós-carnaval... E Barrichello pode correr com Danica Patrick

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Depois do carnaval, a bola. Não que ela não tenha rolado, principalmente no sábado, quando o Resende superou um perturbado Flamengo, que teve dois jogadores expulsos e ficou de fora da semifinal da Taça Guanabara. Trocadalhos dos mais previsíveis possíveis foram feitos em profusão para falar da façanha do time, mas quando a decisão é em um partida só e, ainda por cima, em fim de semana de carnaval, zebras assim podem aparecer mesmo...

Já o Paulistão terminou o fim de semana da forma mais previsível possível. Com os quatro grandes no G-4 e a Lusa em quinto. Claro que o andamento de competições paralelas como a Copa do Brasil e a Libertadores podem alterar o quadro, mas o estadual promete ser isso que está aí. De se destacar, apenas o grande público que compareceu ao Pacaembu para ver Santos e Botafogo em pleno domingo de carnaval: quase 21 mil pagantes, mais que o dobro do clássico (ou semiclássico?) entre Lusa e Palmeiras. Mas o Eterno ainda resiste a fazer o Peixe jogar mais em São Paulo, atendo-se às superstições e ao provicianismo de sempre, embora acene com a possibilidade de a partida contra o Rio Branco ser realizada na capital. Ao santista paulistano, mais fiel que o da Baixada (e olha que sou de lá), restam as sobras...

O ponta-artilheiro

Garrincha, Canhoteiro, Julinho Botelho, Zagallo... Nenhum deles chegou perto da fantástica marca de Pepe, segundo maior artilheiro da história do Santos com 405 gols. É o maior ponta artilheiro do país, e com tal marca supera os goleadores máximos de clubes como Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Fluminense etc etc etc. Hoje, ele faz 74 anos. Parabéns, Canhão!   

Barrichello e Danica Patrick juntos?


Invado aqui o espaço do inigualável Chico Silva para falar de automobilismo. Ou quase isso. Após penar na sofrível e hoje falida Honda, Rubens Barrichello está prestes a se aposentar de maneira forçada. Mas o descanso pode durar apenas um ano. A USF1, equipe estadunidense lançada na terça-feira e que estreará na Fórmula-1 em 2010, declarou publicamente o interesse em contar com o brasileiro já que, em seu primeiro ano na categoria, precisaria contar com um piloto rodado (no bom sentido). "Rubens Barrichello seria bom, pois experimentou dois anos ruins na Honda, o que seria uma coisa muito útil para nossa operação. Mas ele é quase o único dos pilotos que potencialmente preencheriam o papel de piloto experiente", disse Peter Windsor, diretor esportivo da agremiação.

 
Fotos comportadas porque esse é um blogue de família.
 
E, para acompanhar Barrichello na equipe, uma das apostas é Danica Patrick, que hoje disputa a F-Indy. Hoje ela integra a equipe Andretti-Green se destacou por ser a primeira mulher a vencer uma prova na categoria, no Japão em 2008. Certamente, como se sê nas fotos da moça, seria também uma bela jogada de marketing, podendo ajudar a combalida F-1, tão afetada pela crise econômica mundial.

Perdendo a freguesia

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Sexta-feira de Carnaval, nove e meia da manhã. Na calçada de esquina, em frente ao bar, dois foliões cozidos de cachaça dormem um sono de morte. O dono do estabalecimento chega, abre as portas e, com uma vassoura, vai cutucar os inoportunos.

- Pô! Isso é hora de abrir o bar? Muito cedo!, reage, indignado, o primeiro manguaça.

- Ó, é isso aí! Muito cedo! E tem mais: amanhã eu juro que vou procurar outro bar pra dormir!, ameaça, com cara feia, o segundo pingaiada...